Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo de Janeiro de 2006

Última chamada para Caruaru & Minha Cobra


A novíssima sanfona preta, branca e vermelha de Chiló vai a Caruaru, depois de farrapar domingo

Milhares de e-mails foram enviados pelos interessados na viagem da Sanfona Coral a Caruaru. Como cabem apenas 54 tricolores no confortável ônibus alugado por Gerrá Lima - supervisor, zabumbeiro, contador e gerente-administrativo da citada torcida organizada -, só 51 conseguiram a reserva, pois preencheram o breve formulário com 120 perguntas e enviaram a amostra de sangue solicitada, comprovando serem tricolores autênticos.

Ainda há três vagas, que podem ser ocupadas mediante envio de e-mail para gerralima@uol.com.br ou infoarte@hotlink.com.br.

Não esqueçam: o ônibus sai da frente do estacionamento do anexo do TRF, na avenida Martin Luther King (Cais do Apolo), do lado oposto àquela enorme agência do Banco do Brasil no Recife Antigo. A hora da partida é 17h45min18seg, de amanhã (quarta-feira, 1º de fevereiro).

Quem for de carro, poderá deixar o veículo no anexo do TRF e pegá-lo no retorno.

O jogo Central x Santa está marcado para começar às 20h30min

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Minha Cobra vai comemorar aniversário do clube

Na sexta-feira, 3 de fevereiro o Santa Cruz irá completar 92 anos de existência. A torcida irá comemorar com o bloco de carnaval Minha Cobra, que estréia no dia do aniversário do Santinha, se concentrando no Mercado da Boa Vista, na rua de Santa Cruz (óbvio), e depois desfila com orquestra de frevo, passando pelo local de fundação do clube, no pátio de Santa Cruz (lógico), rua do Aragão, praça Maciel Pinheiro etc etc etc.

A idéia é que o bloco desfile todos os anos, sempre no dia 3 de fevereiro. A próxima saída será na segunda-feira de carnaval, em Olinda, em local e hora a serem definidos e amplamente divulgados com exclusividade pelo Blog do Santinha.

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Duas versões do mesmo clássico

Por Samarone Lima Amigos corais, cheguei de viagem ontem a tempo de assistir o clássico. Algumas anotações sobre os bastidores da peleja. 1. Cheguei todo orgulhoso ao estádio, porque me gabo muito de uma tática: deixar para entrar somente na hora em que o jogo está começando. Eu, Naná e Oswaldo Titio nos demos ao luxo de desprezar cambistas e compramos ingresso direto no caixa mesmo. Quando fomos entrando, o estádio sacudiu com o gol do Santa. Resultado: mudarei de tática para entrar no estádio da coisa. 2. Chego, olho a arquibancada e vejo aquele mar de tricolores. Dividimos o estádio da coisa. Percorro cada milímetro, procurando a lendária Sanfona Coral. Nada. Lá pelas tantas, vejo Gerrá, o zabumbeiro. Cadê a sanfona?- , pergunto. Chiló não quis encarar. Confirmado: Chiló é mesmo mulherzinha. 3. Olho o jogo, vejo os amigos, mas estou otimista dos pés à cabeça. Daqui a pouco, Emília vem falar comigo. Olha quem está ali, diz, é o João Valadares. O sujeito estava com um boné preto, e imediatamente gelei. Dois minutos depois, o juiz inventou uma bola na mão que não existiu. Gol da coisa. A culpa foi de João Valadares, o maior pessimista da história do Santinha. 4. Como sempre, faltou cerveja para a massa coral. O filadaputa de um vendedor estava oferecendo cerveja em lata a R$ 3,00, e por pouco não fui às vias de fato com ele. 5. Quarta-feira é dia de forró em Caruaru. Depois da desafinada de ontem, dizem que o sanfoneiro vai tocar até Caruaru, depois vai voltar a pé, para pagar promessa. 6. Estamos a dois jogos de levantarmos o primeiro turno. Vamos ao bi. 7. E alguém puxe na memória, porque não sei o que é perder da coisa há muito tempo, estou ficando até enjoado. ***** por Inácio França 1. Samarone chegou de viagem e foi direto assistir ao clássico. Eu, ao contrário, viajei na sexta-feira seduzido por um final-de-semana num sítio, cerveja, churrasco, clima bucólico, horta orgânica, banho gelado de bica e abraços de uma alvirrubra. Fiquei sem ver o jogo e sofri como há muito tempo não sofria acompanhando o jogo pelo rádio enquanto retornava por um estrada de terra sem fim e BR-232. 2. Foi a alvirrubra que toma conta do meu coração quem alertou: o locutor da rádio Clube é rubro-negro. O gol de Carlinhos foi mencionado an-passant durante a transmissão, só os mais alertas perceberam que houve algo de significativo no estádio. No gol da coisa o sujeito, que eu não sei o nome e nem quero saber, quase fica sem cordas vocais. Me surpreendi quando ele voltou a falar. Já dei gritos mais tímidos e passei dias completamente mudo. 3. Transmissão pelo rádio é puro estelionato. De vez em quando o sujeito abre o microfone e o pobre do ouvinte fica ouvindo o barulhão da torcida, crente que aconteceu algo definitivo. Pura enganação: o jogo tá embolado no meio do campo e eles fazem isso para prender a atenção de quem está quase dormindo. 4. É verdade que, no final da partida, as duas torcidas vaiaram os times? Quem falou isso foi o locutor de outra rádio, acho que foi Roberto Queiróz (ele transmite os jogos num rádio FM?) que passei a escutar depois de compreender que o sujeito da Clube é sócio remido da coisa. Nenhum dos meus amigos que foi à Ilha vaiou no final. 5. Quem está pensando em viajar a Caruaru com a Sanfona Coral para se divertir, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Depois do jogo de ontem, ir ao estádio Pedro Victor (ou Lacerdão) é obrigação, pura obrigação. Tudo pode acontecer na rodada de quarta-feira, inclusive uma vitória nossa contra o Central, um empate do Ypiranga e uma vitória do Salgueiro. Sei que, neste caso, não ganharíamos o turno por antecipação por conta do Salgueiro, mas eu prefiro ver a coisa em quarto. Alguém discorda? 6. Já perdi as contas de quantas vezes abri os sites de notícias na esperança de ver o nome de um meia contratado pelo santa ou na ilusão de ler que Luiz Estevão resolveu entrar no céu liberando Tiano. Pelo que o Santa anda jogando, precisamos com urgência de um meia criativo para jogar ao lado do Mago. 7. Esse item botei só para completar sete pontos, que nem Sama fez.

