Não acredito em bruxas, mas…
por Paulo Araújo, advogado e procurador do Estado
Já tive a honra e o prazer de ter um texto meu publicado neste famoso Blog do Santinha. Corria o “distante” ano de 2006, o Santinha só fazia levar pancada na Primeira Divisão e eu já defendia a contratação de um apoio externo, que podia ser um psicólogo, uma empresa de marketing, um profissional de auto-ajuda, um pai-de-santo, um padre, etc, qualquer possibilidade que tirasse o complexo de inferioridade de dentro do Arruda – sou da opinião que fomos rebaixados no Brasileirão menos pela qualidade dos atletas do que por fatores outros como esse complexo, como desorganização administrativa e atraso de salários.
Veio a espantosa e maravilhosa vitória da oposição em dezembro do ano passado, o Arruda voltou a ser nosso, Givanildo Oliveira voltou, a Diretoria de Futebol vitoriosa de 2005 voltou, ou seja, tudo parecia correr de encontro a um ano maravilhoso para o Santinha. Infelizmente, até agora as coisas não têm andado bem, ou pior, somente “a coisa” é que tem andado bem.
E agora com mais gravidade, pois enquanto levávamos porrada do sanpaulo, do internacional, tínhamos desculpas; levar virada da cabense dentro de casa, apanhar do central, porto, vera cruz e outros congêneres (tá bom, não perdemos para as susies imbecis, mas aí seria desgraça em excesso) é simplesmente inexplicável.
Não me venham dizer que Givanildo não sabe montar times, que a Diretoria de Futebol não entende de futebol, que a Diretoria não tem dinheiro para contratar, que os jogadores contratados não prestam, que tem panelinha no Arruda, nada disso é verdade. EU DESCOBRI A VERDADE e agora não adiantam mais as alternativas de solução do passado.
O goleiro Flávio alertou-me para o que verdadeiramente está acontecendo no Arruda! Sim, a abertura do 2º turno, quando perdemos para o time da jardinagem bonita, foi esclarecedora: macumba, meus irmãos. Tem macumba no Arrudão. Flávio pegou na bola pela primeira e única vez naquele jogo aos 15 minutos e já foi para se machucar, um minuto após Marco Antônio ter saído de campo, isto é, duas substituições no começo do jogo.
Aliás, Flávio é quem mais sofreu com a desgraça do serviço de magia que foi implantado no Arruda, pois ia estreiar como titular no começo do Pernambucano e se machucou; quando tem nova chance, após mais de um ano de banco em um timinho do Estado, ocorre o que ocorre, prova cabal do que estou falando (e comprovando).
Senhores, o destino do Santa Cruz está mais que nunca em nossas mãos! Sal grosso é a solução. Tenho que vários quilos de sal grosso despejados pelo Arruda, em especial no banco de reservas do Tricolor, fará a limpeza de que precisamos. Já consultei vários especialistas no assunto e o sal grosso foi a solução possível para a torcida (existem outras). Água benta, benzida há pouco tempo, e galhos de Arruda também ajudarão.
De minha parte, vou levar a grande estrela do campo místico que conheço: o Preto Véio Creodonor. O caboclo é de responsa, pois no seu currículo constam vitórias tais como casamento para mulher pobre e feia, aprovação em concurso público sem estudar, empréstimo para desempregado, mulher ciumenta liberando marido para brincar o carnaval sozinho e tantos outros trabalhos (sempre para o bem, saliente-se), tanto sucesso que só arranjei um tempo na agenda lotada do Preto Véio Creodonor por conta de amigos influentes que tenho.
Contra o serrano eu não tenho dúvidas: Creodonor vai garantir a nossa vitória, o Santinha vai ganhar, até porque eu vou levar, além do sal grosso, de galho de arruda e da água benta, oferendas para ele. O Preto Véio vai adorar também por ser um apaixonado pelo sexo feminino (é grande pegador na outra dimensão) e vai ter muita mulher por ser gratuita a entrada dela no jogo (Dia Internacional das Mulheres).
Por precaução, no entanto, e só por excesso de cautela, é bom que a torcida compareça em peso e que apóie o time como até agora não fez por não ter motivo para fazê-lo, que Gottardi feche a barra, que Hugo jogue o que sabe, que Cleisson mostre o que ainda não mostrou, que os Carlinhos sejam os destaques, que Marquinhos corra o jogo todo, que Marcelo Ramos aumente sua artilharia e que o Professor Charles Muniz, homem muito religioso, mostre como é que é um time que joga com a camisa do Santa Cruz. Só para garantir que iremos vencer.
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Vale a pena ler a Folha de Pernambuco de amanhã, quinta-feira.
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