De repente, tudo mudou e a importância da volta dos mascotes
Samarone Lima, da equipe do Blog do Santinha
Estou aqui em Petrolina, terra do glorioso Marcel Tito, e constato algo fundamental: a torcida do Santa Cruz voltou a andar de peito estufado. Nos últimos 21 dias andei viajando pelo Semi-Árido Brasileiro, que por sinal é imenso, e me deparei com camisas do Mais Querido em rincões os mais distantes. Saímos da humilhante situação de lanternas do Brasileirão para o exemplo de uma torcida capaz de tomar seu clube nas mãos, e mostrar sua grandeza.
Em todo canto, buscava alguma novidade sobre o Santa. No Blog, pela primeira vez, as notícias boas fazem parte da pauta, e chegam aos borbotões. Colaborações, ajuda, cooperação, espírito de equipe, torcedores que estavam distantes, solidariedade, enfim. Ganhamos até um novo editor, o senhor Anízio das Olindas.
Estava em um hotel, em Sousa, creio, um calor filho da puta, dando uma breve relaxada em uma caravana do Unicef, quando o Globo Esporte mostrou uma longa matéria sobre o Santa. Corri, espanquei a porta do quarto do Inácio (que também estava na carona) para avisá-lo, mas nada. Vi Gerrá dar uma entrevista, vi a gloriosa Sanfona Coral, vi o nosso presidente falar da ajuda que estava recebendo da torcida, até do torcedor mais fodido, e me emocionei.
No restaurante, vi Inácio.
"Visse que coisa linda no Globo Esporte?", perguntou, com os olhos brilhando.
Ficamos conversando sobre isso. Sobre como a maré virou. Saímos de um período sombrio, de falta de projetos, para um novo momento, que envolve a massa tricolor.
De repente, tudo mudou. Eu não gosto dessa frescura toda de Natal, mas vamos e convenhamos: nós ganhamos um presente maravilhoso neste fim de ano.
Ganhamos o Santa Cruz de volta.
Só uma coisa virou minha obsessão: quero ver de novo o Santa entrar em campo com uma multidão de crianças. É preciso resgatar a gloriosa missão do mascote.
Como nosso vice-presidente já foi mascote, nos anos 70, tenho certeza que ele vai pensar nisso.
Já estou inclusive arrependido por não ter tido filho ainda. Como diz João Valadares, dá vontade de ter um filho só para levar ele ao estádio.
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