Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 22 de fevereiro de 2007

É de fazer sorrir

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Bacalhau, agora em formato de boneco gigante

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Nas ladeiras de Olinda, Gerrá fotografou os pirralhos Vinícius e Tiago

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O Santinha no Galo, no olhar de Chico Barros

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Tinha tanto tricolor no Galo da Madrugada que dava pra entrar no Livro dos Recordes (foto de Chico Barros)

Em plena depressão após mais uma derrota acachapante, a alegria chegou e abarrotou nossos endereços eletrônicos: Chico Barros, fotógrafo dos bons, aproveitou o Galo da Madrugada para clicar tudo quanto é tricolor ou símbolo coral que aparecia diante de suas retinas. Entre uma foto e outra da multidão brincando o carnaval, encomendadas por clientes no Brasil inteiro,o sujeito aproveitava e ia registrando a paixão coral pelas ruas do Recife.

O zabumbeiro Gerrá cismou com dois garotinhos nas ladeiras de Olinda. Pra onde os pirralhos tricolores iam, ele ia atrás fotografando. Vinícius e Tiago são os nomes deles. Vinícius é o galeguinho, Tiago o de cabelos pretos. Se não for isso, Tiago é o galego e Vinícius, o moreno. Das duas, uma.

Direto de Garanhuns, Marcos Granja, organizou uma vaquinha entre empresários da cidade para fabricar o boneco gigante em homenagem a Bacalhau, o tricolor mais famoso do agreste pernambucano. Marcos também pede para anunciar que, em breve, o boneco vai marcar presença no Arruda em tudo quanto é jogo da série B.

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É de fazer chorar

por Inácio França

Me arrastei do Arruda até minha casa. Quilômetro e meio de tristeza. Não exatamente por causa da derrota, mas por causa da certeza de que os jogadores do Santa estão destruindo com os pés aquilo que, desde o primeiro dia de dezembro, um bocado de gente boa está tentando reconstruir com as mãos (e com o coração).

Ainda na sala de casa, minha mulher ficou espantada com o que viu. Só a ausência dos meus filhos me deixa tão triste, com a cara tão arrasada. Demorei a dormir e precisei ler um capítulo quase todo do livro do Ricardo Kotscho para dar sono.

Acordei me questionando: escrever o quê? Falar da sensação de estar acuado e que o parece ter entrado num beco sem saída? Procurar um culpado? Não, não vou entrar no lugar-comum.

O problema é que, há quase um ano, esse blog se transformou num muro de lamentações. É difícil procurar matéria-prima para escrever depois de 12 meses levando lapada. Se as derrotas fossem coisa nova, poderíamos reclamar, ir buscar as fofocas dos bastidores, encontrar as possíveis explicações. Já fizemos tudo isso várias vezes. Encheu o saco.

Quem tem um time dentro do caração, o transforma em mais uma razão para viver. Vitórias, derrotas e empates se alternam, mas o suor na camisa dos jogadores lubrifica as conversas. Jogadas e gols perdidos tornam a vida mais interessante nos dias que seguem. A alegria e a tensão nas arquibancadas embalam a ilusão de que a vida é muito mais que salário, trabalho, prestações, dinheiro da passagem, corre-corre, feira no final-de-semana.

Tanta tristeza acumulada, continuada e repetida, torna a vida sem graça.

Lamento, mas é assim que estou: sem-graça.

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