Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 11 de janeiro de 2007

O espetáculo do crescimento

A audiência do Blog do Santinha continua crescendo. Mesmo cientes da nossa preocupação em manter a qualidade dos textos e o espírito crítico, ficamos surpresos com a quantidade de acessos. Afinal, é preciso considerar que não estamos vinculados a nenhum dos grandes portais regionais.

No quadro abaixo e no gráfico do sistema Webalizer que reproduzimos acima, é possível avaliar o crescimento. O grande número de acessos nos meses de novembro e dezembro é compreensível, pois foi exatamente o período de maior efervescência política do clube, mas em janeiro a curva continuou ascendente, apesar de ser um mês de férias ou de recesso de várias categorias profissionais.

A tabela registra as visitas a partir de setembro, quando foi concluída a transferência para o atual endereço e apresentada a nova programação visual.

MÊS

Visitantes únicos por dia

Soma mensal dos visitantes únicos

Page views  (Total de acessos diários)

Soma  mensal  das page views (Total de acessos mensal)

setembro/2006

390

11.712

1.711

51.338

outubro/2006

523

16.238

2.265

70.229

novembro/2006

616

18.482

2.890

86.713

dezembro/2006

822

25.512

4.166

129.154

janeiro/2007
(até o dia 10)

826

 9.089

4.277

 47.055

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Reencontros (3): Rodolfo Aguiar

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O adolescente setentão

por Inácio França

Conheci Rodolfo Aguiar em novembro de 2004, nas reuniões da chapa de oposição encabeçada por Antônio Luiz Neto. Ele sempre chegava acompanhado de José Nivaldo de Castro, seu colega da época do colegiado, nos anos 70. Em seu rosto, a desesperança e a tristeza possuíam cadeira cativa. Aos 72 anos, o ex-presidente Rodolfo Aguiar era um homem triste.

Meses depois, junto com Samarone, decidi entrevistá-lo. Rodolfo falava do clube com amargura, como se tratasse de uma mulher amada que jamais retornará. Ou como se, durante uma briga, tivesse escutado as juras de morte de um irmão de muito querido. Há dois anos, o Santa Cruz fazia parte do seu passado.

Os acontecimentos de 1º de dezembro o transformaram novamente no adolescente que caminhava da Tamarineira para ver os treinos na avenida Beberibe. Na posse do novo presidente, ele saltava do palco para cumprimentar velhos e novos amigos no auditório. Nas últimas semanas, raras foram as vezes em que apareceu no escritório da sua construtora. Seus filhos terão que cuidar dos negócios. Ele precisa dar ouvidos aos chamados do seu coração, que o empurra para o Arruda.

O Santa Cruz aparece com destaque em todos os planos que Rodolfo Aguiar faz para seu futuro.

“O momento não é de parceria entre o clube e a torcida. O momento é de total cumplicidade”, costuma repetir, com gosto para frases de efeito.

Ele se escalou para contribuir com a área patrimonial, mas também foi escalado para integrar a comissão que irá reformar os estatutos do clube. Obcecado pela futuro do clube, ele acredita que é preciso criar mecanismos que garantam a renovação de quadros dirigentes, capazes de oxigenar o clube. “É preciso ajustar os estatutos àquilo que é democrático. É preciso conceber um estatuto de inclusão e nós estamos vivendo o momento ideal para o exercício da democracia”.

Ele teme que, mais uma vez, alguém se aproprie do clube que pertence ao povo.

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