Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 4 de março de 2006

Habemus futebol! - versão revista e ampliada

Buzinaço no ouvido de Rosivaldo Sérgio dispensa as sociais O terceiro gol, numa foto merreca

Aquela história de que, no Brasil, o ano só começa depois do carnaval parece que é mesmo verdadeira para o tricolor: finalmente, o time venceu jogando futebol de gente grande. A torcida saiu do Arruda com a sensação de que o 4 de março era 1º de janeiro. Como resenha de jogo se escuta em rádio e descrição da partida se lê nos jornais, o Blog do Santinha concentrou as atenções em dois personagens que entraram em campo… Alex Oliveira, um líder com três pulmões por Inácio França Cena um: Numa bola dividida, o camisa 8 tricolor entra duro, com a medida certa de violência, num atacante do Serrano. Não foi uma simples falta: ele matou a jogada com aquele ar de quem avisa "não venham cantar de galo, aqui mandamos nós". Cena dois: Vaiado pela torcida durante boa parte do primeiro tempo, Periz vai à linha de fundo e acerta um cruzamento perfeito. Faltou pouco para sair o terceiro gol. Imediatamente, Alex Oliveira vai em direção ao lateral-esquerdo e o aplaude ostensivamente, dando força ao colega e mandando um recado aos impacientes. Cena três: Alex marca o quarto gol, depois de um passe perfeito de Osmar, que estava cara-a-cara com o goleiro, mas preferiu "dar " o gol para companheiro na pequena área. O camisa 8 comemora fazendo um gesto em direção a Osmar, como se dissesse "o gol foi seu". Esses três momentos servem como símbolos da atuação do meia tricolor, que mal chegou ao Arruda, mas tem tanta intimidade com as três cores como se tivesse nascido no gramado e passado a primeira infância num berço atrás da barra da rua das Moças. Foi Alex Oliveira quem intimidou o adversário, peitou o juiz, tomou conta do meio-de-campo, apareceu para tabelar e apoiou os companheiros. Talvez tenha sido o melhor em campo nesta goleada contra o Serrano. Na saída do estádio, caminhando pela beira-canal, olhei para o passado e compreendi que um jogador como ele teria mudado a história das partidas contra o Grêmio na Segundona-2005. Olhando adiante, deu vontade de vê-lo jogando um clássico contra a coisa ou tranquilizando os mais jovens nas partidas mais difíceis da primeira divisão.
 
 
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Periz: a má fase que a torcida não perdoa

Por Samarone Lima

Um amigo meu que é jornalista me confessou: antes do jogo, já tinha torcedor esculhambando o lateral Periz, dos pés à cabeça. Só não chamou o negão de santo, mas o resto foi cacete. O sujeito não tinha pego na bola, e já era o pior em campo. O torcedor do Santa espumava de ódio e queria jogar o radinho no atleta. Então aconteceu algo comigo: fiquei torcendo desesperadamente pelo lateral, que sempre foi mediano, mas entrou naquele período terrível para qualquer atleta, que é a má fase. E quanto mais eu torcia, mais a torcida coral pegava no pé do jogador, vaiava, xingava, esculhambava. Teve um momento que ele pegou a bola, estava meio sozinho e deu um passe franzino, que caiu justamente no pé do adversário. Aquele passe que ele não erraria nunca, mas errou porque estava sentindo a pressão. Estávamos na metade do primeiro tempo, e o lateral devia estar rezando para acabar logo aquele tormento. Vi que ele suava frio. Do outro lado, Osmar. No segundo tempo, ele atacou pela direita, do lado que eu estava. Ele não podia tocar na bola, que a torcida entrava em êxtase. “Vai, Osmar, vai meu garoto”, dizia um coroa ao meu lado. No primeiro tempo, quando Periz tocava na bola, o mesmo coroa soltava um berro: “solta essa bola, fila da puta!” O resultado foi simples. Cada vez mais empurrado pela torcida, Osmar fez o diabo. A minha constatação psicológica foi a seguinte: de um lado, estava o ódio da torcida, o perna de pau, que era o velho Periz. Do outro, o amor, o xodó, o queridinho, o que acertava tudo. Como torcedor, senti uma pena dos diabos de Periz, e torço para que ele se recupere. Seu futebol é mediano, mas ele fez um bom Estadual em 2005 e não atrapalhou nossa jornada na Segundona. Mas acho que a torcida precisa dar uma aliviada, pegar mais leve. Outro dia, Carlinhos Bala passou uns oito jogos sem fazer gols. O Dida, goleiro da seleção, anda papando uns frangos que eu vou dizer. Todos eles tiveram a chance de dar a volta por cima. Torço por Periz. Por falar em torcedor, venho sendo esculhambado diariamente pelo sanfoneiro Chiló, por defender a qualidade do jovem arqueiro Anderson. No último jogo, ele fez uma excelente defesa, e um camarada da arquibancada soltou o seguinte comentário: “Esse goleiro é bom, mas é fraco”.

Eu não entendi, e acho que Freud não explica.

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Arquibancadas 1 - O policial Rosivaldo Alves da Silva achou que no segundo tempo a torcida estava tranqüila demais, silenciosa demais, e comprou três buzininhas para o filho Vinícius (o do meio na foto lá em cima) e os sobrinhos Luizinho e Mateus. Arrependeu-se: foram 35 minutos de perturbação da paz pública, até que ele arrastou os meninos e saiu antes do fim do jogo. Provavelmente, foram buzinando até em casa e se acordaram buzinando, acordando os vizinhos rubro-negros. Arquibancadas 2 - Sérgio (na foto do meio) não tem paciência para assistir aos jogos no espaço reservado para quem precisa de cadeira de rodas, junto das sociais. "Aquilo é uma morgação danada. Aqui na arquibancada dá mais trabalho: meus amigos precisam desarmar a cadeira e eu subo sozinho, mas é muito mais animado".

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Acabou a ressaca: imagens do carnaval (Olinda)

Minha cobra é folia de primeira


No final da rua de São Bento

 

Na frente da prefeitura
 

Calor infernal rima com carnaval


Diante das câmaras das TVs


Descendo a ladeira da 15 de Novembro

A saída da troça Minha Cobra pelas ruas de Olinda foi emocionante. Bandeiras no alto das casas da rua do Amparo, crianças tricolores se juntando para brincar sob os 28 metros de pano preto-branco-vermelho e muita festa em frente à prefeitura sob a agradável temperatura de 36º graus. As fotografias acima são de autoria do designer gráfico tricolor Anízio das Olindas, que acompanhou a troça e depois correu para fazer as fotos das janelas do gabinete da prefeita tricolor Luciana Santos.
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