Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 19 de dezembro de 2005

Notícias sobre barbies e felinos

As matérias abaixo foram publicadas hoje no site do UOL. Não é preciso ser nenhum gênio para entender que os leões davam muito trabalho, comiam demais e o espetáculo estava uma porcaria. Foi melhor deixá-los aos deus-dará. E as crianças, coitadinhas, não tiveram outro recurso depois de tanta humilhação…

19/12/2005 - 07h47

Crianças gostam de torturar Barbies, diz pesquisa
da BBC, em Londres

A boneca Barbie é normalmente objeto de tortura das crianças, segundo uma pesquisa feita por uma equipe da Universidade de Bath, na Inglaterra, e divulgada na edição desta segunda-feira do jornal britânico The Times .Os métodos de mutilação são variados e criativos, incluindo arrancar cabelos, decapitação e queimaduras. Algumas bonecas são inclusive colocadas no microondas e têm suas pernas e braços removidos.

A pesquisa foi realizada como parte de uma análise da influência das marcas na vida de crianças de 7 a 11 anos. A intenção dos estudiosos não era ter a Barbie como foco, mas eles levaram um susto ao constatar a rejeição, o ódio e a violência manifestados pelas crianças quando elas respondiam perguntas sobre o que achavam da boneca. Atos de tortura contra a boneca foram repetidamente relatados por crianças de todas as idades envolvidas no estudo, de todos os sexos e em diferentes escolas. Nenhum outro brinquedo ou marca provocou uma reação tão adversa.

“Normalmente se espera que meninas adorem a Barbie. Mas elas sentem ódio”, disse Agnes Nairn, uma das pesquisadoras, ao The Times.”As crianças não têm uma única Barbie, uma Barbie especial. Elas têm uma caixa cheia delas. As Barbies não são especiais, elas são descartáveis. A Barbie se tornou um ser inanimado. Ela não é mais vista como uma pessoa, uma amiga.”

Pesquisas anteriores sobre violência contra Barbies nos Estados Unidos sugeriam que meninas adolescentes destruíam a boneca porque ela as faziam lembrar da vida adulta em um momento em que as jovens ainda estavam apegadas à infância. Mas Nairn disse que não encontrou sinais disso. Ela também descartou a idéia de que meninas acima do peso tinham ciúmes da Barbie.”A idade certa para se ter uma Barbie parece ser 4 anos, mesmo se o estilo da boneca não seja para crianças dessa idade”, disse a pesquisadora.

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19/12/2005 - 12h09

Polícia Rodoviária encontra cinco leões abandonados em estrada
da Folha Online

Dois leões e três leoas foram encontrados pela Polícia Rodoviária Estadual de Minas Gerais em Uberaba (MG), no domingo (18). Os animais estavam na caçamba de uma carreta própria para o transporte de animais, no km 40 da rodovia MG-427, que liga Uberaba a Conceição das Lagoas. O veículo foi levado para a sede da Polícia Rodoviária, onde permanecem até esta segunda-feira. Segundo o tenente Alexsandro Augusto Rita, da Polícia Rodoviária Estadual, a caçamba teve a placa de identificação retirada.

A principal suspeita é de que os animais tenham sido abandonados por um circo.”Cada um deles come entre 8 kg e 10 kg de carne por dia. Conseguimos alimentá-los com doações de frigoríficos da região”, afirma o tenente. De acordo com ele, os animais aparentam ser adultos e estarem em boas condições de saúde.O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já foi avisado do encontro dos animais e deve tentar localizar os donos.

“Vamos procurar os possíveis donos. Não devem ter passado muitos circos pela região ultimamente”, diz Cleber Pereira dos Santos, diretor do escritório do Ibama em Uberlândia.Segundo Santos, a responsabilidade dos animais é de quem detém sua posse, e abandoná-los é crime. “Se não encontrarmos os donos, vamos procurar um zoológico que possa assumi-los”, afirma.

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Memória em três cores (parte III)


Continuação do depoimento de Rodolfo Aguiar a Inácio França e Samarone Lima

E surge o estádio do Arruda

“Em 1953, Aristófanes… Aristófanes de Andrade foi presidente do Santa Cruz em 1953-1954… O Santa Cruz estava negociando com os Lundgren o terreno onde hoje é o estádio e a prefeitura não tinha numerário suficiente para pagar… o quê fez Aristófanes? Aristófanes foi ao Banco do Povo e procurou Aquiles Marques, que era diretor-geral, torcedor do Santa Cruz, e disponibilizou 150 mil, mas a prefeitura deveria completar os 400 mil… era esse valor na moeda da época, 1954, já não sei qual era a moeda. Ou seja, a prefeitura não dispunha de numerário suficiente para completar a negociação e Aristófanes conseguiu que o Banco do Povo emprestasse o dinheiro para a prefeitura pagar pelo terreno. O terreno foi comprado pela prefeitura e doado ao Santa Cruz, não foi desapropriado, não foi ação de força, foi uma ação comercial.

Isso foi na época em que José do Rego Maciel era prefeito do Recife e presidente do diretório estadual do PSD, inclusive era compadre de Etelvino Lins que, se não me falha a memória, era padrinho de Marco Maciel.

Em 1964, foi construído o primeiro lance de arquibancadas do Arruda. Desde a compra do terreno, em 1954, demandou muito tempo porque havia um aterro muito grande a ser realizado, um aterro ali na frente, onde é a sede. Antes do Arruda, o Santa mandava os jogos de acordo com o que ofereciam em relação à taxa de campo. Logo depois da doação do terreno, fizemos um estádio, mas eram arquibancadas de madeira adquiridas ao deputado Alcides Teixeira, que tinha em Santo Amaro o campo do Vovozinha. O Santa Cruz comprou as arquibancadas de madeira e a iluminação. Nesse campo, o Santa Cruz treinava e fazia a maioria dos seus amistosos a partir de 1956. Bangu, Madureira… esses times jogaram no primeiro do campo do Arruda em partidas amistosas, com o público nas arquibancadas de madeira.

A primeira arquibancada de concreto construída foi aquela no meio do campo mesmo, onde hoje são as sociais. E quem primeiro comprou cadeira cativa no estádio fui eu, oficialmente fui eu. Eu tinha o recibo 0001, mas não tenho mais porque doei para o museu. Está lá no museu Dirceu Paiva, ta lá, catalogado, exposto num quadrinho e tudo”.

Atendendo a pedidos, repetimos a foto do Arruda, em sua primeira versão. A fotografia, pertencente aos arquivos do Diário de Pernambuco, foi tirada num dia de clássico contra a coisa, pelo campeonato pernambucano de 1971.

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