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Anotações de um tricolor distante

Por Samarone Lima, de Salvador (BA) Amigos corais, o Blog do Santinha precisa inaugurar urgente um serviço de atualização de jogos e resultados. Explico: estou fora do Recife desde o dia 20, e quando abro o blog, nos lugares mais remotos do Brasil, vejo somente os relatos das festas e vitórias. Estou aqui a me roer dos pés à cabeça: para que inventei de viajar de férias, justamente quando a coisa toma de 4 x 1 do Central, em plena casa dos festejos? Onde eu estava com a cabeça? Fui ler tudo, e fique maravilhado. Maravilhado não, estou é com inveja mesmo da farra. Estou aqui em Salvador, depois de conhecer o lendário "Analista-DF", lá em Brasília, um grande contador de histórias e tomador de cana até umas horas. A viagem de volta estava marcada para segunda-feira que vem, mas acontece que domingo tem festa contra a coisa, e não vou ficar de fora dessa farra nem que me amarrem aqui no pelourinho. Falando de futebol, posso dizer que não é fácil a vida de torcedor das séries secundárias do nosso esporte nacional. Em Brasília, o Brasiliense é um pálido esboço de time. Os jogos, com 153 torcedores, são de chorar. Iranildo segue sendo o grande craque nacional deles. Aqui em Salvador, o clima é de velório. Andei longamente, durante dois dias, e não encontrei uma camisa do Bahia no corpo de alguém. O clube, aliás, está ameaçado de cair para a segundona do campeonato baiano! Por detrás de tudo, um péssimo gerenciamento de futebol, roubalheira geral, um clube que tem "um dono", eleições viciadas, enfim. Essa história já conhecemos de perto. Quanto ao Vitória, é um clube que merece nosso desprezo, porque graças a ele, a coisa não está na série C, seu devido lugar. Do alto da minha prospopéia, dou uma de Saulo Profeta e antecipo: vamos buscar o título já em Caruaru. Não dizem que lá é a "Capital do Forró"? Então deixemos de modéstia: um busto para Chiló, o já lendário sanfoneiro coral, e como Chiló, não tem igual, essa rimou, Alessandra. Nos vemos no domingo, na festejolândia.

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