Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo de Maio de 2006

A Inferno fala: “queremos atitude”

por Samarone Lima

No jogo contra o Botafogo, algo chamou a atenção da torcida: o protesto da organizada Inferno Coral. Além das faixas de cabeça para baixo, os integrantes da Inferno usaram nariz de palhaço, tentando traduzir a irritação com a situação vexatória do time, que naquele momento estava com míseros dois pontos. Depois do jogo, o Santa continuou na lanterninha, com 3 pontos – dos 24 disputados.

Para Fábio Coelho Neto, de 28 anos, presidente da Inferno há oito, o protesto foi organizado pela torcida para que a diretoria “olhasse com outros olhos” a situação do clube. Mesmo avaliando como “ótima” relação com a diretoria, Fábio lembrou que comanda uma torcida independente, e que antes de tudo, “está o Santa”.

Ou seja, na hora de criticar, a torcida irá separar a boa relação com a diretoria e vai mesmo se posicionar. “A gente quer ver atitudes, problemas serem resolvidos. É o nosso papel. Se continuar assim, os protestos vão aumentar”, disse. Para Fábio, as contratações que não vêm dando certo no Santa têm uma característica: são jogadores tarimbados, vividos, sem o espírito de luta e a garra de um Neném, por exemplo. “Ele é melhor que Val Baiano, Zada, e outros que estão no time”, destacou o presidente da Inferno.

As entrevistas do treinador Waldir Espinosa, dizendo que falta qualidade ao elenco, já não irritam os torcedores. “A gente ficava puto, mas hoje a gente vê que é a realidade do clube. Falta qualidade, matéria prima. Tem que contratar gente”. Fábio diz que a Inferno tinha a expectativa de uma Primeira Divisão difícil, com muitos times bons em ação, mas jamais imaginava que o Santa fosse desempenhar o pior início de campeonato da história do brasileirão.

“Vamos exigir, vamos cobrar soluções, cobrar a saída de alguns jogadores”, lembra. Para o presidente da Inferno, o que a torcida não pode é ficar parada. “Juntos, podemos decidir o futuro do clube”, diz. Ele só lamenta a repetição dos erros, justamente agora, que o Santa conseguiu chegar à Primeira Divisão. “Todo ano é isso. A gente sofre tanto para subir… É a mesma coisa, parece que o pessoal não aprende”.

Sobrevivência – A Inferno tem 1.500 sócios e sobrevive principalmente da venda de seus produtos (camisas, jaquetas, bonés, calças), em duas lojas. Uma fica na Rua do Hospício, 194, loja 06. A outra, fica defronte ao Arruda. Fábio Coelho destaca a independência da torcida, que vive do seu próprio faturamento. A principal ajuda da diretoria do clube acontece quando o time joga fora, e fornece algumas passagens. “A gente consegue também com empresários”, afirma. “É um sacrifício muito grande. Num jogo importante mesmo, gastamos uns dois a três mil reais na festa”, avalia Fábio.

Dia 18 de junho, dia do jogo Brasil x Austrália, será realizada uma feijoada, no mini-campo, atrás do Arruda. Haverá telão e 30 grades de cerveja, além de feijoada e uma camiseta da torcida. A festa vai custar R$ 25,00 por cabeça. Segundo Fábio, o objetivo da feijoada é reunir a torcida.

P.S - Por conta de estranhas coincidências históricas, o colunista Inácio França teme que a Copa do Mundo seja conquistada por uma seleção de camisa azul. Leia mais no www.pernambuco.com/copa/folhaseca

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Textos de novos colaboradores

Voltamos a publicar textos dos leitores do blog. Hoje é a estréia de novos colaboradores. Além disso, Inácio França atualizou a coluna Folha Seca, na edição on-line do Diário de Pernambuco: www.pernambuco.com/copa/folhaseca

Com que roupa eu vou?

por Abrahão Lucas, engenheiro de uma multinacional de fotografia

Infelizmente mais uma rodada do Brasileiro da primeira divisão se passou e nós, torcedores corais, ainda não vencemos.

