Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 21 de julho de 2006

“Desde quando eu era pequenininho, já era tricolor…”

Texto do sobrinho de Alessandra, da Sanfona Coral. O moleque tem apenas 10 anos e já faz rimas. O zabumbeiro Gerrá fez a gentileza de mandar o texto sem sequer citar o nome do garoto. E o cara ainda quer ser pai…

***

Desde quando eu era pequenininho, já era tricolor, não tinha ninguém, que me fizesse mudar de cor.
E quando diziam:
"Menino sai da frente", não adiantava, eu ja era tricolor doente.
E quando diziam: "Menino tu tas doidão!”, eu respondia:
”Pelo menos não sou do leão”.
E as pessoas gritavam:
"Menino abra o baú!"
Nunca ia adiantar, eu não era do timbu!
E aí completei 3 anos e ai nosso Santinha subiu mas em 2001 eu disse:
"O Santa sumiu?”
Mas agora meu time tá na primeira mas eu adimito começou como uma topeira.
Agora tenho 10 anos e mesmo assim continuo sendo Santa que agora tem 2 vitorias seguidas.
E que venha o Flamengo, o Corinthias, qualquer time; nosso santinha barra tudo no Mundão e as vezes fora também.
Quando perde caramba tenho as pernas bambas que sorte arretada!!!
Vamo la tricolores encher o Arruda faz bem damos o dinheiro para pagar jogadores, técnico, funcionários… e ainda comprar jogadores bons!!!
Vamo lá gente!

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Em busca de mais uma vitória

Por Marcílio Coelho, especial para o Blog do Santinha*

No momento em que a seleção fez o que fez, ou melhor, fez o que não fez, nosso Santinha não ganhava nada, pior ainda, perdia quase todas e como se não bastasse era humilhado e alvo de gozações, parece que o futebol passa a ter graça de novo.

É, quem não lembra do Pernambucano, do início trágico no brasileirão deste ano? Quantas e quantas vezes íamos ao Arrudão apostando todas as nossas fichas nas jogadas magistrais do Rosembrik, nas arrancadas fulminantes do nosso ídolo Bala, e com Tubarão - "agora o bicho vai pegar!" -, dizíamos à torta e à direita.

Víamos tudo isso cegamente. Em meio a todo esse frisson esquecemos de fazer a valorosa pergunta: "Será que de fato temos um time?"

 Tudo bem, dessa pergunta estamos perdoados. Garanto que milhões e milhões de brasileiros também esqueceram de fazê-la quando desta última convocação do escrete canarinho, e deu no que deu!

 Eis que vem Goiás, vencemos 2×1 num Arruda desconfiado e apreensivo (antes da partida), goleada fora de casa 4×1 pra cima do Fortaleza. Será que aprendemos a jogar bola na Copa? Dominamos esses jogos? Impusemos nosso ritmo? Mostramos que agora temos craques de verdade?

 Não… acho que nada disso! Temos agora vontade, superação, dedicação, de um grupo que está em formação, mas que está, antes de tudo, querendo, buscando.

 Mas peraí, será que isto é suficiente ou é garantia para ganharmos até mesmo o próximo jogo? Mais uma vez talvez estamos deixando de fazer a pergunta certa, que é: "Será que devemos demonstrar que aprovamos a nova postura em campo, a garra, a determinação e, sobretudo a união, ou será que devemos esperar um pouco mais para termos mais credibilidade?"

Esperar um pouco mais, até quem sabe o Nenê virar um matador badalado, o Washington explodir como um craque, ou o mexerica se tornar um mega-star cobiçado pelo sul maravilha? Acho que não.

A hora é de bater palmas ou no mínimo tirar o chapéu, mesmo que amanhã não queiramos mais fazer isto. Talvez seja uma viagem minha, mas estava aqui imaginando como seria um exemplo para todo Brasil na hora da entrada de nosso Time Coral, na rotineira saudação da equipe à torcida, cada torcedor desse a mão ao tricolor do lado e juntos demonstrássemos que estamos fechados com aquele grupo e que unidos sairemos da situação que, é bom lembrar, ainda estamos.

Bom, talvez isso ainda seja uma utopia, mas de qualquer forma vale o grito, vale o apoio, o incentivo. Vistamos o nosso manto coral sagrado e todos domingo ao colosso, mostrar principalmente para nós mesmos, que ainda estamos vivos. Para o Arruda, e já!

*Nota do editor: O autor do texto não informou a profissão, origem, identidade, CPF, onde mora, mas vai para o ar, no clima de "todos ao Arruda".

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