Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 10 de outubro de 2005

Tudo sobre Givanildo

por Inácio França

Independente do resultado final da Segundona deste ano, Givanildo Oliveira já ocupa um lugar destacado no futebol pernambucano, em geral, e do Santa Cruz em particular. Falta pouco para a história do técnico tricolor ganhar também um espaço na biblioteca dos torcedores. E isso vai acontecer quando o jornalista Marcelo Cavalcante (foto acima) concluir a biografia do Marreco, um dos maiores colecionadores de títulos do Norte-Nordeste do Brasil.

Apaixonado por biografias, Marcelo sempre teve a obsessão de contar em livro a história de um personagem que tivesse uma vida com ingredientes como sofrimento, luta, personalidade forte e vitórias. Faltava-lhe, porém, o principal: o personagem. "Quando o Santa Cruz trouxe Givanildo no início do ano, pensei: é ele!". A ótima temporada do tricolor confirmou sua hipótese e deixou ainda mais rica a biografia do treinador.

No início, Marcelo teve dificuldades. "Eu não tinha contato nenhum com ele. Não o conhecia. Então era difícil arrancar informações, ele não se soltava nas entrevistas. Achava até que ele não se importava com o projeto, que não estava nem aí".

Marcelo só recuperou o ânimo quando conheceu melhor o protagonista da sua história: "Esse é o jeito dele mesmo. Contido, reservado, sempre na dele. Acho que tem muita timidez também". Até hoje, Marcelo gravou mais de 15 horas de conversa com o ídolo da torcida coral. Ainda faltam, no mínimo, mais três entrevistas para preencher algumas lacunas.

"Tenho um material muito farto e rico sobre a infância de Givanildo e sobre seus primeiros anos como jogador no Santa Cruz, no Corinthians e no Fluminense. Os anos que dizem respeito à atividade como técnico no Pará, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo ainda carecem de depoimentos e informações", revela o jornalista, que espera concluir a obra no primeiro semestre de 2006. Enquanto isso, vai passar os finais-de-semana escrevendo até meia-noite e tentando arrumar tempo para entrevistas nos horários de folga dos seus empregos na prefeitura de Olinda e no site JC Online.

Nos próximos dias, publicaremos um pouco sobre a vida de Givanildo, segundo Marcelo Cavalcante, e um trecho do livro enviado com exclusividade para o Blog do Santinha.

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E-mail enviado por Fumanchu

Assim que leu o Blog do Santinha, o ex-ponta-direita Luiz Fumanchu nos mandou esse e-mail de agradecimento à torcida tricolor sob o título "Voltando a ser pernambucano": "Amigo, obrigado pelo você tem feito por mim, recordando a minha história no nosso Santa Cruz. Olha a importância que eu tenho para o povo pernambucano e, principalmente, para a torcida do nosso santa! É muito grande! Toparia trabalhar um dia em Recife! Jorge Luiz da Silva"

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Para saber mais sobre o Santinha

Amigos santa-cruzenses, Este blog literário-esportivo-cultural-anárquico-apaixonado do Santinha está começando a juntar relatos que ajudem a contar a história do Mais Querido. Hoje, o Júlio Vilanova, que está sendo colaborador ferrenho, mandou algumas informações sobre o livro “Eu sou do Santa Cruz de Corpo e Alma”, publicado em 1986 pela CEPE. Pedimos encarecidademente: quem tiver um exemplar, entre em contato com os blogueiros do Santa.

Da redação.

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por Júlio Vilanova

Escrito sem qualquer pretensão literária nem muito rigor jornalístico, o livro “Eu sou do Santa Cruz de Corpo e Alma”, de Mário Filho (já falecido), vale pelas histórias de quem acompanhava o Santa desde os anos 30.

Foi editado em 1986 pela CEPE, mas deve estar esgotado. Abaixo, uma história que ilustra bem a empatia do povão com o tricolor.

O PAI DE JAIME

“Nos anos 30, andava pelas ruas do Recife um cidadão aparentando a idade de mais de 50 ou menos de 60 anos. Profissão: carteiro dos Correios e Telégrafos.

Sorridente, comunicativo, simpático, falava com todos como se fosse um amigo já muito antigo. Ele ia andando, conversando com todos e o povo dizia em uma só voz, é o pai de Jaime, half-esquerdo do Santa Cruz.

O pai de Jaime era um amigo do povo, extremamente popular, tão popular como o próprio Santa Cruz. O Santa Cruz tem esse dom de ser querido por tudo e por todos. Até familiares dos jogadores são amigos do povo, como foi o caso do pai de Jaime, no ano de 1939.

Jaime foi aquele valente half-esquerdo, seguro, técnico, duro nas jogadas mas uma dureza leal, limpa, disciplinada, jogando apenas para o rendimento de sua equipe.”
(p. 42)

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Aguardamos sua história, tricolor!

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