Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 27 de janeiro de 2006

Anotações de um tricolor distante

Por Samarone Lima, de Salvador (BA) Amigos corais, o Blog do Santinha precisa inaugurar urgente um serviço de atualização de jogos e resultados. Explico: estou fora do Recife desde o dia 20, e quando abro o blog, nos lugares mais remotos do Brasil, vejo somente os relatos das festas e vitórias. Estou aqui a me roer dos pés à cabeça: para que inventei de viajar de férias, justamente quando a coisa toma de 4 x 1 do Central, em plena casa dos festejos? Onde eu estava com a cabeça? Fui ler tudo, e fique maravilhado. Maravilhado não, estou é com inveja mesmo da farra. Estou aqui em Salvador, depois de conhecer o lendário "Analista-DF", lá em Brasília, um grande contador de histórias e tomador de cana até umas horas. A viagem de volta estava marcada para segunda-feira que vem, mas acontece que domingo tem festa contra a coisa, e não vou ficar de fora dessa farra nem que me amarrem aqui no pelourinho. Falando de futebol, posso dizer que não é fácil a vida de torcedor das séries secundárias do nosso esporte nacional. Em Brasília, o Brasiliense é um pálido esboço de time. Os jogos, com 153 torcedores, são de chorar. Iranildo segue sendo o grande craque nacional deles. Aqui em Salvador, o clima é de velório. Andei longamente, durante dois dias, e não encontrei uma camisa do Bahia no corpo de alguém. O clube, aliás, está ameaçado de cair para a segundona do campeonato baiano! Por detrás de tudo, um péssimo gerenciamento de futebol, roubalheira geral, um clube que tem "um dono", eleições viciadas, enfim. Essa história já conhecemos de perto. Quanto ao Vitória, é um clube que merece nosso desprezo, porque graças a ele, a coisa não está na série C, seu devido lugar. Do alto da minha prospopéia, dou uma de Saulo Profeta e antecipo: vamos buscar o título já em Caruaru. Não dizem que lá é a "Capital do Forró"? Então deixemos de modéstia: um busto para Chiló, o já lendário sanfoneiro coral, e como Chiló, não tem igual, essa rimou, Alessandra. Nos vemos no domingo, na festejolândia.

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Breve depoimento de uma tricolor acidental

Valéria e Fabíola, torcedoras do Corinthians, gritam "é tricolor" no seu jogo de estréia por Fabíola Girardin, paulistana que entrou no Arruda pela primeira vez na quarta-feira à noite O papo é mais velho que Matusalém, mas realmente tudo tem seu momento certo. Após anos de espera, chegou a hora de vibrar no Arruda. Alegria pura! Morei no Recife por mais de um ano e não havia conseguido ir ao estádio (mulice da minha parte, já que na época arranjei um namorado que detesta futebol). Agora sei que, neste período de férias e de viagens, foi melhor esperar a megachance de unir futebol, forró e farra. A rapazie da Sanfona Coral é vibração na veia. Desde a concentração no Colosso até a dispersão no mesmo pico, nem por um minuto me lembrei de que sou paulista e corinthiana de coração. Já havia adotado o Santa como meu time em Pernambuco, além disso, amo forró. Daí, foi mole-mole absorver a emoção da torcida coral. Um espetáculo completo. Tiago, Paulinho e o idolatrado Carlinhos Bala garantiram a vitória diante dos truculentos concorrentes de Vitória, que confundiam espancobol com futebol. E mais, acho que sou pé-quente, pois o Sport tomou um nabo do Central. Mais delírio na geral! Valeu galera da Sanfona Coral!

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