Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 24 de agosto de 2005

Memória de algum prazo

Por Chiló, sanfoneiro da Torcida Organizada Musical Sanfona Coral e psicólogo

Foi só sentar para assistir ao telejornal local que meu pai apareceu com uma cópia impressa de um e-mail que alguém tinha lhe enviado, era mais um desses e-mails sobre esses episódios do cenário político brasileiro que estamos acompanhando diariamente pela TV. Com o papel na mão, bradou “povo sem memória é o nosso…”

Lamento, meu pai, mas há muitos anos venho escutando os persistentes argumentos e as duradouras recordações de uma certa torcida, que tem como endereço a Casa da Barbie, a respeito dos seus seis títulos conquistados em série há mais de três décadas. Tantos campeonatos conquistados assim, um atrás do outro, realmente merecem tanta importância, principalmente porque representa 30% do total de títulos já conquistados por essa agremiação.

Tragicômico é que esses moços, pobres moços, não percebem que a menina-dos-seus-olhos é também a cruz que os impossibilitam de dar um salto qualitativo no cenário nacional. Mas outros fatos e situações contradizem aquele desabafo do meu pai.

No dia do jogo que vencemos (já tá ficando chato) o Vitória, durante a resenha com os amigos líderes, escutei uma frase significativa de um outro amigo (não posso chamá-lo de outro jeito) adepto da coisa e que teve a petulância de sentar em nossa mesa. Apesar de evitarmos falar de futebol por uma questão, vamos dizer assim, ética, ele saiu-se com essa: “já ouviram falar em libertadores da América, de América para os íntimos…”.

Lamento meu pai, lamento mesmo, mas o povo brasileiro, mais especificamente o pernambucano, tem memória, está preso ao passado. Não sei se chamo isso de memória de longo ou curto prazo, fica a critério dos psicólogos. E, como dizem alguns deles, são realmente essas vivências de antigamente que norteiam a vida de algumas pessoas.

Fazer o quê, né…

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Arruda, 1964

Durante o ano de 1964 começaram as obras para a construção das arquibancadas de concreto do estádio. A foto aérea acima foi tirada logo depois que as antigas, de madeira, tinham sido removidas, mas antes da demolição das casas que serviam de vestiário e rouparia.

É possível perceber claramente que o campo era paralelo ao canal, com uma barra voltada para onde hoje estão as sociais e a outra barra onde foram construídas as arquibancadas.

Esta foto pertence ao acervo do Diário de Pernambuco e foi cedida para a Confraria Ninho da Cobra.

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