Arquivo de Agosto de 2006
Pisando em rastro de corno (final)
(quem não está entendendo nada, favor ler o texto anterior)
Pois bem, amigos, amarguei o intervalo do jogo discutindo estratégias de ensino e a reprodução de regras redacionais. Tinha somente um cafezinho, com adoçante. O segundo tempo começou quando estávamos fazendo um trabalho em grupo. Eu macambúzio, era o mais infeliz dos seres.
Na hora da "tempestade de idéias", falei algo que não lembro. Olhei discretamente para o relógio do vizinho, e já caminhávamos para a metade do segundo tempo.
Às 21h, a facilitadora disse a frase mais linda da noite:
"Fechamos a Oficina!"
Já pensava em descer, correndo, para pegar em alguma TV a última parte do jogo. Mas veio a frase fatal.
"Falta apenas fazermos uma avaliação".
As minhas lágrimas começaram a rolar.
Todos falaram um bocado. Eu, resignado, abatido, pensei que andei mesmo pisando em rastro de um chifrudo qualquer.
Quando saí da sala geladíssima, perguntei ao vigilante:
"E aí? Tens o resultado do jogo do Santinha?"
"Perdemos de dois a zero", respondeu ele, abatido. "Tá foda".
Saí caminhando, peguei um ônibus, que deu duzentas voltas pelo Recife. Vi tricolores abatidos nas paradas, cheguei ao Poço da Panela, Seu Vital estava fechado.
É, eu e o Santinha pisamos em rastro de corno. O Santinha eu já sei qual foi o rastro. Só não sei ainda qual foi o corno que passou pelo meu caminho, duas quartas-feiras seguidas.
E informo que já estou naquela fase clássica: eu mesmo tiro onda da nossa situação, antes de escutar gracinhas. Não dizem que rir é o melhor remédio?
54 comentáriosTricolor pisa em rastro de corno (parte I)
Por Samarone Lima
Não, amigos, não foi só o time do Santa que pisou em rastro de corno, graças às limitações técnicas, e segue agarrado à lanternagem do campeonato. Eu também, esse que vos fala, sub-editor do Blog do Santinha, também pisei em rasto de corno.
Vamos aos fatos.
Semana passada, jogo contra o Santos de Regatas. Tudo pronto, desde cedo o uniforme lavado, passado, a bandeira em cima da cadeira, incensos, rezas, orações. Meio-dia, o email: a reunião ficou marcada para hoje, às 18h. Como o jogo era às 22h, julguei que não haveria problema, a não ser um nervosismo desproporcional à discussão sobre plano de aulas, proposta pedagógica, essas coisas que inventaram para atormentar os alunos que ainda não escrevem direito.
A reunião terminou pontualmente às 22h10.
Ontem, a mesma história. O email confirmou a reunião para 18h. Pior, o jogo contra o Internacional de Regatas era às 19h30. Resignado, nem olhei para a venda de Seu Vital, não ousei olhar para a bandeira do Santa. O tema da reunião era uma "Oficina de Nivelamento". Amigos, o que a gente não faz para sobreviver. No caminho, fiquei pensando que tinha pisado, de novo, em rastro de corno.
Fiquei acompanhando mentalmente. Enquanto o Santa não entrava em campo, estávamos nas apresentações, a proposta, os dois desafios, a "construção coletiva", os indicadores de evolução do aluno. Lá pelas tantas, eu já me perguntava: e os indicadores de evolução do Santa?
O pior, amigos, em qualquer situação desfavorável, é usar a tática da comparação. Pois bem, fiz isso. Escavei mais sofrimento. Neste momento, na hora em que a facilitadora falou no "encantar-se com a educação", eu fiquei pensando em Saulo Profeto, Joãozinho Peruca, Naná, Oswaldo Titio, Diazepan e toda a turma na Colosso, virando todas. A Sanfona Coral eu nem falo, porque o sanfoneiro virou mulherzinha.
Na hora do "elemento subjetivo", o Santa estava entrando no gramado. Deu uma depressão de 9 graus, na escala Richter. O grupo foi discutindo instrumentos da língua-padrão, alguém falou em "submissão voluntária", outra pessoa disse que "o universo anda por essa dimensão", e eu, amigos, eu realmente pisei em rastro.
Quando fui avisado que "a leitura não é um ato unilateral", fiquei imaginando como estaria o Arrudão, a torcida, em mais um jogo à noite. Onde estariam os loucos de sempre? Titio já teria pago cerveja para todos os sobrinhos corais? Onde estaria meu comparsa, o velho Inácio França?
"Precisamos trabalhar o lúdico", explicou alguém. Lúdico, lúdico mesmo, é a arquibancada do Arruda, pensei em comentar, mas ficaria fora de tom, e já tenho fama de mau garoto.
O pior é que não vi nenhum tricolor maluco, para ver se descolava uma informação pelo celular. Um radinho de pilha, um radinho de pilha, pelo amor de Deus!
Estávamos discutindo Piaget e a ampliação de horizontes, quando eu olhei no relógio, e o jogo estava caminhando para o final do primeiro tempo. E o Santa? Como estaria o Mais Querido? Neste momento, amigos, me veio uma vontade de chorar. Pensei nos amigos: estariam caminhando para espetinhos venenosos e cervejas a 2,00. Uns molhariam as patas, tentando mijar.
Daqui a pouco, contarei mais do meu sofrimento. Lamento, mas terei que dar aulas, e o intervalo é somente às 9h45.
9 comentáriosCasamento Coral
Estão abertas as inscrições para a "Caravana Coral" rumo a Bezerros, dia 9 de setembro. Motivo: casamento de Gerrá e Alessandra. Saída do ônibus: dia 9 de novembro, às 8h, do Poço da Panela (defronte ao Seu Vital) Retorno: Após o casamento. Coordenação do evento: Samarone Lima e Naná. Só teremos 50 vagas! Favor mandar mensagens para o Blog do Santinha.
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