Arruda, 1972
Essa fotografia foi escolhida para entrar hoje no ar por causa da água benta que não aparece na imagem, mas certamente deve ter sido borrifada (ou aspergida, para ficar mais erudito) pelo cônego Antônio Alves de Souza e o padre Humberto, da matriz de Água fria, que rezaram a primeira missa no novo formato do estádio, após a ampliação para a Minicopa de 1972, promovida pela Fifa e conquistada pelo Brasil. O desenho ondulado das arquibancadas está na memória dos tricolores que têm pouco mais de 30 anos. Foi no Arruda deste tamanho e formato que o Santa Cruz viveu seus melhores dias na década de 70. Como deu sorte naqueles anos, a equipe do Blog do Santinha considerou de bom alvitre (êta Blog culto arretado!) publicá-la na véspera de um jogão importante. A água benta também serve de reforço. Essa foto também pertence ao acervo do Diário de Pernambuco e foi cedida para a Confraria Ninho da Cobra. A identificação dos padres foi mais uma colaboração valiosíssima de Rodolfo Aguiar, ex-presidente do Santa. Aliás, em breve colocaremos no ar o depoimento que ele nos deu há alguns meses.
Pior, impossível
por Inácio França Quarenta e horas depois, com os ânimos serenados, não tenho medo de errar: no sábado à tarde, o Santinha jogou sua pior partida em 2005. Não, não estou esquecido dos 4 a 0 para o Cruzeiro. Lembro que, durante o primeiro tempo daquele jogo no Mineirão pela Copa do Brasil, nosso time chegou a enfrentar os adversários de igual para igual. A goleada foi uma fatalidade. Uma fatalidade chamada Roberto, que, bem lembrado, também estava em campo lá em Porto Alegre. Por falar em Roberto, ele nem aparece na tela da TV no lance do primeiro gol dos gaúchos. E Por falar em televisão, em determinados momentos da transmissão, tive a impressão que o diretor de imagens (ou editor, sei lá como é o nome das funções numa emissora) estava caprichando para botar no ar os ângulos e enquadramentos onde apareciam o maior números de sujeitos com a camisa azul, preta e branca. Pensei até que o juiz tinha esquecido de contar o número de jogadores de cada time e o Grêmio, já esquematizado com o trio de arbitragem, havia posto em campo 33 jogadores. Mais o goleiro, 34. Era gremista por todos os lados. Parecia uma blitz em cima dos nossos assustados jogadores. Assustados não, apavorados. Por tudo isso, vamos todos ao Arruda: jogar pior é impossível. Em tempo: no primeiro tempo, o narrador da Globo comentou que no próximo jogo, o técnico Mano Menezes iria poder contar com Anderson de volta. Aí, eu pensei alto: "era bom que na final da Sub-17 se machucasse todinho, lascasse um músculo, fraturasse um osso". Deu no que deu. Fiz minha parte. Como não sou de hipocrisia, desejo mal ao próximo sem o menor constrangimento.
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