Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Menino de Raça

O tricolor Vinícius no show de Elba Ramalho - 12/03/2010

O tricolor Vinicius...

Bandeira do Santa Cruz - Show de Elba Ramalho em 12/03/2010

...e a bandeira coral tremulando no Marco Zero

por Geórgia Araújo

No dia 12 de março, o show de Elba Ramalho e convidados estava marcado para às 21:00h, na Praça do Marco Zero, para homenagear o aniversário da cidade do Recife. Eu sabia que era a gravação do DVD, que algumas músicas poderiam ser repetidas, porém, fui cheia de esperanças que tudo corresse bem. Eu e Inácio chegamos lá por volta das 21:15h, fizemos um lanche básico e quinze minutos depois Elba entrou no palco.

Para comemorar seus 30 anos de carreira, Elba agradeceu a Chico Buarque, a Alceu Valença (que não pode ir porque estava fazendo show no aniversário de Olinda) e a tantas outras pessoas que lhe ajudaram, especialmente no início da sua vida profissional.

Aos poucos, ela foi chamando: Cristina Amaral, Flávio José, Alcione, Carlinhos de Jesus, Chico César, Lenine, Maestro Spok, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e André Rio, além dos dançarinos de um grupo aqui do Recife. Escalação de campeão, certo? Errado! Nem sempre é assim.

A repetição de algumas músicas foi deixando o público progressivamente apático ou distraído com conversas mil. Além do mais, Lenine, de quem sou fã há muitos anos, escolheu uma música de Caetano Veloso para cantar com Elba, que não combina com nenhum dos dois, resultado: três repetições e muitas reclamações dentre aqueles que fugiram para a beira do rio para ver se o tempo passava mais rápido.

Mas, o que isso tem a ver com o Santinha? No meio de tanta espera, de tanto calor, gente e ruge-ruge, durante todo o show, havia alguém segurando uma bandeira do Santa Cruz. Era pequena, mas decorava lindamente aquele cenário de sons e cores. Não havia bandeira de nenhum outro time bicolor, só aquela, pequena e coral.

Já na madrugada de sábado, pois a gravação durou até às 02:30h da manhã, nós já estávamos naquela de “vamos embora”, até que resolvemos que queríamos mesmo esperar Zé Ramalho. Quando ele começou a cantar, houve um deslocamento grande de pessoas de volta à Praça e a galera se acordou. E aí, qual a nossa surpresa, percebemos que a bandeira pequena foi substituída por uma maior, pois é, o fanático e inteligente torcedor, que resolveu levar a bandeira para esse evento, estava de posse de uma ainda maior para, se Deus quiser, fazer com que essa bela imagem circule pelos lares brasileiros.

Inácio, que saiu para descansar, mas não se desliga do blog, sugeriu que fôssemos para perto da bandeira para fotografarmos o herói. Quando nos aproximamos, vi que quem segurava a bandeira era um criança e pedi autorização do pai para fazer a foto para o Blog do Santinha. Resposta positiva e carregada de orgulho. Alexandre, pai de Vinicius, fez pose com seu filho, que não sei a idade porque meu assistente, Inácio França, não perguntou e, quando André Rio entrou no palco, foi um agito só. A parte final do show foi com muito frevo, manguebeat e muita gente dançando. Elba, enfim, marcou um gol e nós voltamos para casa com o 1×0 e com o gostinho de quero mais.

Quanto a Vinicius, parabéns pela sua paixão e pela sua raça. Que você sirva de exemplo ao Santinha e aos resistentes torcedores corais!

Frases e palavreados

Por Gerrá da Zabumba, do Blog do Santinha

Faz um tempo que venho coletando frases ditas pela torcida do Santa Cruz. Confesso que me inspirei na mania que Samarone tem de anotar tudo que encontra.

Lendo as anotações e vendo o sucesso do Brasão Facts, resolvi publicar uma comparação do palavriado a respeito de um mesmo lance, nos diversos setores do estádio.

Antes, para não causar tumulto por aqui, quem não gostar de ouvir ou ver palavrões, eu aconselho que pare de ler o texto, pois o mesmo vem recheado de palavras de baixo calão.

Sim, não deixem as crianças acessarem o Blog do Santinha até entrar um texto novo.

Leia o texto completo

Procura-se sanfoneiro

Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.

Era uma noite bucólica, no Empório Sertanejo, do saudoso Robertinho, quando, após muitos copos, resolvemos criar oficialmente a Torcida Organizada Carnavalesca Mista Sanfona Coral. Como sempre fui metido a escriba, lembro que peguei um papel, escrevi a ata, que não sei onde está, discutimos o estatuto interno, e assinamos. Estavam lá Gerrá, Alessandra, Chiló, Rita Azevedo, Andréa Ferraz, creio que Emília e outras duas pessoas ou três que não lembro agora. Eu também estava, claro.

Rapidamente a Sanfona virou o xodó da torcida. Quando chegava, era aquela explosão de alegria. Lembro de entradas memoráveis na Churrascaria Colosso (ai que saudade), com a turma cheia das aguardentes, comendo galeto assado com farofa. A Sanfona dava uma volta, tudo pegava fogo e por uns minutos, eu até sonhava que era músico. Era impressionante ver aquela alegria intacata, pura. A alegria de tocer pelo Santa e saber que somente essa torcida é capaz de fazer tanta festa somente com a criatividade. Eu tocava aquele instrumento que faz chec chec chec, que não lembro nem o nome,  até Fabiana chegava, pedia para tocar uma música, tocava 25 e eu voltava à vida normal.

