CD “O Veneno da Cobra Coral” está de volta
Recife, 22 de setembro de 2005.
Da Redação do Blog do Santinha
A torcida do Santinha acaba de ganhar mais um presente. O CD “O Veneno da Cobra Coral”, lançado em 2003 por Bráulio de Castro “Véio Mangaba”, Xaruto & Cia, vai ser relançado a partir do próximo sábado, nas imediações do Arruda, naquele velho esquema recifense de “venda na bicicleta com caixa de som”. Serão apenas 200 cópias (a primeira tiragem esgotou) desta verdadeira jóia coral, graças a uma vaquinha feita pelo próprio Bráulio, autor de parte das músicas. É um caso raro e muito novo no mercado fonográfico - o autor do trabalho vai piratear sua própria produção e vender a preços bem acessíveis à massa coral.
O CD, bem diferente dos que geralmente são produzidos esporadicamente (hino do Santa e alguns gols), chama a atenção pela alta qualidade das composições, revelando uma verdadeira cultura musical em torno do “Mais Querido”. A preciosidade (quem tem sabe) vai ser vendida a R$ 7,00. Quem quiser levar mais de 10 unidades, paga somente R$ 5,00 por CD.
Agora vamos ao CD, canção por canção, já que a redação do “blogdosantinha” é apaixonada pelo CD:
“Nasci Santa Cruz” é um frevo de Bráulio de Castro, cantado por Bubuska. “Não adianta mudar, seu dotô/Meu coração sempre será tricolor/ Eu não me canso de dizer/Sou Santa Cruz até morrer”. Depois vem o samba “História de um Super-Campeão”, cantado por Walmir Chagas, uma bela canção que conta a história do Santinha, lembrando torcedores ilustres, como Santo de Pantera, Anízio Campelo, Ivanildo da Buzina, entre outros.
“O Papa Taças”, frevo-canção dos irmãos Valença, é interpretado por Edy Carlos. “Quem é que quando joga/a poeira se levanta/é o Santa, é o Santa”. A quarta música é certamente uma das mais belas do CD, e mostra o cotidiano de um torcedor apaixonado pelo Santa (perdão pela redundância), que sai de manhã para o jogo e já avisa:
“Mulé, oh mulé/Você não precisa me espera/Eu vou chegar fora de hora/Pois o meu Santa vai jogá.
Bráulio de Castro é autor também do frevo-canção “Cobrinha Sapeca”, e do partido alto “O veneno da Cobra Coral”. A Edy Carlos coube a responsabilidade de cantar “O Mais Querido”, que a torcida sabe antes mesmo de dizer “mamãe” ou “papai”. “Santa Cruz/ Santa Cruz, junta mais essa vitória..”
“Veneza Brasileira” é um sambinha que fala amorosamente do Recife e do Santa. “A cobra vai fumar” é um frevo-canção para animar qualquer festinha tricolor. “Mestre Tará”, de Bráulio, é uma homenagem a um dos grandes jogadores da história do Santinha. “Santa, Campeão Arretado” e “Papai Tricolor” fecham o disco, uma preciosidade que não pode faltar na discografia de nenhum tricolor.
Quem quiser falar com o próprio Bráulio de Castro, um tricolor arretado, pode ligar para o 3051.0054. Ele deixou uma cópia na Rádio Jornal, para galera pedir ao Edson Peixoto,no programa Resumo Final (resumofinal@radiojornal.com.br).
Vale a pena pedir a inesquecível “Bandeira do Santa Cruz”, ou “História de um Super-Campeão”. É um daqueles CDs para botar num volume um pouco acima da média, abrir uma cerveja e esperar os amigos chegarem, perguntando:
“Onde foi que tu comprasse esse CD?”
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