Cem anos de solidão

Na entrada para as sociais, o coração acelera
Por Dimas Lins
Beleza pura

Lulinha, em primeiro plano, de camisa de listras horizontais de sócio diamante
por Inácio França
Eram 9h da manhã de ontem, domingo, quando o ilustríssimo diretor social do Santa, o senhor Luís Alberto, mas conhecido pela alcunha de Lulinha, me ligou:
- Inácio, é Lulinha. Te acordei?
- Acordou..
- Tem nada não. Telefonei pra dizer que estou indo lá pro Arruda, pra dar expediente. Se der, aparece lá.
- Tá, mas…
- Ah, e avisa aos leitores do blog que, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, as funcionárias do Santa Cruz receberão tratamento de pele, facial, de rejuvenescimento, tudo grátis. Depois, as esteticistas vão ficar no clube, atendendo as associadas até a hora do jogo contra o Serrano.
- Como é que tu arrumasse isso?
- Minha mãe é esteticista. Aí ela e mais duas amigas tricolores resolveram dar uma dia de serviço pro Santa.
- Como é o nome da tua mãe?
- Hilda… Hilda Marques.
- E os nomes das amigas dela?
- Sei não… aparece no Arruda. Precisamos ocupar o espaço, aquele clube é nossa segunda casa. Precisamos estar sempre lá…
- Me deixa dormir, porra…
- Tá bom. Tchau.
Lulinha é assim, se deixar, ele fala o dia todo. Mas trata-se de uma figura ímpar, um dirigente completamente diferente daquilo que nos acostumamos a chamar de cartola, cheio de idéias inovadoras. Estamos devendo uma matéria sobre seu trabalho no Departamento Social, mas, enquanto isso, publicamos a informação do tratamento de beleza para as funcionárias e sócias. São esses pequenos gestos que deixam claro: no Arruda, há pessoas que encaram os outros como seres humanos e não como gado.
Pronto Lulinha, taí seu recado.
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Ainda hoje: Cem anos de solidão, por Dimas Lins
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