Situação Espinosa
O “novo” treinador do Santa, mais rodado que Fusca 68…
Por Nunes, jornalista esportivo, puto da vida
A diretoria do Santa Cruz, que tanto me surpreendeu positivamente em 2005 e até no início de 2006, deu o seu primeiro passo concreto rumo à segundona. Tirar Giba, depois de ter trazido apenas um jogador solicitado pelo técnico, é além de um erro grosseiro, já que interrompe a seqüência de um trabalho, a transferência de foco do principal problema da equipe: a falta de qualidade técnica.
Treinador nenhum dá jeito neste time que está aí. David Coperfield, sim. Mister M, também.
O que me irrita e me deixa profundamente pessimista são os motivos que levaram a derrubar Giba. Escutei de pelo menos quatro torcedores diferentes, em locais distintos, na saída do Arruda, no último sábado, a mesma frase:
“Giba fica na beira do gramado e não briga com ninguém. Fica tranqüilo, etc”.
Foi assim na descida da escada das cabines, no Colosso, vindo do motorista do táxi que peguei… Tudo fruto de uma campanha escrota encabeçada por radialistas como José Silvério e Aldeci Lima e cujo refrão, infelizmente, a maioria dos torcedores tapados repete alienadamente.
Quando defendo Giba não o faço por acreditar que se trata do melhor técnico do mundo. Apenas tenho informações que é um cara que saca de futebol, é trabalhador e honesto, qualidades que boa parte dos radialistas detesta.
A diretoria foi “emprenhada” literalmente pelo ouvido, como se dar chilique á beira do gramado ganhasse jogo. E como se não bastasse, talvez por indicação de alguma sumidade entendida de futebol como as citadas acima, a diretoria acerta com Valdir Espinosa.
Só pode ser uma brincadeira de muito mau gosto pra cima da gente. Além da queda, um coice de mamute.
Nota da redação do Blog:
Nem sempre os textos aqui publicados refletem, na íntegra, o pensamento dos editores do Blog, até porque os editores também divergem entre si em vários caminhos e descaminhos do Mais Querido. Consideramos de fundamental importância a publicação dos colaboradores, no “calor da hora”, para dar o pontapé inicial nas discussões e posicionamentos. Bem, leitores, a bola já está rolando, vamos ao debate.








