Vila Aurora sem mistério

por Samarone Lima, enviado especial a Rondonópolis via Telemar
Amigos corais,
depois de um exaustivo levantamento topográfico, geológico, físico, psicológico e futebolístico, a redação do Blog do Santinha conseguiu decifrar um pouco o mistério em torno do escrete do Vila Aurora, primeiro adversário do Santa Cruz na Copa do Brasil, nesta quarta-feira. E agora, eis os resultados dessas investigações, tudo bem explicadinho.
O clube
O “Vila”, como é chamado por sua torcida, é mantido por empresários do Mato Grosso, e só começou a disputar a Primeira Divisão do Estadual em 1990, após conseguir a conquista da Segundona, em 1989. Por motivos ainda não muito bem explicados, o clube saiu do campeonato, em 1995, retornando somente em 2000. A maior torcida do Estado é a do glorioso escrete do União Esporte Clube.
Depois da volta, o time começou a melhorar. Em 2004, foi o terceiro colocado no estadual e, em 2005, o momento mais importante: o título estadual, sob a batuta do mestre Birigüi. O clube chegou a ir bem na série C, mas foi eliminado pelo Nacional, de Manaus, em um jogo com dramaticidade de proporções bíblicas – o gol da vitória do Nacional foi marcado com de mão, quase uma cortada de vôlei, e isso tirou a chance do clube ficar entre os oito melhores da Série C.
O local do espetáculo e o público
O jogo contra o Santinha será realizado no Estádio Engenheiro Lutero Lopes, que aqui no Recife ganharia logo o apelido de “Luterão”, mas ninguém chama assim. Chama de “Lutero Lopes” mesmo, e segundo o repórter J. Moraes, da Rádio Clube Rondonópolis, abriga 18 mil torcedores. “Se apertar, cabe 20 mil”, informou.
Mas não vai ser o caso de apertar ninguém, porque a expectativa é de no máximo cinco mil torcedores do “Luterão”, como acabo de rebatizar o estádio.
O jogo
A crônica desportiva do Mato Grosso avalia que o Santinha vai pegar uma pedreira no Luterão, mas a julgar pelas informações colhidas por este Blog, o Santinha só não ganha se jogar muito, mas muito mal. Vamos aos detalhes:
O goleiro, Ronaldo, tem 36 anos, e dizem que está em forma. Bem, tenho lá minhas dúvidas e vai minha sugestão aos jogadores do Santa: vamos chutar de longe, que essa bola entra.
Os dois bons laterais, Tironi (lateral direito) e Calado (esquerdo, óbvio), estão fora do match, por motivo de contusão. Jefferson vai entrar na lateral direita, e Birigüi vai quebrar a cabeça para improvisar na esquerda. Sugestão do Blog: explorar as laterais, porque vai ter reserva fazendo estréia em Copa do Brasil.
O time joga com três zagueiros: Thiago “Fofão”, Zé Luciano e Kaká. Nada foi constatado de especial sobre os referidos atletas, a não ser aquele famoso jargão de que é uma zaga que “joga duro, joga forte”. Tradução: devem ser limitados tecnicamente, e descem a lenha. Sugestão do Blog: botar o magro Rosembrick para infernizar lá na frente, com aqueles dribles de futebol de salão.
O meio de campo vai de Constantino, Sandro e Joel. Aqui vai o alerta do Blog do Santinha: dois radialistas falaram muito bem do Joel, que é aquele caso típico do jogador-veterano-que-decide-uma partida. É rodado, tem experiência e pode resolver tudo com suas batidas de falta. Falta perto da área, amigos corais, façamos orações, porque é meio gol. Na última partida contra o Barra do Garça (o placar foi 1 x 1, fora de casa) o gol foi desse tal Joel, numa cobrança de falta. Sugestão do Blog: nada de falta perto da área, caralho!
O ataque: Coelho e Gil, jogadores considerados medianos. Pela graça divina, o “Moreno”, destaque do time na última campanha, foi para o futebol mineiro. Dizem que ele iria infernizar nossa zaga, que anda vacilando.
Palpite deste cronista coral: vitória por 1 x 0, porque se ganharmos de 2 x 0, não vamos poder matar saudades de Birigui, em pleno Arrudão, no jogo de volta.









