Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube e a torcida mais apaixonada do Brasil

Maceió - Roteiro da invasão coral 2.0

Maceió, minha sereia... (Foto: Priscila Lucena Simoa)

Maceió, minha sereia... (Foto: Priscila Lucena Simoa)

Por Tadeu Patriota, funcionário público do estado de Alagoas (colaboração de Anizio Silva)

Família Tricolor Pernambucana:

Mais uma vez, com o enxerimento que me é peculiar, tomei a liberdade de providenciar para os que desejarem comparecer, algumas atividades na Cidade de Maceió no intuito de propiciar aos meus companheiro tricolores algum tipo de vantagem financeira, conforto e pontos de encontro, porque tricolor gosta mesmo é de estar perto um do outro. Sem viadagem, claro.

Sendo assim e lembrando dos acertos e erros quando da invasão de 2007, optei por um ‘happy hour’ no sábado a noite, para os que moram aqui e para os que já estiverem por aqui. Também faremos uma concentração pré-jogo no domingo, no mesmo lugar da última vez para todos (o bar QG do Espeto).

HAPPY HOUR CORAL no Restaurante PARMEGIANNO

Dia e horário: Sábado, 04/07/2009 - a partir das 20h
Endereço: Rua Paulina Maria de Mendonça, 62, no bairro da Jatiúca.

Está combinado com um dos proprietários, que é nosso amigo e Tricolor Recifense de Casa Amarela, um desconto de 20% na bebida, sendo mantido o preço original dos alimentos e os 10% do garçon nesta parte.

Vale ressaltar que os preços do local são bem atrativos, fazendo um tipo de restaurante conhecido aqui na terrinha como popular de luxo, onde o cardápio é bastante variado, oferecendo tira gostos, saladas, parmegianas, espaguetes, frutos do mar, carne e pizzas, em local bastante confortável e aprazível e que as contas serão individuais.

Detalhe importante: O local fica aberto até a saída do último cliente.

CONCENTRAÇÃO PARA O JOGO - BAR QG DO ESPETO

Dia e horário: Domingo, 05/07/2009 - a partir das 11h
Endereço: Av. Eng. Paulo Brandão, 24. no bairro da Jatiúca

Combinamos com o proprietário: Cerveja ITAIPAVA, BAVÁRIA PREMIUM, NOVA SCHIN E NOBEL, ao preço único de R$ 3,00 e prato executivo com dois tipos de carne a escolher ao preço de R$ 10,00.

No local também é servido variado e saboroso cardápio de tira gosto, no menor preço de Maceió. Contas individuais aqui também.

Detalhe importante: O local será aberto somente para receber A Torcida Mais Apaixonada do Brasil.

ATUALIZAÇÃO: Devido a imensidão da torcida tricolor, a CERVEJARIA SENHOR CEVADA, vizinho ao QG do Espeto, vai oferecer os mesmos serviços e pelo mesmo preço!

CARREATA TRICOLOR

Às 14:17 h, em direção ao estádio Rei Pelé, com o devido acompanhamento policial.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Como chegar nos locais dos encontros? confira o vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

No Estádio: Em conversa com o administrador do Estádio Rei Pelé, fui informado que o espaço destinado à torcida tricolor, por conta das reformas, será o mesmo do jogo com o CRB em 2007, por trás de um dos gols e também a área que fica por trás do gol do outro lado do campo. Não gostei da distribuição e acho que devemos todos ir para mesma área de 2007, que lá nos cabe a todos com tranquilidade.

Ainda no Estádio: Não haverá venda de bebidas, nem a possibilidade de estacionamento como fizemos em 2007, infelizmente.

Por fim, gostaria de solicitar a quem puder, que faça o favor de confirmar a presença na página Invasão Coral a Maceió - 05/07/2009,  para  que os locais dos eventos tenham uma idéia aproximada de quantos Tricolores Pernambucanos vão receber.

Abraço a todos e Vamos Santinha!!!!!

Uma vitória para os exilados

Visitação do Blog do Santinha entre 01/09/2006 e 03/07/2009

O blog é visitado por exilados corais de todo o mundo

Por Gerrá da Zabumba

Dias atrás, Pedro França escreveu aqui no Blog sobre o que é estar vivendo distante do Arruda. Na verdade, cerca de 2.000 quilômetros longe do Santa Cruz.

Fico matutando sobre isto. A vida do cidadão santacruzense distante do clube mais querido.

