Para acompanhar a Sanfona

QUE NEM JILÓ, música e letra de Luiz Gonzaga, adaptada por Nivaldo Brayner
Qui nem Jiló (Luiz Gonzaga)
Adaptação para a Sanfona Coral
Se a gente lembra só por lembrar
Dos dias em que a barbie perdeu
Saudade inté que assim é bom
Pro cabra se convencer
Ser tricolor dá prazer
Pois não sofreu
Porém se agente vive a ganhar
E a coisa só deseja perder
Aquilo, entonce, é que é time ruim
Eu tiro isso por mim
Que adoro vê-los sofrer
E no Arruda ao voltar
O Santa ganha sem dó
Maldade assim faz doer
E amarga qui nem jiló
E ninguém pode dizer
Que me viu triste a chorar
Santinha, o meu negócio é te amar
Santinha, o meu negócio é te amar
Sanfona Coral cada vez mais longe de Porto Alegre
Por Samarone Lima
Amigos corais,
São 14h14 desta tarde de sexta-feira, e recebi há pouco a informação do meu amigo Inácio França: não houve retorno para o patrocínio das três passagens para a Sanfona Coral viajar a Porto Alegre. Fim do sonho do nosso glorioso Chiló, do zabumbeiro Gerrá e da “triangueira”, Alessandra Malvina. As malas estavam prontas, as camisas do Santinha passadas, dobradas, perfumadas. O roteiro musical estava pronto. Na verdade, vem sendo ensaiado desde julho, no cimento do Arrudão, nos botecos e ruas. O encontro com outros tricolores, que moram para as bandas do sul, estava marcado.
E faço as contas dos custos: cada passagem custaria R$ 1.050,00 (ida e volta). Para a gloriosa Sanfona viajar, algum patrocinador não gastaria mais que R$ 3.150,00. Coloquemos mais uma magra ajuda de custo, para o sanfoneiro não passar fome – a grande aventura musical custaria, no máximo, R$ 3.500,00.
Agora vamos aos benefícios:
Desde que a Sanfona foi fundada, a 13 de julho de 2005, naquele 3 x 1 em cima do Criciúma, o retorno de mídia tem sido uma coisa assombrosa. A Sanfona já saiu no nosso Blog do Santinha, no Diário de Pernambuco, no Jornal do Commercio, no Globo Esporte local e Nacional, TV Tribuna, nas rádios, na revista Placar, enfim. Quando viajamos para São Paulo, saiu uma matéria especial, no Globo Esporte. Onde chega, a Sanfona é motivo de festa, de alegria, é uma nova forma de torcer, que tira de pauta a violência, e bota a cultura, e a cultura nordestina entrando de sola, diga-se de passagem. É, também, um retorno de mídia do caralho, algo que chama a atenção. Sei que as outras torcidas estão se desdobrando de inveja: como não pensamos nisso antees?
Para esta viagem, já havia uma matéria agendada com o Jornal do Commercio, do Recife. O Zero Hora entrevistou a Sanfona quando o Grêmio veio jogar aqui, certamente iria querer o bis.
Agora imaginemos o seguinte: amanhã, o jogo vai ser transmitido pela TV Globo. Quando mostrassem a torcida do Santinha, com o sanfoneiro arroxando seu fole, com a faixa ou a camisa de algum patrocinador, o que aconteceria?
Simplesmente, um retorno de mídia do caralho, algo que custaria uma fortuna, se tivessem que pagar.
Não escondo a frustração, principalmente porque sei que tem uma tuia de tricolor cheio da grana, que poderia bancar a viagem sem nem olhar para o bolso. Fiquei na esperança de algum empresário que pensasse no retorno de mídia, mas não rolou. Por último, joguei minhas esperanças em algum tricolor cheio da grana que pensasse o seguinte:
“Essa Sanfona apoiou o time em todos os momentos, tem sido o xodó da torcida coral, tem que esta em Porto Alegre, ajudando o nosso time a subir para a Primeirona. Vou logo passar o cheque para esses garotos”.
Nem isso.
Vamos torcer daqui, em algum boteco. Porto Alegre perdeu a chance de ver a mais linda das torcidas.
É a vida. Nessas horas, eu fico puto por ser um liso, por não guardar dinheiro.
E lembro do meu amigo Saulo, o Profeta: Ver o Santa ser campeão no Olímpico, não tem preço.
(Minha última esperança: coloco no ar o telefone do zabumbeiro Gerrá. Quem se comover com estas poucas linhas, é só ligar e dizer as palavras mágicas: vocês vão a Porto Alegre: 9976.8985)
12 comentáriosCuidado com Héber Roberto Lopes
O Blog do Santinha pesquisou o que os jornais, revistas e sites de notícias publicaram recentemente sobre o juiz da partida de amanhã, o senhor Héber Roberto Lopes, árbitro da FIFA, assim como era Edilson Pereira de Carvalho. A seguir, trechos das reportagens encontradas:
“Em depoimento à CPI dos bingos, em Brasília, ‘Gibão’ disse que o ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho sugeriu, por telefone, que o empresário apostasse no Botafogo naquela rodada, já que o árbitro da FIFA, Héber Roberto Lopes, teria sido orientado para proteger o time do Rio.
