Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 25 de novembro de 2005

Hino do Santa - última versão

Colaboração de Danilo Marinho de Souza, com apoio técnico de Pedro Souza, o K2

“Ontem à noite, 24/11/05, juntaram-se músicos da orquestra do maestro Spock, Bubuska, Walmir Chagas e André Rio e gravaram o hino coral pra tocar no som do jogo da subida à primeirona. Primeiro, tocará o hino com letra e depois fica só a base pra a torcida cantar. Essa versão é a Final. Material quentinho quentinho.”

É só clicar abaixo que toca o hino:
Hino do Santinha

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Escravos da alegria

Por Júlio Bandeira, jornalista apaixonado pelo tricolor. A superstição incomoda a quem nunca se preocupou com camisa, lugar e companhia. Os descrentes se entregam a fé. E clamam. "Se Deus for justo, não vai fazer tanta gente sofrer. São sessenta mil pessoas!" As previsões são otimistas, porém cautelosas. O comentário sobre a possibilidade de um trágico final gera o silêncio. E a gastrite se instala, trazendo a ressaca antecipada. Ansiedade terrível, aliviada ontem. Pela manhã, conversei com Valença, o torcedor dono da camisa 4, símbolo da raça tricolor. Com a simplicidade de um dos tantos Josés assíduos freqüentadores da geral, ele compartilhou a ansiedade. Lembrou do acesso em 1999, quando integrava o elenco juvenil do Santa Cruz. Dos títulos perdidos nesses sete anos, das frustrações. E arrematou, questionado se pensava em mudar de clube: "Só penso em colocar o Santinha na Série A. A torcida precisa. Eu preciso." Sim, ele falou Santinha, do jeito carinhoso que só quem é tricolor sabe o significado. No início da noite, junto de outros torcedores saídos do treino, vi realmente não existir justificativa para tirar o sorriso de quem tanto sofreu e hoje é escravo da alegria. Quem quer que tenha esse poder, não será louco o suficiente para deixar preso o grito, a felicidade, o choro. Com certeza ele virá. E vai ser aquele compartilhado, abraçado, seguido de telefonemas, aplausos, de festa. Posso assegurar em meio a toda essa espera sofrida, acalentada pelos sonhos dormidos e acordados: seremos campeões. Os poderes ocultos podem até querer pregar uma peça, mas será momentânea. Para justificar o clamor de uma nação que vive questionando por que é preciso tanto sofrimento para a alegria. Não há razão, é necessário e ponto final. Mas valerá a pena ver o mago Rosembrik acertar um daqueles lançamentos que só ele consegue. Nos pés de Carlinhos Bala. Como mesmo disse o baixinho, para acompanhá-lo na linha de fundo "só tendo três turbinas a mais." E ninguém vai conseguir. E a bola vai açucarada para a área. E o garoto Reinaldo, tão triste nas últimas semanas por sentir falta do gol, vai encontrar motivo novamente para abrir os braços e sair correndo para a torcida. Estarei próximo, no gramado, e a ele, em nome de todos os presentes, direi apenas: Obrigado.

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Roteiro sentimental, espiritual e alcoólico da Sanfona Coral


Da Redação do Blog do Santinha

Após inúmeras conversas fiadas, após o treino de ontem no Arruda, e lorotas em vários botecos da cidade, a lendária Sanfona Coral definiu o roteiro sentimental, espiritual e alcoólico para hoje e amanhã, com desdobramentos no depois de amanhã.

Divulgamos em primeira mão:

Hoje, sexta-feira
18h03 – Aquecimento coral, no bar de seu Vital, Poço da Panela, defronte à Igreja do Poço. Happy hour é coisa de barbie.
Cerimônia da entrega de camisas da Sanfona Coral a todo o elenco coral, e venda das últimas 22 unidades.
Forró e biritas.
Não nos animemos: seu Vital fecha de 23h.
Noite: Sono coral, para quem conseguir.

Amanhã, sábado, “O mais longo dos dias”.
9h22 – Encontro para “abertura dos trabalhos”, em Seu Vital, de novo. Duas cervas quentinhas, para abrir os caminhos.
10h18 – Caravana coral rumo à casa de Joãozinho, para o “Fezão Tricolor”.
1h09 – Caravana para o Arrudão, a bordo da lendária Kombi Coral.
13h46 – Cerimônia oficial de entrada no estádio.
Após o jogo – Circuito dos botecos mais fodidos, junto ao Arrudão e passeio por toda a cidade, a bordo da Kombi Coral, com parada no Poço da Panela, onde tem festa esperando a turma toda.
Noite: farra coral, entrando em qualquer boteco aberto.

Depois de amanhã, domingo
(Só para quem agüentar a noite acordado, tomando aguardente)
9h52 – Café da manhã coral no Pátio de Santa Cruz, junto ao Mercado do Boa Vista, onde nasceu o Mais Querido, a 3 de fevereiro de 1914.
Ponto exato do encontro: Panificadora Santa Cruz, esquina da rua da Alegria, com rua de Santa Cruz.

Segunda-feira – Fica decretado feriado em Pernambuco, e revoguem-se dispositivos contrários.

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Para quem acha que está nervoso…

Depoimento de João Henrique Souza ao Blog do Santinha, às 10h02 de hoje. Preciso desabafar: EU NÃO VOU CONSEGUIR TRABALHAR HOJE NEM A PAU. Primeira coisa que fiz quando cheguei aqui foi dizer pra minha equipe que hoje eu tô de folga, só trabalho em emergência e meu dia vai ser nos sites do Santinha e escrevendo no blog. Ponto final. Antes de sair de casa tive um papo muito sério com Dona Madalena. Ela estava começando a preparar o milagroso Fezão Tricolor e meu apê já enchia-se do cheiro da vitória. - Dona Madalena, pelo amor do Santa Cruz, capriche nesse preparo. (sorriso) - Pode ficar tranqüilo que esse é da vitória. Amanhã vou torcer pela televisão com o véio. - Boa, Dona Madalena! posso ver a panela? - Vá se arrumar. Amanhã você prova. - Boa, Dona Madalena! Porra pessoal, sei não, mas essa mulher nunca falha.E só pra finalizar, quero dizer que NÃO VOU TRABALHAR NEM A PAU!

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