Pra que jogo de dois tempos?
Por Samarone Lima, da equipe do Blog do Santinha.
O dia estava perfeito. A velha Kombi Coral voltou a sair do Poço lotada até a tampa, com um reforço: sete meninos que iriam entrar como mascotes do Mais Querido. Na sede do clube, aquela animação, com Gerrá puxando um abaixo-assinado para encaminhar à Federação. A malandragem de sempre toda por lá, cerveja na canela. Os meninos do Poço estavam eufóricos.
Começa a partida. Damos um baile. Daqui a pouco, já estamos ganhando de 4 x 1. No intervalo, vejo que estou nas sociais, e ainda não estou velho. Meu lugar é na arquibancada, no sol, ao lado da massa coral. Faço minha travessia. Encontro mais malandros: Joãozinho Peruca, Saulo Profeta, Danilo (que está com um cabelo maior que o meu três vezes) e outros pilantras.
Então acontece aquilo tudo, em pouco tempo o jogo está empate e fico me perguntando: pra que jogo de dois tempos?
Até os 45 do primeiro tempo, estávamos rigorosamente felizes.
Está bom de fazermos um novo abaixo-assinado, pedindo uma vitória do Santa. Já nem lembro quando foi a última.
Ps. o Inácio França, ainda com a moral no fosso do Arruda, me ligou há pouco, informando que a última vitória foi contra a barbie. Amigos, pela voz do nosso editor do Blog, parecia que tinha morrido um parente. Mas tem empate que parece mais a morte de um parente mesmo.
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