A opinião de quem conhece

A pedidos de muitos leitores do blog, buscamos a opinião do ex-vice-presidente do clube, Édson Nogueira, responsável direto pela montagem do time vencedor de 2005. Fizemos duas perguntas (quais os erros cometidos em 2006? qual seria o rumo certo a ser seguido a partir de agora?), mas Nogueira se esquivou de ambas. Cauteloso, ele sabe que qualquer palavra que disser pode gerar confusão. Disposto a evitar mal-entendidos, ele solicitou que publicássemos textualmente o que nos disse, com o mínimo de cortes ou edição. É exatamente o que fazemos agora:
“Qualquer crítica que se faça hoje é muito cômoda, principalmente se for feita por alguém que está do lado de fora. Fiz as críticas que julgava necessárias no momento em que me afastei do clube, mas foram dirigidas aos métodos administrativos que ele, Romerito, julga serem corretos. E eu, como vice-presidente, tinha que me curvar. Ou seja, critiquei quando o time estava por cima, ganhando tudo na Segunda Divisão”.
“A diretoria atual é bastante participativa, dentro daquilo a que se propõe. Não se pode julgar uma administração pelos resultados em campo: estão errados aqueles que fazem isso. É bom lembrar que Romerito não faz gol, Romerito não perde pênalti. Sinto que esse é o momento em que a diretoria mais precisa de apoio dos tricolores. Ainda têm muito jogo pela frente e é possível recuperar esses pontos perdidos”.
OBS: O Blog do Santinha também procurou o ex-presidente Rodolfo Aguiar, responsável pelos times do Santa Cruz que conquistaram respeito nacionalmente na década de 1970, mas ele está viajando e só retornará ao Recife no início de junho.
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É de fazer chorar
por Inácio França
Há algumas semanas, nós, editores do Blog do Santinha decidimos que não iríamos criticar o time nem a diretoria por conta dos resultados. Concluímos que esta seria uma posição muito cômoda e que poderia ser confundida com oportunismo barato. As críticas seriam feitas a partir de informações fornecidas por quem conhece os bastidores do clube - caso daquela reportagem sobre o racha no elenco - ou a partir das opiniões de quem realmente conhece de futebol.
Continuaremos a seguir essa linha editorial. Por essa razão, tentarei traduzir meus próprios sentimentos durante a via-crucis que foi assistir aos dois últimos jogos do Santinha.
Dá pena ver o Santa Cruz jogar.
Acompanhar uma partida do seu clube de coração e, aos cinco minutos, sentir que não há esperança de vitória, é de fazer chorar, como diz a letra do frevo do tricolor Capiba.
A postura dos nossos 11 jogadores diante do Juventude, ontem à noite, era tão covarde, tão acuada, que lembrava a humildade dos jogadores da China contra a seleção brasileira na Copa de 2002.
Os closes das câmeras de TV revelaram, nas duas partidas, atordoadas expressões de medo dos jogadores tricolores. Senti pânico e desorientação no rosto de Osmar, Valença, Xavier, Júnior Maranhão e, principalmente, em Rosembrick.
Esse time não merece vaias. Merece piedade.
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