Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.

Arquivo de Setembro de 2006

Para voltar a ser criança

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por Samarone Lima

Esta foto é a do time campeão de 1972, ou melhor, tetracampeão. Vamos à escalação:

Em pé: Coronel Josias Vasco, Amaury, Evaristo, Detinho, Paggito, Rivaldo, Botinha, Erb, Paulo Ricardo, Cabral, Sapatão, Jerry, Edinho e o doutor Bráulio Pimentel.

Agachados: Santana, Zé Maria, Ferreira, Fernando Santana, Ramon, Luciano e Givanildo.

Vejam o mascote, Carlos Frederico, ou Fred Vagareza, como ficou conhecido, na época do penta. Hoje é o executivo de Informática Fred Arruda, sujeito respeitado pela seu bom-senso e fanatismo pelas cores preta-branca-e-vermelha.
 

Era uma época em que os jogadores se agachavam de verdade, e usavam a camisa mais linda que o Santa Cruz já produziu.

Me dá uma aflição espiritual saber que nasci em 1969, no interior do Ceará, e não pude crescer vendo o Santa campeão, até 1973. É como seu eu tivesse mesmo perdido parte da infância.

Infinita inveja do senhor Carlos Frederico, que nos enviou as fotos com o autógrafo de todo o plantel no verso, publicado logo aí abaixo.

Nunca pensei em ser mascote de nenhum clube, mas agora me veio esta esperança secreta. Quem sabe na próxima encarnação eu consiga nascer no Recife, para entrar no Arruda junto com o Santa?

Desculpem, mas meus sonhos são retroativos ou se prolongam por outras vidas.

Como o Santa é eterno, conseguirei.

Nos deliciemos com a foto, que nos faz voltar a ser crianças.

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Resultado da enquete: Guto, o melhor

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Encerramos a segunda enquete da semana, que teve como objetivo conhecer a opinião dos leitores sobre quem foi o melhor em campo na última partida do Santa Cruz, contra o Juventude. A sequência de defesas - pelo menos duas delas merecem ser adjetivadas como milagrosas - garantiu o primeiro lugar para Guto. O goleiro teve 51% de um total de 71 votos.

Em  segundo lugar, bem distante, apareceu o ótimo volante Augusto Recife, com 12% das opções. Houve três fatos curiosos nesta enquete: Adriano, que nem jogou, foi lembrado por um leitor. A torcida foi considerada a melhor do jogo por três tricolores, enquanto que dois torcedores citaram "aquele lateral-direito" (só pode ser Reginaldo Araújo).

Obs.: Confira todas as enquetes do blog na página Enquetes Anteriores.

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Vozes corais: Ivan Patriota

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Ivan lembra que capangas armados acompanhavam os dissidentes até durante as partidas


O programador Ivan Patriota participou do mesmo grupo que Geraldo Gerrá Lima Júnior, a Confraria Coral, que tentou colaborar com o Santinha durante a gestão de Jonas Alvarenga. Por e-mail ele nos enviou o seguinte depoimento, um emocionado desabafo. Com suas palavras, damos prosseguimento à série VOZES CORAIS, que têm o objetivo de alimentar um debate de idéias sobre os rumos do Santa Cruz.

"Além das pessoas que foram citadas por Geraldo, gostaria de adicionar mais algumas que, mesmo de longe, estabeleciam um contato freqüente com membros do grupo, ajudando-nos com idéias e nas discussões gerais: Paulo Brekenfeld (São Luis, MA) e a turma da Torcida Organizada Besta Fubana, de Brasília."

"Se acredito ser possível  a torcida participar da vida do clube? Com aquelas pessoas (as de sempre), não. Como participar da vida de um clube se nem voz e vez você tem, mesmo atuando lá dentro? Nós até fizemos barulho, mas fomos, a meu ver, usados inescrupulosamente por alguns que se acham mais espertos. Eles queriam uma coisa, mas fizemos outra. Isto irritou bastante o pessoal. Foi aí que percebi que a emoção de torcer pelo Santinha se esvaia a medida em que passava mais tempo dentro do Santa Cruz, pois vivia lá de domingo a domingo."

"Quero deixar claro que foi um grande favor que me fizeram quando tiraram meu nome da chapa do conselho do Mais Querido. Por conta da forma como nosso grupo era tratado, agradeço até hoje de ter saído do Conselho do Santa Cruz. As decepções foram muitas. Desde o momento em que as coisas se tornaram mais difíceis pra gente dentro do clube, eu já comecei a perceber que não dava mais, sobretudo porque minha família, noiva e amigos acabaram em segundo plano. Aí, senti que talvez estivesse no caminho errado.

 De toda forma, não queria sair antes da reunião do conselho onde mostraríamos o resultado do nosso trabalho – a gestão de contas da presidência de Jonas. A confusão foi cinematográfica. Nunca vi tantos seguranças armados numa reunião de conselho. É certo que eles ficaram do lado de fora do auditório, mas será que era preciso mesmo ter gente armada? Eram muitos. Mesmo assim, mantivemos a nossa postura e não demos para trás. Caso o nosso relatório acerca da gestão das contas de Jonas Alvarenga tivesse sido aceito, teríamos dado um grande exemplo para os próximos candidatos a presidente do nosso clube de coração.

A partir deste dia, a vida de alguns de nós, dentro do Arruda, tornou-se um tormento. Para onde íamos tinha um segurança com um rádio nos observando. Chegava a ser cômico, pois enquanto a gente assistia ao jogo, o segurança fica de costas para o gramado nos encarando. Alguns dos meus amigos temeram que algo de pior acontecesse e desistiram, por algum tempo, de ir aos jogos no Arruda.  Dá para acreditar nesse tipo de coisa?

Bem, mesmo com toda essa confusão, vieram as eleições e nossos nomes não estavam listados nas chapa de Mendonção. Como diria Roberto Justos, ‘você está demitido’, mas como disse no início, para mim isso foi um grande favor. Não quero mais participar de nada do Santa Cruz enquanto as pessoas de “sempre” estiverem entranhadas dentro do Arruda. Antes de tudo sou torcedor, sou tricolor".

"Quando lembro das últimas eleições no Arruda, minhas esperanças minguam. As minhas expectativas não são boas, pois sinto que, mais uma vez, a oposição não vai encarar esta e, muito possivelmente, pode haver ‘manobras’ no dia do pleito em prol da situação. Vocês sabem do que estou falando.

Apesar de tudo, eu acho que a renovação passa pelas eleições. Pelo menos começa por ela. Se nesta próxima eleição tivermos um grupo de oposição forte, bem estruturado, com boas idéias e, principalmente, com o compromisso de todos que fazem parte dele, podemos começar a fazer um Santa Cruz profissional, um Santa Cruz de todos os tricolores."

"Se você estiver disposto a ser mais uma folha de alface, sem atitude, sem poder realmente trabalhar por um Santa Cruz mais profissional, vá em frente! Mas, se você estiver a fim de trabalhar sério, os donos do Santa Cruz vão ficar de olho em você, caso sua opinião seja contrária a deles e não vão te deixar trabalhar".

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