Na qualidade de bom e fiel torcedor, eu me dirigi ao Arrudão com a certeza de que este seria o jogo da virada, onde o Santinha empurrado por sua torcida chegaria à primeira de uma série de vitórias no Brasileirão.

O seu adversário, o Botafogo, contava com a ajuda de alguns Paraibabacas, burro-negros e alvi-rosas, sendo este último responsável indireto pela nossa derrota para o Juventude. Explico: quem viu pela televisão o jogo de Caxias do Sul, percebeu um alvi-rosa com uma camisa do náufrago na torcida do Santinha. Deu no que deu.

Ao sair de casa para o jogo eu percebera que, nos jogos anteriores, eu já tinha vestido todas as minhas camisas do Santinha, inclusive a do novo padrão. Então resolvi, na qualidade de bom torcedor e mandingueiro (por via das dúvidas), vestir uma camisa diferente, o mais preta possível, como sinal de luto e resignação. Pois bem, acabei por vestir uma camisa do Manchester United (possível adversário do Santinha em Tóquio) onde predomina a cor preta.

Somente ao chegar no Aroeira (barzinho próximo ao Arruda) percebi a besteira que tinha feito. Meus amigos começaram a perguntar o por quê de eu não ir com camisa do Santinha, o que de pronto eu expliquei, mas não tinha me dado conta que a camisa era preta com detalhes brancos (as cores do Botafogo). Agora eu corria o risco de apanhar da Inferno Coral.

De qualquer forma, ao entrar nas sociais, avistei uma vez mais uma camisa alvi-rosa, só que desta vez, na torcida do botafogo - um ótimo prenúncio – disse eu a um amigo. Agora vai!!!
Ledo engano. Nosso time além de limitado tecnicamente, tem um técnico que consegue atrapalhar. Isto sem falar no juíz. Ô juizinho discarado, mas eu não quero me aprofundar nesta questão.

Voltando ao nosso time, por que Tiano não entrou no lugar de Zada (qualquer um poderia entrar no lugar de Zada!)??? Por que Val Baiano entrou em campo (ele entrou mesmo em campo???) ??? Por que Elvis improvisado na lateral direita??? Quem ficou na lateral depois da saída de Elvis??? Pra que um técnico que diz vai lutar apenas contra o rebaixamento???
A vitória mais uma vez não se encontrou com o Santinha. Daí eu deixo a seguinte pergunta para o próximo jogo :

“Com que roupa eu vou?”

*****

Pra completar, um poeminha capturado na Internet por Erick Ramo, um farmacêutico que mora em São Paulo, onde faz doutorado na famosa Escola Paulista de Medicina.

O torcer pelo meu Santa é diferente de qualquer outro torcr
É diferente, pois não se restringe a ser
Somente torcedor
Torcer pelo meu Santa é como casamento
Nas alegrias e nas tristezas
Na saúde e na doença
Mesmo quando a doença parece não ir
E as tristezas teimam em permanecer
Isso por que o torcedor do meu Santa não torce por um time
Torce por uma nação
E tal qual em uma guerra
Um cidadão não renega um país
Mesmo que a derrota seja grande
O torcedor do meu Santa apóia seu time na derrota
Pois os obstáculos engrandecem
Seu sentimento de nacionalismo
E que me perdoem os que têm apenas títulos
Claro que são importantes
Mas o torcedor do meu Santa tem algo que os outros nunca terão:
Tem paixão, tem amor! Sou Santa Cruz, de corpo e alma. E serei sempre, de coração.

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ATASC: mais um espaço de participação


A moçada das ATASC (Associação dos Torcedores e Amigos do Santa Cruz) pediu para avisar aos leitores do Blog do Santinha que o site já está no ar (com link aí no menu do lado direito) e que amanhã, quarta-feira, ocorrerá a Assembléia Geral que vai formalizar a posse dos Conselhos diretor e fiscal, além da apresentação dos primeiros projetos da entidade. O objetivo dos integrantes é reunir tricolores dispostos a contribuir com o clube.

A reunião acontecerá às 19h, na rua Muniz Tenório, 81, no bairro da Jaqueira. Quem estiver disposto a conhecer melhor a Associação deve ir à reunião, além de visitar a home-page.

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