Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 7 de setembro de 2006

Vozes corais: Antônio Luiz Neto (parte 1)

antonioluizneto

Antônio Luiz Neto apostaria nas novas lideranças

Da equipe do Blog do Santinha

É preciso ir além das queixas e reclamações. Também não basta gastar horas de especulações mirabolantes sobre complôs dentro ou fora de campo para explicar os vexames do Santa Cruz no Brasileirão. Com essas convicções, a equipe do Blog do Santinha decidiu alimentar o debate sobre o futuro e as possibilidades de mudança no Mais Querido.
 
A partir de hoje, o blog irá publicar uma série de entrevistas com tricolores que participam ou já participaram ativamente da vida do clube. A idéia é, prioritariamente, dar voz a quem conhece a realidade de coral, mas não encontra espaço para colaborar.
 
É nossa pretensão escutar também integrantes da atual diretoria tricolor. Por isso, é preciso esclarecer que, desde janeiro deste ano, tentamos entrevistar o presidente Romerito Jatobá, seja por meio de contatos feitos com o diretor de futebol Henrique Melo ou com o assessor de Imprensa, Álvaro Claudino. Nunca obtivemos respostas.

Um comentário feito por um internauta, há alguns dias, a respeito da impossibilidade de Antônio Luiz Neto (candidato de oposição nas eleições de 2004) fazer diferente nos levou a escolher como primeiro entrevistado o ex-presidente do Conselho Deliberativo do clube. Abaixo, a entrevista concedida a Inácio França.

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Blog - Um do leitores do blog escreveu que, por conta das dificuldades financeiras do Santa Cruz, se o senhor fosse presidente do clube, dificilmente o clube estaria na mesma situação no Campeonato Brasileiro. O que seria diferente caso a diretoria do clube fosse outra?
 
Antônio Luiz Neto -

A primeira diferença seria o reestabelecimento das condições para proporcionar uma efetiva participação dos ex-presidentes, ex-dirigentes e conselheiros. Um clube que atingiu a grandeza que tem hoje por meio de esforços coletivos não poderia, jamais, ter seu perfil administrativo modificado para administrações personalistas como a atual. Seria diferente porque o presidente iria garantir a oportunidade de surgimentos de novos quadros de liderança no clube, afinal hoje o Santa Cruz possui um grande número de torcedres que ocuparam espaços em diversos setores da sociedade. O crescimento patrimonial do clube e as conquistas nos anos 70 e 80 foram proporcionais à mobilidade social da torcida tricolor. Por essa razão, é inadmissível que promotores públicos, juízes, comerciantes, médicos ou industriais fiquem de fora da vida do clube.
 
Mas isso seria o suficiente para garantir um futebol forte?

Nossa idéia era transformar as divisões de base do Santa Cruz numa empresa com administração isolada do restante do clube, gerenciada profissionalmente e aberta a investidores. Nesse modelo, as contribuições dos sócios e dos conselheiros seriam cotas de investimento. Os resultados só apareceriam a médio e longo prazo.
 
Mas a torcida quer resultados imediatos…

É lógico. A emoção e o imediatismo são a tônica do futebol. o departamento de futebol . Para atender à essa urgência, o departamento do futebol profissional precisaria ser autônomo, conduzido por dirigentes com credibilidade devidamente assessorados por profissionais competentes. Foi assim na segunda metade da década de 1970, quando havia vários personagens, tanto diretores quanto bons gerentes de futebol. Informalmente foi assim que funcionou em 2005, quando o grande profissional que é Édson Nogueira atuou como gerente profissional, apesar de formalmente ocupar a vice-presidência do clube. Esse modelo funcionaria enquanto as divisões-de-base não desses frutos.
 
…continua amanhã.
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