Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 12 de novembro de 2005

Nossa história pelas lentes do DP

por Júlio Vila Nova, professor, mestrando em Letras da UFPE e nosso mais assíduo colaborador. Acima, o autor do texto e a pequena Lívia, que já sabe cantar "Papai tricolor", de Bráulio de Castro A série de fotos do Arruda foi algo sensacional. Acompanhamos a evolução de nossa história através da construção do nosso Mundão, a casa de todos os tricolores - e às vezes do resto dos torcedores de Pernambuco, que se acabam de inveja (vale até citar o hino do Inocentes do Rosarinho, do saudoso Luiz de França: “Nossos acordes fazem a mocidade ter alegria / E faz inveja a muita gente em ver o Inocentes como o rei da folia…”). Tenho certeza de que, como eu, muitos tricolores pelo mundo afora salvaram as imagens e textos para a posteridade, com a sincera gratidão a vocês e a Joezil Barros. Muitos tricolores mais velhos (meu pai, por exemplo) se emocionaram com aquela do Arruda em dia de clássico, casa cheia, nos idos dos anos 70. Bons tempos que não tivemos a sorte de viver, mas que parecem estar de volta. Vocês até trouxeram de volta o craque Fumanchu para o convívio tricolor, deixando todo muito contente com a sua declarada simpatia que o tempo não apagou ! E a gente fica a imaginar que momentos felizes devem povoar a memória do craque, quantas cenas inesquecíveis gravadas ali, no coração, de arquibancadas lotadas, de sorrisos largos e saudações da galera, de gols de placa marcados por ele ou pelos companheiros daqueles esquadrões lendários do nosso Santinha. É a força do Mais Querido, minha gente ! Particularmente, admirei a foto da lenda, Sebastião da Virada, por sua figura emblemática. Um craque dos velhos tempos, negro, pobre, um símbolo eterno de amor ao Santa Cruz, esse grande Clube das Multidões. Que bela imagem! Uma lida nos registros da história do futebol em Pernambuco dá conta de que o primeiro título da gente só foi conquistado depois de 15 anos da fundação do clube, período em que amargamos vários vice-campeonatos, muitos dos quais perdidos para equipes que burlavam o regulamento e escandalizavam o mundo esportivo com a contratação ilegal de jogadores profissionais, numa época de amadorismo e verdadeiro amor à camisa . Sobre o campeonato de 1916, por exemplo, Givanildo Alves escreve : “Rubro-negros Burlam a Lei e Levantam Título” (é assim que abre o capítulo sobre o certamente de 1916, no seu 85 Anos de Bola Rolando, p.140). Mesmo assim, era o Santa, primeiro alvinegro, depois para sempre tricolor, que conquistava a simpatia da maioria da população, a cada ano. Imaginem, pois, o delírio dessa conquista, em 1931, repetida em 1932 e 1933, nosso primeiro tri-campeonato. Sebastião da Virada está lá, nas escalações das equipes campeãs. Depois, em 1934, o feito inigualável de vencer a seleção brasileira. Dizem que ninguém notou a passagem de Santos Dumont pelo Recife naquela noite, que o povo só queria saber de festejar a vitória do Mais Querido. Em 1937, ficou guardada a bola do jogo em que o Santa massacrou e humilhou a coisa com um sonoro 7 a 0. Sebastião deixou a relíquia de presente, nas mãos de Dirceu Paiva, que providenciou um espaço de destaque lá na sala de troféus. Parabéns, camaradas, por darem essa valiosa contribuição, vocês também, para a gente guardar essas coisas que vão compondo a memória afetiva da raça tricolor. Com esse golaço, vocês juntaram mais uma vitória.

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Roteiro musical e sentimental da Sanfona Coral no domingo


Da redação do Blog do Santinha

Tricolozada,

Acabamos de conseguir, em primeira mão, o roteiro da Torcida Organizada Musical Sanfona Coral para o jogo de amanhã. A dificuldade ocorreu pelo excesso de exposição à mídia. O sanfoneiro estava ficando exausto com tantas entrevistas e fotos, e o grupo tinha planejado um trajeto-surpresa, até o Arrudão.

Mas surgiu o alerta: temos que repetir a dose do sábado passado, tudo no mesmo jeito. Então lá vai:

7h23: Alvorada Coral, na casa do sanfoneiro Chiló.

9h33: Esquente na mercearia de Seu Vital, Poço da Panela. Quem foi sábado passado deve ir com a mesma roupa, e fazer o mesmo trajeto.

10h33: Caravana coral até a casa de Joãozinho, onde será servida a Feijoada Coral.

12h03: Caravana coral rumo à churrascaria Colosso, para a tradicional volta olímpica na churrascaria.

Após o jogo: só deus sabe para onde vai a Sanfona…

Pedimos aos ilustres leitores deste blog que tentem gravar os programas esportivos, porque tem saído matéria quase todo dia com a Sanfona Coral, e não conseguimos guardar nada. E tudo leva a crer que teremos uma matéria bem legal no Esporte Espetacular de domingo.

De resto, hoje é dia de recolhimento, descanso, moderação. Nada de extravagâncias, para não amanhecer de mal jeito ou cansado. Torcida também precisa se concentrar. Amanhã, amigos, a gente enfia o pé na jaca e traz os três pontinhos fundamentais.

Depois, é preparar a invasão ao Olímpico.

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