Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 14 de novembro de 2006

O besteirol de Alberto Lisboa

Nas partidas contra o Cruzeiro e o São Caetano, o candidato Alberto Lisboa mandou distribuir um folder, impresso em papel couché, entre a torcida tricolor. Além de uma foto do candidato na frente da sede da CBF - usando uma estética cafona-provinciana para demonstrar intimidade com os poderosos do futebol -, o candidato da ditadura propõe uma das mais absurdas (e, por que não, engraçadas)  "soluções" para o futebol da Santa Cruz: a realização de pré-temporadas em países com pouca tradição no futebol com o objetivo de promover um "enriquecedor" intercâmbio cultural e esportivo. Pelo menos ele é sincero e admite que o intercâmbio será enriquecedor.

Com o sincero propósito de ajudar Alberto Lisboa a montar um roteiro de viagem para o time antes da temporada 2007, colocamos no ar uma nova enquete .

Encerramos também a enquete anterior, que teve a participação de 143 internautas: 89% dos leitores do blog acreditam que Romerito, Caixero e José Neves devem, a partir do próximo ano, ganhar a vida bem longe do Arruda. Outros 6% afirmaram que eles deveriam ficar no clube e transmitir experiência para as novas gerações. Cinco por cento afirmaram que seria melhor eles se tornarem conselheiros vitalícios.

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Nada de novo há, no rugir das tempestades…

Por Samarone Lima, da equipe do Blog do Santinha

Não, amigos, não estou com essa inspiração toda, a essa altura do campeonato, para escrever um título que fala do "rugir das tempestades". É um pequeno trecho de um poema do Maiakóvsky, meu grande amigo russo.  Me parece a síntese do momento em que vivemos. Aqui vai uma confissão: sinto uma enorme frustração com tudo o que vem acontecendo nos bastidores do Santa.

Fizemos o mais difícil. Acordamos a torcida. Abraçamos o Arruda. Depois de desafiados publicamente, reunimos a oposição, apresentamos nosso carro-chefe, nossa chapa, acompanhada por uma legião de apaixonados, dispostos a usar mais razão que paixão, nos caminhos do Santa Cruz.

Minha frustração aumenta quando acompanho, dia-a-dia, a movimentação corajosa, articulada, dinâmica do Movimento Unido vasco, que tenta arrancar outro ditador da direção de um clube de futebol, Eurico Miranda. Basta consultar o site www.muv.com.br para ver a lista nominal de todos os sócios aptos a votar (por categoria), muitos dias antes do pleito. Ao invés de reuniões com Eurico, os advogados foram atrás do Ministério Público. A eleição foi disputada voto a voto, está um pau tremendo, e o troço pode terminar sendo definido pela Justiça.

Lá, eles enfrentam um problema a mais: Eurico Miranda tem seu curral eleitoral, tem votos. Tem gente que está gostando do desempenho futebolístico do clube, que luta para entrar para a Libertadores, e fim de papo. Ou seja, a batalha da oposição é dupla: para ter uma aleição limpa, honesta, e ganhar votos.

No Santa Cruz, o desafio da oposição seria apenas um: lutar na Justiça por eleições limpas. A turma que está tentando se reeleger tem garantido o desprezo de sua imensa torcida. O clube vive um dos momentos mais trágicos de sua história, nos aspectos éticos, administrativos e de caráter. Numa disputa limpa, a chapa da oposição ganharia de lavada. Se perdesse, em uma nova fraude, seria um novo escândalo. O desgaste seria completo. Seria o fim da linha, de forma vergonhosa.

Mas nada de novo há, depois do nosso rugir, depois das tempestades. As reuniões de bastidores se seguem. Sabemos de pouca coisa, e a eleição voltou a ficar restrita aos bastidores. Uma massa crítica, mobilizada, disposta a contribuir, fica tentando encontrar notas na internet, nos jornais, à procura de algo sobre as eleições.

Se fizerem a tal composição, lamento muito. Vai ser o famoso "nem mel, nem cabaça".  

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