Certa vez, mais precisamente em 1996, justamente no dia da final do pernambucano, eu estava do outro lado do Atlântico, em Londres. Eu fiquei hospedado na casa de um amigo que fazia doutorado e que, pra minha sorte, tinha internet em casa. Lembro como se fosse hoje, quando acessei o site de um dos jornais daqui para ver o resultado do jogo final, coincidentemente toca no som da casa o Frevo nº 03, de Antônio Maria, que diz assim: “Sou do Recife com orgulho e com saudade, sou do Recife com vontade de chorar. O rio passa levando a barcaça pro meio do mar, em mim não passa essa vontade de voltar…”. Naquela hora, sem me importar com o resultado da partida, chorei. Mesmo estando apenas passeando, chorei de saudades. Chorei com saudades de não ter sofrido no jogo final. De não ter podido gritar junto com a massa tricolor, empurrando o meu clube do coração.

Lembro agora de Camarão. Imagino como devia ser, para ele, acompanhar toda essa trajetória descendente do Santa, lá do México. Nesse São João, ele me confessou: “sou viciado no blog”. Imagino que este espaço era uma de suas válvulas de escape. Sofrer de perto já é ruim, imaginem de longe.

E Milton Jr.? Milton está em missão profissional lá no Mato Grosso. Vez por outra ele telefona para saber as novidades, para dar opinião, para torcer junto com a gente. Vive mandando e-mails sobre o Santa Cruz.

Sempre que pode ele dar as suas contribuições. Interessante é a lógica financeira de Milton. Outro dia ele fez as contas de quanto gastaria com o Santa caso estivesse aqui. Incluiu na soma os gastos com ingressos, cervejas, tira-gostos, combustível, enfim, todas as despesas referentes à sua ida ao Arruda para ver o Santinha jogar e me disse: “pronto. Essa quantia vai ser destinada para eu ajudar o Santa, enquanto eu estiver por aqui”.

É… deve ser uma aflição daquelas, estar sem o Santa Cruz por perto.

Por mais que essas estradas da internet tenham encurtado as distâncias, nunca conseguirão substituir o calor de um abraço na hora do gol, as conversas de mesa de bar, a cerveja antes do jogo. Ficar longe de tudo isto é provação das grandes.

Esta semana gravei uma mensagem para um vídeo motivacional que o pessoal do Loucos pelo Santa está produzindo. Fui pego de surpresa por Jamil. Falei algumas palavras, bem no improviso. Confesso que depois de reler esse texto, caso fosse gravar novamente a mensagem para o elenco, pediria aos jogadores do Santa Cruz Futebol Clube que honrem a camisa preta, branca e encarnada, lembrando dos vários torcedores que estão exilados por esse mundo afora.

* Dedico essa postagem a meu amigo Fred Arruda, que foi o primeiro internauta a comentar no Blog do Santinha e hoje está morando longe das bandas do Arruda.

Desistir do Santa? JAMAIS!

Priscilla não desiste. E você?

Priscilla não desiste. E você?

Por Priscilla Barbosa da Silva, mestranda em Antropologia

Escrevi isso após ler o texto de Gerrá, e fiquei pensando porque iria para o jogo do Santa lá pras bandas de Maceió.

A gente passa a vida desistindo de várias coisas, pois “não podemos ter tudo que queremos”, é sempre isso que escuto por aí. Podemos desistir de uma profissão, seja pelo fato de descobrir que não tem nada a ver com você, ou por perceber que aquilo não vai lhe render muito dinheiro.

Ao longo do tempo até de certos amores nós desistimos de tê-los ou de estarmos por perto. Posto que, o seu amor-próprio deve falar mais alto, e caso o amor que queremos não nos quer, temos que dar adeus a ele e seguir em frente.

Mas, desde 2005 notei uma coisa em mim, que tem algo na minha vida que nunca desisti, o meu amor pelo Santa Cruz Futebol Clube!

Se eu dissesse a vocês que me recordo qual o primeiro jogo do Santa Cruz em que estive presente, passaria por mentirosa. Contudo, posso dizer com muita clareza qual a primeira lembrança de um jogo do Santa que tenho em minha memória: a final do campeonato Pernambucano de 1990. Ainda sinto o cheiro do queijo assado, escuto o caba gritando “Guaraná, cerveja e água” e até o cambista aos berros “geral, sócio e arquibancada”, nessa sequencia. Nunca tinha visto tanta gente num mesmo lugar. E pela primeira vez eu me arrepiei dos pés a cabeça, quando time do Santa Cruz entrou em campo, não entendia porque meu coração ficava tão acelerado e meus olhos estavam marejados ao ver aquela torcida gritando: “Tri-Tricolor, tri-tri-tri-tricolor”.

Era tanta informação, tanta emoção, tanto medo de perder o campeonato (em 1989 tínhamos perdido para as barbies) que este acabou sendo para mim, o dia no qual descobri o amor pelo Santa Cruz. Ao final do jogo éramos os campeões, e eu, uma menina de apenas oito anos, estava recebendo em minha pele, minha mente e memória, a marca da identidade tricolor santacruzense.

