Lembrando 2004 e uma torcida de verdade

O estupendo bandeirão da Inferno Coral emocionou a torcida e calou os adversários cor-de-rosa antes do jogo começar (a foto é de Robson Sena)
por Inácio França
Pra começo de conversa: perdão pelo atraso. Os leitores não devem ter entendido nada, afinal o time ganha o clássico contra o freguês de sempre, o futebol começa a melhorar, a esperança retorna aos lares tricolores e o Blog do Santinha paralisado, nem aí para tudo isso.
Gastarei umas poucas linhas pra explicar: estou priorizando a presença dos meus filhos, que retornam para a casa da mãe, no vale do rio Araguaia, depois de amanhã. E dois filhos carentes de pai, tomam tempo e paciência. E Samarone… bem, Samarone sumiu, ninguém sabe ninguém viu.
Vamos ao que interessa.
Antes da partida começar, eu tinha me programado para, em caso de vitória tricolor ou mesmo de empate, recordar o que acontecia no mundo em junho de 2004, data da última vitória da barbie sobre o Santa Cruz.
Por exemplo, na última vez em que os alvirrubros ganharam dos tricolores, o governador era Jarbas Vasconcelos. Cadoca e Jacilda Urquiza lideravam as pesquisas para as prefeituras do Recife e Olinda.
O You Tube ainda não existia. E o iPod ainda nem era vendido no Brasil.
Da última vez em que o Santa perdeu pro time cor-de-rosa, ainda nem tinha acabado o prazo para quem a migração dos usuários dos planos de saúde.
Da última vez em que eles ganharam, Jorge Henrique ainda jogava com a camisa de vermelha-e-branca (depois ele foi pro Atlético-PR, Ceará, Santa Cruz…) e um tal de Kelson jogava no Santa Cruz. Alguém lembra desse sujeito?
Bem, antes do jogo começar pretendia acabar o texto por aqui. Mas o comportamento da torcida tricolor mudou meus planos.
O que esperar de um clássico entre um time que acaba de subir para a primeira divisão depois de 11 anos e outro, que acaba de ser rebaixado de forma humilhante e, ainda por cima, dois pontos atrás na classificação? Qualquer sujeito com um mínimo de bom senso, diria que a torcida rebaixada estaria em menor número, acuada e envergonhada. Os torcedores que subiram, deveriam estar eufóricos, loucos para tripudiar dos rivais.
Ontem, no Arruda, nada disso aconteceu. Toda vez que os alvirrubros tentavam dar aqueles gritinhos “ene-a-u…” eram abafados na terceira letra por um vigoroso “tri-tricolor”. Isso, antes mesmo de começar o baile de Marco Antônio.
A torcida do Santa parecia renovada, com alegria e esperança novinhas em folha, ainda na embalagem. O bandeirão da Inferno intimidou os rivais, torcedores ou jogadores. Quem foi ao Arruda vestido com apenas duas cores, saiu de lá apavorado. Poucos voltarão.
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Para lembrar nossa série invicta contra a barbie: 3 x 2 (Aflitos, estadual 2005, 1º turno), 2 x 1 (Arruda, estadual 2005, 2º turno), 3 x 1 (Aflitos, segundona 2005, turno), 2 x 0 (Aflitos, quadrangular da segundona 2005, jogo de ida), 1 x 0 (Arruda, quadrangular da segundona 2005, jogo de volta), 2 x 0 (Arruda, estadual 2006, 1º turno), 3 x 3 (Aflitos, estadual 2006, 2º turno) e 2 x 0 (Arruda, estadual 2007, 1º turno). Oito jogos: sete vitórias, um empate.
Confira as imagens de mais uma vitória contra a barbie rosa no
álbum de fotos do Blog:
http://www.blogdosantinha.com/fotos/album/santaxbarbie-28012007/









