Para onde vamos?

Uma dúvida paira no ar das cabeças corais. Para onde vamos?
Não, amigos, não estamos falando do nosso incertíssimo futuro político do Mais Querido. A questão é mais complexa e filosófica: Para onde vamos, antes de cada jogo do Santa? Onde tomaremos umas, para afogar nossas mágoas futebolísticas?
O fechamento da Colosso, no domingo de jogo do Santa, foi uma decepção completa. Todo bêbado, o mais vagabundo, é respeitado pelo boteco onde bebe. Pode chegar tropicando, sem uma banda no bolso, cheio dos quequéus, que o dono reconhece o camarada.
"Esse aqui tem milhares de milhas no meu balcão, precisa ser bem tratado", diz o velhote, seja qual for, puxando a milésima saideira.
Pegos de surpresa com o fechamento da afamada churrascaria, no momento em que mais precisávamos dela, ficamos à deriva. Todos que passavam defronte à Colosso, naquele domingo, sentiram um amargo na boca. Era uma imagem fúnebre. Os torcedores, desprevenidos, se alinharam em botecos desconhecidos ou jamais frequentados. Muitos santa-cruzenses foram flagrados bebendo em pé uma Nova Schin meio morna. Ninguém merece.
Como toda grande torcida, no dia seguinte, já se podia escutar as primeiras reações.
"Temos que encontrar nosso ponto de referência".
Surge na dianteira o "Amarelinho", do outro lado do canal.
A concorrência está aberta.
Precisamos muito cuidado e discussão nessa hora. Nada de precipitações. O sujeito pode até mudar de mulher com frequência, mas mudar de boteco é uma decisão que exige sabedoria e prudência. São questões filosóficas e existenciais.
Aguardemos as ponderações, de norte a sul do Brasil.









