Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 6 de abril de 2006

Fatos & Fotos

David do Piston
Mais um artista coral: David do Piston (ou será um trompete?)

Sem Sanfona
Sem sanfona e sem zabumba, a gente teve que se virar

Renata, a musa coral
Renata, por aclamação, a musa das arquibancadas

Torcida na decisão
Um fragmento do show da torcida coral

Zé Paulo do Rádio
O nosso Zé do Rádio: Zé Paulo e o Panasonic 8,
o radinho do seu avô, fabricado em 1969.

Josimar Superstar
Josimar virou estrela e foi procurado pela
Imprensa antes mesmo de entrar no estádio

Alguns comentários depois de uma madrugada de insônia:
* Acertam em cheio nossos leitores ao dizer que sim, o Santa Cruz jogou bem, principalmente no primeiro tempo, o que não contradiz o texto escrito por Inácio França ainda de madrugada. Um grupo unido teria reagido de outra forma após tomar o pênalti: ontem, o time ficou desequilibrado e desesperado após o primeiro gol, passando a exagerar no individualismo, que já estava presente no primeiro tempo, quando os atacantes e até os volantes tentaram resolver tudo sozinhos. Lembram como foi a reação no jogo decisivo da Segundona?

* A torcida tricolor deu um espetáculo ontem no Arruda. Com cinco minutos de partida, ainda estávamos cantando o “Santa Cruz/junta mais essa vitória”. De arrepiar.

* O jogo já tinha acabado há uns 5 minutos e Samarone, encostado na mureta, continuou olhando para o gramado vazio. Inácio tocou em seu ombro e chamou: “Vamos embora?” A resposta foi inacreditável: “Acabou foi? Foi dois a zero mesmo?”

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É hora de começar do zero


por Inácio França

Ano passado, no meio de uma sequência de vitórias tricolores na segundona, o Blog do Santinha tomou uma posição política clara, de oposição à diretoria do clube. Criticamos quando todos elogiavam.

Agora, pouco depois de uma derrota para a coisa no primeiro jogo da decisão do campeonato, não vamos criticar o juiz que inventou pênaltis, nem o goleiro que caçou borboleta no segundo gol e muito menos o técnico que acabou de chegar e está numa sinuca de bico. Também não há espaço nesse momento para críticas aos cartolas.

A hora, tricolores, é de acabar com as panelinhas de jogadores, com os estrelismos e com a vaidade exacerbada de uma parte do elenco, principalmente daqueles responsáveis pela ascensão à série A em 2005.

É exatamente a campanha do ano passado que oferece lições a serem compreendidas. Na temporada passada, nosso time mediano era um conjunto unido, um grupo solidário dentro e - ao que parece - fora dos gramados. Era a família de Givanildo. Esse foi um dos segredos do sucesso dentro de campo.

Os problemas começam quando nem todos sabem conviver com vitórias ou fazer bom uso das posições conquistadas. O que se viu em campo contra a coisa nos dois últimos clássicos e contra o Central, há oito dias, foi um amontoado de jogadores atrapalhados na defesa e sem ajuda dos atacantes, os quais estavam mais interessados num grotesco boicote mútuo.

É preciso começar tudo de novo, “zerar o processo” como dizem os políticos. Montar um novo grupo sem os ataques de estrelismo de Carlinhos Bala - sim, o Blog do Santinha acredita e espera que a decisão de domingo seja a última partida do nosso artilheiro com a camisa coral. Talvez sem ele, Rosembrinck deixe de boicotar os colegas, afinal a rivalidade com Thiago Tubarão não está resolvida. Ou alguém lembra de algum passe “na medida” do mago para o camisa 10?

O mesmo raciocínio vale para o outro Carlinhos, o Paulista, talvez o único zagueiro de área do País que joga fora da área e erra continuamente dentro da área. Também é hora de Valença tentar realizar o sonho de jogar no sul maravilha, lembrando sempre que não é recomendável fingir contusões num Vasco da Gama, por exemplo. Há risco de levar uma surra dos Eurico Miranda da vida.

No centro dessa confusão, Giba terá uma grande oportunidade de mostrar que é um treinador de futuro, pois montar um grupo, ser campeão e começar na Primeira Divisão, tudo ao mesmo tempo, não é tarefa simples não.

Fora isso, todos ao treino sexta-feira à tarde, incluindo a Sanfona. Recebemos informações de que seu Jura, pai do sanfoneiro Chiló, reivindicou liberação aos médicos da UTI cardiológicas para marcar presença no coletivo.

Ainda hoje (provavelmente à tarde), painel de fotos da torcida coral no Arrudão.

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