Santa 1 x 1 Ponte Preta, pela Internet, parte II
Por Samarone Lima
Terminou o primeiro tempo, fui dar um pulinho em Vital, cisquei por ali, falei com um outro, daqui a pouco entro na venda e seu Vital me olha com uma cara de zangado.
“Gol da Ponte Preta”.
Escutamos pelo rádio dele. Maldita hora em que fui sair de casa! Dei azar ao time, sinto, e volto correndo para casa.
Val Baiano dá lugar a Luciano. Sai vaiado de campo. Deve ter sido aquela desgraça de sempre.
A torcida do Santa começa a vaiar o treinador Giba. “Resultado que derruba treinador”, diz a rádio, e já acho sacanagem.
Escanteio para o tricolor. A zaga tira. Novo escanteio. A zaga tira. Novo escanteio. Porra, cadê um atacante ou um calmante! Bala cobra novamente, e nada.
Luís Cavalcante fala da “Síndrome do segundo tempo”.
Novo escanteio. Luciano bate. Carlinhos manda uma bicicleta para fora. “Teve tudo para desempatar o jogo…”
Uma jogada de Tiano. A bola bate na zaga. “Pra fooora!!!”
Danilo desce pela Ponte. “Bateu pra foooora”.
Amigos, não mereço estar sozinho em casa.
39 minutos e 30 segundos do segundo tempo: Lá vem aquela velha agonia…
“Aqui no Arruda o time gasta o tempo. O goleiro Jean faz uma cera incrível”, informa o locutor. “Cadê a bola?”, continua.
O juiz deu três minutos de acréscimo. Vamos a 48.
Bala chuta mais uma por cima do gol.
Escanteio. Finzinho do jogo. 47 minutos e 15 segundos. Faltam 45 segundos. Falta para a Ponte, era só o que faltava.
Contra-ataque para o Santa, mas acaba o jogo.
Chegamos aos dois pontos, dois reles pontinhos, com dois empates em casa. Perdemos quatro pontos contra dois times intermediários: Figueirense e Ponte Preta.
A torcida grita “burro, burro, burro”.
Aguardo agora a análise de quem esteve no Arruda. Mas que a situação está braba, está…
Estamos na vice-lanterna. Se o Palmeiras vencer no domingo, vamos para a Lanterna.
Ula lá…
24 comentáriosSanta x Ponte Preta, pela Internet: ninguém merece! (parte I)
Por Samarone Lima
Há pouco, Naná passou com a Kombi, vestido com a reluzente camisa da Coralnet. Me deu uma carona até a locadora - fui alugar uns filmes, para matar o tédio dessa virose, que me derrubou desde quarta-feira. Voltamos, e estava a turma em Seu Vital, Peitão, mais cinco tricolores, André, o filho de dona Fátima, e o filho de Ciço Boi. Sinto muito, amigos, 99% dos apelidos aqui do Poço são relacionados com animais.
Fui pedir o radinho de Seu Vital, levei um sonoro “não”, porque perdi seu radinho de estimação, ano passado, em algum jogo louco da Série B. Liguei a Internet, e depois de mil peripécias, conectei na Rádio Jornal. O Santa já estava ganhando de 1 x 0, gol do Carlinhos Bala. Estou no intervalo, Luís Cavalcante, “o comentarista da palavra abalizada” acaba de me informar que o Santa jogou bem o primeiro tempo, só teme o que “estarão conversando nas vestiárias”, porque o Mais Querido tem jogado bem somente na primeira etapa. “Se voltar jogando menos, não vai segurar a vitória”.
Acabei de tomar um copo de suco de maracujá, para acalmar os nervos. Fico imaginando Naná e a galera no estádio, fora a Sanfona Coral, aquela farra toda.
Luis Cavalcante acaba de dizer que o elenco do Santa Cruz é daqueles para o treinador dizer “vamos lá, vamos comer grama, vamos para a bola como se fosse para um prato de comida”. Concordo com o comentarista. “É um grupo para bater palma e dizer - vamos lá, moçada, ganhar o jogo. Espero que não venham com lambanças, firulas. Que venham com mais raça do que a etapa inicial”.
Adriano sentiu uma contusão na panturrilha, não voltou para o segundo tempo. Volta o lento Carlinhos Paulista. Ai, meu deus…
ps. Se terminarmos assim, subiremos sete posicões na tabela. Vamos aguardar.
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