Tudo sobre Givanildo
por Inácio França
Independente do resultado final da Segundona deste ano, Givanildo Oliveira já ocupa um lugar destacado no futebol pernambucano, em geral, e do Santa Cruz em particular. Falta pouco para a história do técnico tricolor ganhar também um espaço na biblioteca dos torcedores. E isso vai acontecer quando o jornalista Marcelo Cavalcante (foto acima) concluir a biografia do Marreco, um dos maiores colecionadores de títulos do Norte-Nordeste do Brasil.
Apaixonado por biografias, Marcelo sempre teve a obsessão de contar em livro a história de um personagem que tivesse uma vida com ingredientes como sofrimento, luta, personalidade forte e vitórias. Faltava-lhe, porém, o principal: o personagem. "Quando o Santa Cruz trouxe Givanildo no início do ano, pensei: é ele!". A ótima temporada do tricolor confirmou sua hipótese e deixou ainda mais rica a biografia do treinador.
No início, Marcelo teve dificuldades. "Eu não tinha contato nenhum com ele. Não o conhecia. Então era difícil arrancar informações, ele não se soltava nas entrevistas. Achava até que ele não se importava com o projeto, que não estava nem aí".
Marcelo só recuperou o ânimo quando conheceu melhor o protagonista da sua história: "Esse é o jeito dele mesmo. Contido, reservado, sempre na dele. Acho que tem muita timidez também". Até hoje, Marcelo gravou mais de 15 horas de conversa com o ídolo da torcida coral. Ainda faltam, no mínimo, mais três entrevistas para preencher algumas lacunas.
"Tenho um material muito farto e rico sobre a infância de Givanildo e sobre seus primeiros anos como jogador no Santa Cruz, no Corinthians e no Fluminense. Os anos que dizem respeito à atividade como técnico no Pará, Alagoas, Minas Gerais e São Paulo ainda carecem de depoimentos e informações", revela o jornalista, que espera concluir a obra no primeiro semestre de 2006. Enquanto isso, vai passar os finais-de-semana escrevendo até meia-noite e tentando arrumar tempo para entrevistas nos horários de folga dos seus empregos na prefeitura de Olinda e no site JC Online.
Nos próximos dias, publicaremos um pouco sobre a vida de Givanildo, segundo Marcelo Cavalcante, e um trecho do livro enviado com exclusividade para o Blog do Santinha.
2 comentáriosE-mail enviado por Fumanchu
Assim que leu o Blog do Santinha, o ex-ponta-direita Luiz Fumanchu nos mandou esse e-mail de agradecimento à torcida tricolor sob o título "Voltando a ser pernambucano": "Amigo, obrigado pelo você tem feito por mim, recordando a minha história no nosso Santa Cruz. Olha a importância que eu tenho para o povo pernambucano e, principalmente, para a torcida do nosso santa! É muito grande! Toparia trabalhar um dia em Recife! Jorge Luiz da Silva"
1 comentárioPara saber mais sobre o Santinha

Amigos santa-cruzenses, Este blog literário-esportivo-cultural-anárquico-apaixonado do Santinha está começando a juntar relatos que ajudem a contar a história do Mais Querido. Hoje, o Júlio Vilanova, que está sendo colaborador ferrenho, mandou algumas informações sobre o livro “Eu sou do Santa Cruz de Corpo e Alma”, publicado em 1986 pela CEPE. Pedimos encarecidademente: quem tiver um exemplar, entre em contato com os blogueiros do Santa.
Da redação.
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por Júlio Vilanova
Escrito sem qualquer pretensão literária nem muito rigor jornalístico, o livro “Eu sou do Santa Cruz de Corpo e Alma”, de Mário Filho (já falecido), vale pelas histórias de quem acompanhava o Santa desde os anos 30.
Foi editado em 1986 pela CEPE, mas deve estar esgotado. Abaixo, uma história que ilustra bem a empatia do povão com o tricolor.
O PAI DE JAIME
“Nos anos 30, andava pelas ruas do Recife um cidadão aparentando a idade de mais de 50 ou menos de 60 anos. Profissão: carteiro dos Correios e Telégrafos.
Sorridente, comunicativo, simpático, falava com todos como se fosse um amigo já muito antigo. Ele ia andando, conversando com todos e o povo dizia em uma só voz, é o pai de Jaime, half-esquerdo do Santa Cruz.
O pai de Jaime era um amigo do povo, extremamente popular, tão popular como o próprio Santa Cruz. O Santa Cruz tem esse dom de ser querido por tudo e por todos. Até familiares dos jogadores são amigos do povo, como foi o caso do pai de Jaime, no ano de 1939.
Jaime foi aquele valente half-esquerdo, seguro, técnico, duro nas jogadas mas uma dureza leal, limpa, disciplinada, jogando apenas para o rendimento de sua equipe.”
(p. 42)
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Aguardamos sua história, tricolor!
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