Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 17 de agosto de 2006

De volta à agonia?

A torcida agradeceu aos céus após o segundo gol, mas sem Váldson, Adriano e um meia criativo, não tem força divina dê jeito no Santa.

 

Wellington, de Beberibe, marcou sob pressão o bandeirinha Nilson Monção com seu cervafone, um megafone improvisado a partir de um copo de cerveja.

 

por Nunes, jornalista esportivo que precisa manter o anonimato

Bom, estamos de volta à realidade. Dura e cruel. Massacrante, às vezes. A arrancada do início pós-copa nos iludiu. Estávamos tão ansiosos por vitórias que elas vieram – de forma até sensacional – e encobriram as limitações do nosso elenco. Achávamos que seria possível se manter na Série A apenas com a raça, aplicação tática, força. Não dá.

Não dá pra jogar uma Série A só com vontade. Principalmente, porque estamos pagando o passivo de antes da Copa. Édson Di, Washington e Mirandinha são piadas. Precisamos de um camisa 10 urgente. Precisamos exorcizar o último fantasma da campanha do ano passado: Zada. Um reserva que entra sempre mal e ganha o maior salário do clube: 30 balas. É, 30 mil reais.

Embora não pareça, tenho esperança de continuar na Série A no ano que vem. Só que isso não acontecerá se as coisas continuarem do jeito que estão. Temos uma boa base, sem dúvida. Mas precisamos de três ou quatro jogadores com qualidade técnica.

Perder para um São Caetano e um Grêmio (que não é aquele gremiozinho do ano passado, tem qualidade agora) é até natural num campeonato deste. O problema é o time ir perdendo a confiança a cada derrota e expondo ainda mais as deficiências. Batam na madeira três vezes, por favor!

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Entre a paixão e a cegueira

Por Samarone Lima
Amigos corais,lembro de um texto que escrevi poucas horas antes do jogo contra o Goiás Futebol de Regatas. Disse que estava preocupado com o futuro do nosso clube na Série A, lembrei as inúmeras limitações, as fragilidades no time, enfim. Poucas horas depois, com um futebol de pegada e muita raça, o Santa ganhou de 2 x 1.Só não me chamaram de santo. Minha mãe me telefonou, do Ceará, perguntando se tinha alguém falando mal dela, porque sua orelha esquerda estava pegando fogo. Os comentários sobre minha digníssima pessoa, foram para deixar qualquer um na fossa. Cheguei a escrever uma carta de demissão, para o glorioso Inácio França, mas antes disso ele me deu um carão, disse que o torcedor é um ser apaixonado, que vira um menino de 10 anos.

Pois bem. O time venceu o Goiás, venceu o Flamingo, venceu o Timinho e empatou com o time da raposa. De repente, viramos uma máquina, e de vez em quando este velho cronista aqui levava um safanão.

Depois veio a derrota para o São Caetano (não brinco com nome de santo), e ontem, mais uma derrota para o Grêmio das Meninas de Porto Alegre.

Sei que a arbitragem nos prejudicou, que demos azar em alguns lances, sei de um bocado de coisas, mas não vamos brigar com a realidade: o time do Santa está cheio de limitações, e com esse futebol, não vamos a lugar nenhum. Disse e repito que só vontade não ganha jogo. Se vontade ganhasse jogo, o time do Caducos Futebol Clube, do Poço da Panela, onde jogo todo domingo, seria tetracampeão dos torneios de várzea promovidos pela distinta Prefeitura.

O jogo contra o Grêmio de Regatas foi somente um choque de realidade. Somos apaixonados pelo Santa, fazemos loucuras por este time, viajamos, tomamos porres, ficamos tristes, mas nem só de paixão vive uma torcida.

Perdão pela sinceridade, mas temos mesmo um dos piores times da Série A.

Nem por isso deixarei de ir ao Arrudão e empurrar meu time, gritar feito louco e acompanhar a gloriosa Sanfona Coral e os loucos maravilhosos da arquibancada.

Se é para ficar cego, prefiro encontrar com Saulo Profeta, antes do jogo. O cara vira o copo a cada trinta segundos.

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