Tive que ser fiel a esta identidade, passei por muitas provações, por dois anos seguidos vi a coisa sendo campeã. Após o glorioso ano de 1993, tive mais certeza ainda da minha convicção de ser tricolor santacruzense. Todavia, parece que os deuses, aliás, os ex-diretores e ex-presidentes queriam ter me testar nesta minha tal certeza de amar o Santa Cruz. Posto que, de 1995 a 2005 foram anos de desgostos, raivas, tristezas profundas. Houveram alentos, como aquele ano de 1998 em que Rau fez o gol de cabeça e não fomos para a famigerada série C. E o ano de 1999? Se eu disser que foi importante porque prestei meu primeiro vestibular, mentiria. Foi sim, o ano em que meu Santinha chegaria a primeira divisão. Mesmo assim, as alegrias eram efêmeras, e não durava mais que um mês ou dois.

Até que o ano de 2005 chegou, e com ele vieram seguidas alegrias, jogos memoráveis, o título de campeão Pernambucano e também o melhor time que o Santa Cruz já jogou sobre as minhas vistas. Junto com estas glórias veio o Blog do Santinha, que desde a primeira vez que li, percebi o quanto fiz certo em manter-me tricolor santacruzense.

Passado este ano de 2005, descemos ladeira abaixo, da série A para B, da B para C e da C para D. Tudo isto, eu estava presente, sofrendo e me questionando “o que é que danado eu to fazendo aqui?”. E hoje, às vésperas de chegar o jogo de uma malfada série D, respondo a minha pergunta com o pensamento de quando era apenas uma criança de 8 anos, “estás aqui por amar o Santa Cruz, e desse amor você não desiste JAMAIS!”.

Maceió, aí vamos nós

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Por Gerrá da Zabumba

Era domingo. Era 6 de julho de 2008. Era a estréia do Santa Cruz na Série C. Um jogo contra o Campinense, lá em Campina Grande.

Sem nenhum planejamento estratégico, a torcida do Santa literalmente invadiu aquela cidade da Paraíba. Cada um se organizou da maneira que veio à cabeça. Eram ônibus, vans, carros particulares, motos, enfim, uma verdadeira multidão, vestida de preto, branco e encarnado, rumou para o Amigão. Cerca de oito mil tricolores corais santacruzenses dos mais diversos lugares foram ver o Santinha jogar.

Naquele dia, a única coisa que tirou o brilho da festa foi a falta de capacidade dos responsáveis pela ordem em lidar com um grande público. Os paraibanos deram uma verdadeira aula de como não se deve agir com torcedores de futebol.

Além disto, a bagunça na venda de ingressos foi outro ponto negativo. As bilheterias demoraram a abrir, os bilheteiros não sabiam informar nada e para completar, os acessos à arquibancada mais pareciam um curral. Incompetência total dos que estavam promovendo o jogo.

Pois bem, no próximo dia 5 de julho, praticamente um ano depois, nosso time vai fazer a estréia na Série D.

Uma nova invasão está sendo preparada. Desta vez rumaremos para Maceió, capital de Alagoas. Alguns já irão para lá na sexta-feira, para aproveitar o final de semana.

Desta vez serão as estradas que vão para capital alagoana que se transformarão numa cobra coral.

Soube que só vão disponibilizar cerca de 10.000 ingressos. Se isto é verdade, já dou um conselho pro povo de Alagoas: por baixo, podem reservar a metade para nós pernambucanos.

Espero que os alagoanos sejam competentes. Espero que eles não menosprezem a torcida do Santa e que se preparem para a nossa invasão.

Não queremos ser tratados como majestades. Apenas, aguardamos profissionalismo por parte dos que vão trabalhar no jogo do Rei Pelé.

Daquela cidade, sei que tem estrutura suficiente para nos acolher.

Por falar em nos acolher, dou o parabéns a nossa diretoria por ter tido a iniciativa de vender alguns ingressos aqui no Arruda. Todo mundo gosta de carinho, inclusive nós torcedores do Santa Cruz Futebol Clube. Torço apenas para que não aconteça a bagunça que houve no sábado passado. E mais, ao preço de vinte reais, se esse ingresso cair nas mãos do cambista, vão vender por uns quarenta paus.

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Bar da Moela - 27/06/2009

Confira essa foto da farra dos “tarados do blog” no Bar da Moela (ocorrida no último sábado 27/06, dia do amistoso contra o 12 e meio da Paraíba) e outras imagens do Mais Querido em nosso álbum de fotos do Blog do Santinha no Flickr. Colabore e envie sua imagem alusiva ao Santa Cruz e à torcida coral pelo formulário da página “Autores”.

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