Coisa e Barbie trocam tapas. O Santa é punido.
FPF de Carlos Alberto prejudicou os sócios do Santa Cruz
Sem outro assunto mais relevante, os jornais do dia seguinte fizeram o quiproquó de sempre. Qual seria a consequência mais coerente? A Federação dar uma advertência para o clube mandante, que resolveu vender ingressos para os adversários dentro da sua sede social. Nada mais do que uma medidazinha administrativa qualquer. Certo? Errado. Quem acabou punido foi o Santa Cruz Futebol Clube, que não teve nada a ver com o arranca-rabo entre uma mulher a beira de um ataque de nervos e uns desocupados que matavam o tempo no interior do clube ao qual são associados.
Acontece que a FPF, ou melhor, Carlos Alberto Oliveira, achou por bem superestimar o tal arranca-rabo e, sob esse pretexto, proibiu a venda de ingressos no interior da sede social dos clubes durante o campeonato estadual. E não abriu exceção nem mesmo para a venda exclusivamente para ingressos para sócios. Um contra-senso tamanho GG.
O Santa Cruz apelou. Antes do carnaval, a diretoria enviou um ofício pedindo que a venda dos ingressos para as sociais fosse permitida, afinal o clube investiu R$ 42 mil na compra de terminais, impressoras, cabos e mão-de-obra para converter os camarotes do salão de festas, no primeiro andar da sede, em guichês de venda de ingressos. A resposta veio no mesmo dia com apenas uma palara "indeferido". E pronto, sem cortesia nem educação, como, aliás, é típico do truculento coronel do asfalto que é "dono" da FPF.
Agora não há tempo, condições técnicas nem dinheiro para adaptar os guichês que dão para a rua das Moças, Beira-canal ou avenida Beberibe, pois seria preciso computadores para assegurar a venda para os sócios em dia. Prejuízo para o clube, desconforto para os sócios e alegria dos cambistas, sob o patrocínio de Carlos Alberto Oliveira e sua Federação.
Torcedor Coral – No último jogo, a torcida demonstrou toda a sua insatisfação com o time, inclusive vaiando e gritando olé quando a Ulbra tocava a bola. Como você se sentiu diante da reação da torcida?
Sylvio Belém – O time estava fazendo uma péssima partida e acho que o torcedor agiu no seu papel. A torcida tinha razão. Se eu estivesse na condição apenas de torcedor talvez fizesse o mesmo.
Torcedor Coral – Por que em 2005 esta mesma diretoria conseguiu formar um time tão competitivo e agora as coisas ainda não engrenaram?
Sylvio Belém – Em 2005, havia uma espinha dorsal e a necessidade era de reforçar o elenco. Agora a situação é diferente. Os jogadores são novos e não havia qualquer entrosamento. É difícil começar do zero. Alguns jogadores que vieram são experientes, mas não conseguiram mostrar um bom futebol. Mas com serenidade, vamos fazer os ajustes necessários para tornar nossa equipe competitiva.







