O casamento coral do século
Alê e Gerrá nas bodas em Bezerros

Tricolor beija tricolor

A noiva sem cabeça. E a fotógrafa Tereza acha que fez "a foto"

O neolatifundiário Gerrá começa a aloprar
Amigos corais,
demos uma pausa naquele clima de fossa e depressão que estávamos vivendo, para a cerimônia de casamento de Gerrá Lima, zabumbeiro da Sanfona Coral, com Alessandra Malvina, que toca triângulo no mesmo trio. O evento aconteceu neste sábado, numa fazenda gigantesca, perto de Bezerros, onde tremulava uma imensa bandeira do Santa Cruz Futebol Clube. A fazenda era tão grande que só chegamos ao local graças à ajuda de dezenas de placas e uma bússola coral, fornecida pela organização do casório. Gerrá pretende doar 15% das terras para seus amigos do MST. Aguardemos.
Para a felicidade geral dos convivas, se falou muito pouco, eu diria quase nada, de futebol. O local estava entupido de tricolor até a boca, mas registramos a presença inoportuna de alguns rubronegros enfadados e um raquítico torcedor das barbies, devidamente fantasiado. Faltou pouco para levar uma sonora vaia. Lá pelas tantas, a noiva, cheia dos paus, puxou várias vezes o hino do Santa, sendo acompanhada por toda a massa. Evitamos palavrões contra os adversários para não alterar muito, mas vontade não faltou.
Informo que a cerveja gelada corria de rodo. Dona Rita Azevedo (Valadares a partir de dezembro, pois) dominou os pedidos de tira-gosto. Enquanto uma imensa fila, apelidada de "Fome Zero", caminhava lentamente rumo à comida, ela interrompia as moças com suas travessas e dizia:
"Fia, deixa um pouquinho para a gente".
Não sabemos que parte do cérebro é afetada por esse singelo "fia", mas o fato é que metade das travessas ficavam na mesa da malandragem. De forma que passamos bem, sem precisar sair do canto. O melhor era saber que ao final, não teríamos aquele infortúnio da conta. O Senhor Marcel Tito, em clima de "Despedida em Las Vegas" (tomou 10 litros de whisky nas férias, em Petrolina), dominou o setor de bebidas, ao lado do cada vez mais sedento João Valadares (Azevedo a partir de dezembro também). Não sei qual era a tara dos garçons, que só queriam me empurrar Nova Schin. Era uma covardia generalizada: Nova Schin morna para mim, Antarctica geladíssima para os dois marginais.
O senhor Naná, responsável pela gloriosa Kombi Coral, repetiu sua fórmula de sempre: empurrou o pau na cerveja e na cana, com a sede que lhe é peculiar, e antes do primeiro tempo do casamento, já cochilava. Oswaldo Titio e Luís Nunes Diazepan não puderam comparecer, desfalcando nosso glorioso elenco de apoio. O digníssimo Inácio França não foi sequer relacionado para o evento, porque seus pais vieram de Natal para visitá-lo. Representei o Blog do Santinha com uma máquina emprestada, e tirei fotos horríveis, como vocês já devem ter visto
Stênio, nosso lendário preparador físico, foi o único a destoar da multidão coral. Em plena farra, queria porque queria ir a Bezerros, à caça de uma TV, para assistir Ponte Velha X Santinha. No meio daquela felicidade, ele tinha que lembrar que o Santa iria jogar? Como se tivéssemos combinado, desconversamos e a conversa ficou por ali mesmo. Stênio é aquele típico sujeito que não teve infância, e fica querendo recuperar o tempo perdido.
O clima do casamento esquentou mesmo com o arremesso do buquê, pela já casada Alessandra. Ela se revelou péssima neste esporte, sapecando o ramalhete no chão. Não, amigos, não foi um arremesso, mas uma agressão às flores. Algumas mulheres deram desesperados vôos rasantes, para alcançar a tão sonhada peça, e por pouco não registramos ferimentos graves e contusões diversas. Não tomei nota da ganhadora do troféu.
Diante da ausência cada vez mais freqüente da Sanfona Coral, os noivos prepararam uma surpresa e tanto. Nada mais, nada menos, que o lendário Azulão. Ele chegou à faznical numa praça de Bezerros. Quando ele puxou a primeira música, Michele Cruz por pouco não desmaiou. Foi aí que descobri que o sanfoneiro tem um enorme fã-clube. Seu futuro marido (de Michele, não de Azulão), Douglas, dava pulos a dois metros de altura. A canja dele durou mais de uma hora, e foi o momento culminante da festa. Neste momento, já se percebia os primeiros mamadinhos. Naná começou a acordar e perguntou aonde estávamos.
Notinhas sociais corais
A estilista Ritinha arrebentou no look e arrasou os tira-gostos
Naná, antes de arriar
A fila do Fome Zero

Emília e Marcel são apenas bons amigos?
Rita Valadares abalou com seu vestido, cujos estilo e autoria desconheço, mas deve ser da empresa dela mesma, que está fazendo o maior sucesso. Alguns óculos escuros também caíram bem na fita. A moda agora é "óculos-basculantes", aqueles imensos, que dão um ar meio noir.
Os tomara-que caia também dominaram o evento, com destaque para as senhoras Emília Miranda e Macksandra Costa. Informo que nenhum deles, para infelicidade da massa presente, chegou a cair.
A festa estava tão organizada, que tinha até banheiro para idoso. Informo que o utilizei algumas vezes, quando estava vazio. Em nenhum momento nossa reportagem do Blog do Santinha registrou a falta de papel higiênico.
O filho do rubronegro César Maia está cada vez mais com cara de tricolor.
O senhor João Peruca Henrique e sua sócia, Manuca, chegaram somente às 16h22. No caminho, encontraram uma bandeira do Santa Cruz, que o senhor Nana, deixou cair de sua famosa Kombi. Como a bandeira é minha, peço a devolução imediata, devidamente lavada.
Após o almoço, os convidados se esbaldaram em uma mesa só de doces, feitos na região. A longa fila tinha 93% de mulheres, com os olhos maiores que a barriga. Muitas terão que malhar, a partir de amanhã.
Por conta da minha carona, que teve que trocar a correia dentada, as calotas, abastecer, tomar banho, abastecer de novo, parar para comer coxinha, entre outras coisas, cheguei somente ao final da cerimônia religosa. Desta forma, não pude ler o texto que tinha preparado para o casal. Emília me disse que o padre me chamou no microfone, mas eu não estava. Foi mal, seu padre. Aproveite e reze pelo Santa Cruz.
Foi registrada a presença do senhor Bacalhau, direto de Garanhuns.
Informo que saí de mansinho, ao crepúsculo. Pelo rádio, ainda acompanhei o segundo gol da Macaca. Foi uma brutal volta à realidade.








