Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 8 de novembro de 2005

Arrogância versus sutileza

por Chiló, sanfoneiro da Sanfona Coral e que pediu para não apresentá-lo como psicólogo porque ele se ofende. Fui ao Canindé, deveras nervoso, trouxe 4 na mala. No Arruda, nervoso mas confiante, aquilo que todos viram: 1 x 1. Saímos pra tomar a saideira lá no Empório, todos putos com aquele gol de raspadin. De repente, chega um porra das barbies e tem a petulância de dizer o seguinte: "a gente fez a nossa parte, vocês não fizeram a de vocês". Eu só olhei… Geraldo, o nosso zabumbeiro, parecia o Falco(n): mailto:!@#$%$#¨&&****@#!@#@!!!! A barbie, apesar de grande, calou-se e foi para a mesa delas. Vejo os gols do jogo contra o Grêmio. Pênalti recuado e a zaga marcando na frente dos atacantes. A Minha raiva aumenta. As barbies cantando "Pernambuco, imortal, imortal". A raiva transformou-se em fúria. Que putaria!!! Torcedor que vai ao estádio, num tem essa frescura não. Minha mãe sim, que não vai ao Arruda nem nos restos dos campos de Pernambuco é quem diz "eu torço por Pernambuco". Como disse Sama: "Givanildo soube dessa frescura e mandou a zaga levar o gol contra o Grêmio". Passo a semana enjoado, aquele gosto amargo na boca, ouvindo graça das barbies, sendo chamado de lanterna. Algumas desistências de tricolores. Eu disse aos mais desacreditados: "tenho 12 argumentos pra dizer pra vocês porque o Santa vai ser campeão". Os 3 primeiros foram alcançados no sábado. Ontem, li o que Inácio sobre o sentimento que teve durante a semana. Querendo ficar nervoso mais não conseguia. É aqui que começo, pra valer, meu texto. Dentre as três partidas nesse quadrangular final, a que menos fiquei nervoso foi essa contra a barbie. Sabia que um empate ou uma derrota afastaria ainda mais o sonho do retorno à primeira divisão, mas também não me agoniei. Por quê? Primeiro: desde a primeira partida que vi contra as próprias no campeonato pernambucano, percebi que o Santa Cruz tem um time, tem um comandante. Diferente de 2004 que tinha um bocado de jogador reunido e UMA comandante – aquele bosta que só fazia rir. Segundo: a barbie não tem um time, tem apenas muita vontade. Se dependesse só de vontade eu tocaria mais que Dominguinhos e seria auditor fiscal da receita federal. Terceiro: eles já tinham apanhado as três que jogaram com a gente esse ano, perderam a quarta e vão perder a última – são fregueses. Quarto: o "craque" deles é àquele que fez três gols contra uma Portuguesa caolha, amputada de uma perna e bêbada. E não é justamente com o ídolo deles que começa a nossa vitória no sábado? Graças à arrogância que essas barbies têm, foi que ganhamos o jogo de sábado. Zombaram de mim e eu dizia – "respeitem o melhor". Disseram que eu só fazia falar e não ganhava nada. Disseram que na minha casa ia ter luz a semana inteira porque eu era o lanterna, enfim. Como símbolo dessa arrogância falida dessas barbies, fica a figura do Danilo. Foi querer dar um toque de calcanhar justamente perto de quem? Do Mago. Esse sim, craque de verdade, que quase deixa o zagueiro do grêmio no chão com o drible de calcanhar no primeiro jogo no Arruda. Deveria ter tentado perto de Peris, Andrade, qualquer um que não fosse o Mago. Diante daquela arrogância, ele, sutilmente, com apenas três dedos, mostrou ao falso craque que futebol não se ganha com arrogância. Disse: "faz Carlinhos". É por isso que eu digo a quem quiser e a quem não quiser ouvir: "eu conheço futebol… respeitem o melhor, respeitem o SANTA CRUZ!!!

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Fumanchu dá notícias

Fumanchu, o camisa 7 daquele ataque infernal dos times de 1976 e 1977 (junto com Nunes e Joãozinho), tornou-se leitor do Blog do Santinha.

Horas antes da partida contra a Barbie, ele nos enviou esse e-mail que reproduzimos abaixo, juntamente com essa foto de uma Placar antiga, encontrada pela equipe numa expedição de busca aos sebos do centro do Recife.

“Caros Amigos, recebi seu email sobre o Blog e vou te dizer uma coisa: o nosso Santa ainda vai chegar! E vamos começar colocando raticida na trilha do timbu…
Jorge Luiz Fumanchu

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