Torcida tricolor 2 x 0 barbie
Sorriso de criança: único alegria possível no primeiro tempo
Torcida tricolor desmente a lógica, a matemática e o bom senso
por Inácio França Partida antecipada para três da tarde, calor de rachar catedrais nas gerais, prévia de carnaval em tudo quanto é canto, praia de manhã, jogo do Ypiranga televisionado e um futebolzinho xoxo no meio da semana. A lógica, a matemática e o bom senso não deixavam dúvidas de que o Arruda seria palco de uma daquelas partidas que só entram para as estatísticas, jamais para a história. Até a metade do segundo tempo, futebol do Santa Cruz e dos cor-de-rosa pareciam confirmar que as oito mil pessoas que pagaram ingressos seriam apenas testemunhas do desfecho medíocre de um evento insignificante. O desolamento das gerais castigadas pelo sol reforçavam essa impressão. Aí, tudo mudou. A notícia de que o adversário havia perdido um pênalti injetou um ânimo inexplicável na torcida tricolor (ora, o placar das duas partidas continuavam exatamente como antes). Foi uma explosão de garra, de energia, de fé, de sei-lá-o-quê. De repente, o barulho era tanto que parecia que o estádio estava lotado. A torcida do coadjuvante cor-de-rosa foi tragada pelo cimento, sumiu. O amor da torcida embalou o time. Os passes ganharam direção, as mãos de Anderson se firmaram e a defesa ganhou confiança. O gol tornou-se o sentido da vida dos 11 jogadores com a camisa de três cores. Pouco importa o tamanho do público pagante registrado no borderô: a torcida do Santa Cruz foi protagonista de um momento épico e ganhou um turno com ajuda do time.









