Mais um olhar zoológico
O colaborador Paulo Araújo, advogado e dublê de observador de animais amador, envia capa de uma prestigiada revista científica com foto semelhante ao flagrante do Diário de Pernambuco.
Um olhar zoológico
No canto superior esquerdo da capa do DP, carinho e amassos dos leões.
por Nunes (pseudônimo)
O choro em forma de rugido do início do Pernambucano chamou inicialmente a atenção de zoólogos de várias partes do país: teria sido descoberta uma nova espécie de leão cuja existência nunca havia sido cogitada?
Com base nas observações feitas no decorrer das primeiras rodadas do estadual pôde-se perceber que além de chorar intermitentemente, o animal era capaz de atitudes intempestivas, com ataques verbais poderosos. Chamava a atenção, no entanto, a capacidade de conviver com animais de outras espécies, embora com fortes laços genéticos, especialmente durante as refeições.
Peculiaridades como estas trouxeram ao Recife o senegalês Monjaa Reinor, especialista da Universidade de Cultford, na Inglaterra, e que estuda há mais vinte anos a mudança de atitude em diversas espécies de leões de origem africana. Segundo Monjaa, algumas dessas espécies, após anos e anos fazendo tipo de ferozes e agressivas, passam a assumir posturas mais espontâneas nos momentos de êxtase.
O senegalês pôde comprovar ao chegar na Ilha do Retiro, no domingo, que o pobre leão em questão nada mais é que fruto de mutação antropomórfica, com influência de vidas passadas. Ou seja, de tanto correr atrás de veados, na antiguidade, para comê-los (óbvio), a espécie hoje sofre de um tipo de remorso metafísico e tente a imitar as atitudes dos cervídeos.
O registro feito pelo fotógrafo do Diário de Pernambuco, em sua edição de segunda-feira, logo na primeira página, era a documentação que Monjaa queria para comprovar a toda comunidade científica: em Pernambuco, leão peida na farofa!