A Sanfona era uma das coisas mais lindas do mundo. Em São Paulo, num jogo contra a Portuguesa de Esportes, uma quantidade incalculável de nordestinos foi às lágrimas quando saíram as primeiras notas. Saímos do estádio dos lusitanos com um 4 x 1 nas costas, mas com o forró comendo no centro. Na estação do metrô a gente seguiu cantando nossos laialaia, quando um segurança veio todo brabo, querendo nos levar para uma delegacia. Para todos os efeitos, éramos de torcida organizada, e aquilo era proibido.

Coube a Alessandra fazer o mesmo que ela faz com Gerrá: botar moral. Vinha chegando um metrô, ela disse “Bora simbora”, todos entramos, e ficou por isso mesmo.

Se fosse lembrar aqui cada sanfonada, seria uma tarde inteira escrevendo. Lembro de um jogo contra o Grêmio Recreativo de Porto Alegre, naquele memorável 2005. Chiló fez uma paródia ao hino do Grêmio, com um texto que deixaria Aline, de nossa equipe, de cabelo em pé. Fomos ao Mercado da Encruzilhada encher os cornos, e lá pelas tantas, Chiló começou a cantar. Ao final, o mercado inteiro estava arrasando com os gaúchos que vão com o a pé para todo lado. Foi a primeira vez que vi um mercado inteiro cantar, a plenos pulmões, uma paródia de um hino.

Há músicas memoráveis, que se tornaram hits. “Quando passo na casa da Barbi, eu me lembro, eu me lembro”. “É Rosembrik, Rosembrik, Rosembrik, para a vida melhorar”. “Bate bate bate cabeção, dentro desse velho peito”. Ninguém esquece aquele “A coisa gemeu/no ano do centenário”. Muitas e muitas declarações de amor foram feitas e cantadas ao Santa, com sanfona, triângulo e zabumba. Ou seja, Chiló, Alessandra e Gerrá.

Bem, mas vamos à realidade. Chiló não quer mais esse fuzuê. É um direito do cara, como Inácio teve seu direito de sair do Blog do Santinha. Tem hora que o cara enche o saco de alguma coisa e acabou. De 2005 pra cá, são cinco anos. Temos mais é que agradecer ao velho Chiló, como agradecemos ao velho Inácio pela batalha que foi criar e manter o blog do santinha cada dia mais vivo. Se um dia eu achar que escrever para o blog do santinha deixou de ser prazer e virou obrigação, também caio fora.

A realidade é a seguinte. A Sanfona Coral precisa de um novo sanfoneiro para continuar a fazer a alegria da torcida. Tivemos algumas conversas, avaliamos que é uma pena deixar essa alegria ficar de fora dos jogos, das farras corais. É nosso patrimônio cultural.

Aos amigos músicos e amantes do bom forró, o aviso é simples:

Procura-se sanfoneiro coral dos bons, para fazer a alegria da massa coral.

Rebola que a gente gosta

Aline Moura, do blog do Santinha

A arte de fazer feliz quem tá cansada de sofrer

Vocês não sabem o que é sofrer como eu sofro. Sou especialista nisso. Acho que é de nascença, não sei não. Acontece que, dessa vez, os amigos tricolores vão se solidarizar. Desde que o Santa começou essa rodada de vitórias que eu não vejo o time entrar em campo. Na primeira vez, estava em São Benedito do Sul, de férias, aproveitando as cachoeiras, e só soube dos 6 a 1 em cima do sete de setembro por que liguei, de um telefone público, para saber o que se passava nas bandas do Arruda.

E fui acompanhando tudo via orelhão, já que a bela e maravilhosa operadora Claro não pega nas bandas da Mata Sul. Ouvi uma amiga surtada falando do tal de Brasão e, depois disso, vez ou outra pegava uma moto para ir à cidade entrar numa lan house e saber das novidades.

Eis que as férias acabaram (o que é bom dura pouco). Estava crente de que, hoje, ia pro jogo, vestiria a camisa nova que Samarone tinha me prometido. Um amigo meu lá no trabalho me ofereceu R$ 10 para que eu não fosse, por jurar que sou o pé frio do negócio. Eu não aceitei porque não acredito em munganga, mas o fato é que não consegui largar a tempo.

Trabalhar em jornal não é fácil. Quando falta 11 minutos para você largar, o fim do mundo aponta na esquina. E logo, logo começou o sofrimento, tic, tac, tic, tac. Cheguei em casa depois de o time entrar em campo e ouvi os gritos da torcida do meu quarto. Um, dois, três gols… E eu chupando dedo, sem esse gostinho que só o Santa provoca na gente. Um sofrimento de lascar.

Pior é quando se ouve a partida pelo rádio. O locutor incendiava e, segundo ele, 1.233 faltas feitas pelo América foram em cima de Brasão, sem falar nos cartões que ele conseguiu cravar. Valeu, Brasão. Por essa alegria. Por essa irreverência. Por nos levantar da poeira… Futebol é isso mesmo, gracinha, provocação, quedas exageradas só para irritar o adversário.

Se amostre bem muito pra eu sofrer menos.  Pode tirar a camisa, Brasão, sentar na cadeira, fazer cambalhota, deitar no escudo, rolar no gramado. Mulher adora jogador bom de bola. E, quanto mais amostrado, melhor.

Twittadas imperdíveis que li hoje (12h00) seguem abaixo

E Brasão disse: Que se faça a luz. Chuck Norris Respondeu: Só se for agora, mestre

A FIFA proibe Dunga de convocar Brasão. A entidade afirma que quer equilibrar a competição!!!

Entre o fim do pernambucano e a série D vai rolar telecatch no Arruda. Brasão vai esmagar Todo Duro e Holyfield

Mega Sena de 30 milhões saiu para apostador do Recife. O nome dele? Adivinha: B R A S Ã O!

(Intervalo) Para equilibrar a partida, técnico do America pede que Brasao jogue no gol.

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