Naquela oportunidade, o Alvinegro venceu o confronto por 3 x 2, com dois gols de pênaltis convertidos pelo atacante Alex Alves.
Mesmo sem que Fayad apresentasse qualquer prova consistente do que foi afirmado à CPI, o presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Edson Rezende, avisou que, em caráter preventivo, não irá escalar o juiz acusado para o sorteio da rodada deste fim de semana”. Da agência Placar, publicado no Yahoo Esportes a 19 de outubro.
“O apostador, no entanto, negou qualquer acusação ao árbitro paranaense. Gibão confirmou o telefonema de Edílson, mas afirmou que este fez a sugestão porque os árbitros que erram contra os times cariocas vão para a ‘geladeira’ e, por conta disso, as chances do empresário seriam maiores se apostasse no time da casa.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aguardará o envio do depoimento integral de Fayad para analisá-lo e se pronunciar a respeito de suas declarações. Somente depois disso serão decididas quais providências serão tomadas”, idem
“Ontem, em entrevista por telefone à Tribuna, Héber Roberto Lopes, que mora em Londrina, negou as acusações de Nagib Fayad, o Gibão. Ele disse que ficou ‘muito chateado’ e pensou em se isolar, mas foi orientado por seu advogado a se defender publicamente porque não deve nada. ‘São declarações infundadas, e quem falou terá que prová-las. Certamente irei acioná-lo (Gibão) judicialmente, pois essa história afetou meu nome e minha família’, disse o apitador.
Héber mencionou entrevistas concedidas ontem por Edílson de Carvalho, que negou tê-lo citado como membro da máfia do apito. Apesar da polêmica dos pênaltis, o árbitro paranaense considerou ‘tranqüila’ sua atuação no jogo Botafogo x Juventude.
Único paranaense no quadro da Fifa, Héber seria protegido do ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, Armando Marques, afastado logo depois do estouro do escândalo. publicado no site Milênio (www.milênio.com.br)
“O que mais tem acontecido ultimamente é que os árbitros tem sido os mesmos há muito tempo e os índices de erro deles não estão muito grandes pois são árbitros experientes que sabem levar o jogo de futebol há um bom termo, é o caso de Carlos Eugênio Simom, Leonardo Gaciba, Wilson de Souza Mendonça, Edílson Pereira de Carvalho, Héber Roberto Lopes, Alício Pena Júnior, Paulo César de Oliveira, Rodrigo Martins Cintra, Wilson Luís Seneme, Lorival Dias Filho, Vágner Tardelli e outros”. essa citação elogiosa ao lado do nome de Edilson foi publicada por David Aveiro no site Futebol do Interior (www.futebolinterior.com.br)
“Este foi o terceiro jogo do São Paulo que Héber Roberto Lopes apitou e foi o terceiro pênalti marcado contra o time paulista.”publicado no Lancenet após uma partida entre São Paulo x Vasco.
“Fayad disse que, além de Edílson de Carvalho e Paulo Danelon, um terceiro juiz , Héber Roberto Lopes, teria participado do escândalo do futebol. Ele contou que o árbitro Edílson o incentivou a apostar no Botafogo, no jogo contra o Juventude, realizado no dia onze de junho, porque o juiz Héber protegeria o time carioca.
‘Ele me ligou e falou: jogue no Botafogo porque esse juiz vai proteger o time do Rio’, disse Nagib Fayad”. publicado no site da Rede Globo, a 19 de outubro.
“Nos descontosDomingo no Mineirão, o Cruzeiro estava ganhando de 2 a 1 do São Paulo e o árbitro Héber Roberto Lopes resolveu dar dois minutos de acréscimo. Aos 46 minutos do 2º tempo, ele marca uma falta na intermediária contra o time mineiro. O jogador são-paulino Fábio Simplício foi cobrar a falta rápido, mas os jogadores cruzeirenses ficavam perto da bola impedindo a cobrança. O árbitro não autoriza a cobrança devido a este fato e decide contar a distância da barreira. Neste momento, o goleiro Rogério Ceni coloca a bola no chão para cobrar a falta, mas Héber Roberto Lopes pega a bola e resolve terminar o jogo. A confusão estava formada. A regra diz que a única falta que se tem de esperar a cobrança para acabar uma partida é o pênalti, mas faltou bom senso ao árbitro paranaense neste lance. Se ele impediu a cobrança rápida porque os jogadores do Cruzeiro cometeram uma irregularidade é óbvio que havia tempo para Rogério cobrar. Mesmo sendo o dono do relógio, ele errou ao terminar o jogo antes da cobrança da falta”, publicado no site da Associação Portuguesa dos Árbitros de Futebol (www.apaf.pt), a 25 de maio de 2004
Além disso, o senhor Héber Roberto Lopes é paranaense, estado no qual o TJD baniu do futebol quatro árbitros (José Francisco de Oliveira, Marcos Tadeu Mafra, Antônio Salazar Moreno, Sandro César da Rocha) e o diretor-administrativo da Federação Paranaense, José Pissaia, por montarem uma quadrilha de fabricação de resultados que durou mais de 10 anos.










