Auditoria ameaçada e o bar da piscina
Passada a euforia pela épica vitória de quarta-feira, a diretoria do Santa Cruz solicitou que o Blog do Santinha informasse à torcida tricolor que a auditoria nas contas das duas gestões anteriores está ameaçada de ser interrompida ainda no início.
Assim que começaram a trabalhar, os auditores constataram que a contabilidade de 2006 simplesmente não havia sido feita. O contador informou, candidamente, que os poucos documentos contábeis existentes estavam “na sua casa”. Foi demitido na hora.
O problema é que, sem contabilidade, não será possível publicar até o final de abril a prestação de contas anual, conforme determina a Lei Pelé. Sem essa publicação, o clube e o atual presidente (e não o presidente do ano contábil de 2006) podem sofrer punições.
Então, a empresa de auditoria começou a trabalhar na contabilidade de 2006. Isso aumentou os custos do contrato, que ficou em R$ 19.000,0, a serem pagos em duas parcelas de R$ 5.000,00 e outras 10 de R$ 900,00. A primeira já foi paga e o trabalho começou. A segunda vence no dia 25 de abril e não há dinheiro para quitá-la.
Assim, está lançado o apelo: quem puder ou tiver interesse em colaborar na arrecadação dessa quantia, deve procurar o superintendente do Santa Cruz, Luiz Cláudio, na sede do clube ou pelos telefones: 81-3444-6699 ou 3449-1423. É preciso avisar que se trata de uma contribuição específica para essa finalidade.
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Apesar da idéia ser excelente, fica complicado para o Blog assumir o compromisso de marcar um evento etílico-futebolístico no bar da piscina, pois não conhecemos a disponibilidade de horários de todos os frequentadores.
A título de sugestão acreditamos que há dois horários mais adequados: manhã de sábado (quando vários tricolores da Atasc e internautas estarão reunidos com a diretoria para discutir as possíveis formas de participação na vida do clube) ou domingo à tarde (já que não vai haver jogo, a maioria vai estar com o horário disponível). Os amigos do blog podem usar os comentários dessa postagem para definir o que é mais apropriado.
38 comentáriosRelatos de uma Noite Feliz
Por Vanessa Mendes, Auxiliar Administrativa de uma concessionária automotiva
Chego no trabalho por volta das 07:35 da manhã. A cabeça só pensava no jogo, é hoje, é hoje! Falo com alguns amigos tricolores no MSN e eles só falam em cabaço, confesso que não estava ligando com isso de cabaço, sabendo que temos um time limitado. Mas clássico é clássico e nem sempre o melhor vence.
Hora do almoço e começo conversar com uma colega de trabalho, que por sinal é rubro negra doente: “E aí? é hoje que ganhamos da gatinha manhosa”. Ela começa a rir, e diz: “Tu és louca, um time que apanhou de 5 da cabense vai dar no meu exporti, hoje levantaremos a taca de campeão e invicto”.
Lembrei a ela que o única coisa invicta que conheço é sabão em pó. Assunto encerrado, volto ao trabalho e até tinha esquecido do jogo, mas daí vem um cliente tricolor e começa a falar do jogo. Nisso meu gerente me chama e apresenta-se como tricolor doente, o cara aperta minha mão e diz com uma sinceridade absurda: “Amiga, hoje iremos ganhar de todo jeito!”. Fico abismada com tanta confiança, e respondo: “Claro amigo, isso é fato”.
Cinco e meia da tarde: o coração começa a apertar, louca para sair logo do trabalho fico contando os minutos para largar. Finalmente seis horas da noite, e lá vou eu para casa e ver o mais querido jogar! Devido aos engarrafamentos na Caxangá e na Agamenon Magalhães, só deu tempo de tomar banho e correr para o estádio.
Entro na sede e de cara encontro umas amigas, compramos o ingresso e fomos para o bar de galvão, lá a turminha dos Corais do Orkut estava reunida. Nisso eles começam a esculhambar o pessoal da coisa que estava na fila comprando ingresso, com inúmeras músicas que particularmente amei e inclusive também cantei.
Oito e quinze da noite: lá vamos nós para o jogo, entramos nas sociais e o coração começa a palpitar absurdamente.
Começa o jogo: o nervosismo é fato! em pé, sentada, para um lado para o outro, aperto a mão, solto, calor, ainda não sei como suportei aquele jogo! Daí resolvo beber uma gelada e peço para o cara, e lá vem ele com Frevo. Confesso que quase recusei, mas a ansiedade era tão grande que bebi assim mesmo.
Acaba o primeiro tempo, com o nosso time levando um sufoco terrível, mas estamos lá firmes e fortes, aproveito e sento um pouco, converso com amigos tentando relaxar… finalmente começa o segundo tempo! O mais querido não deixou nem a coisa respirar até o gol sair aos oito minutos - só era pressão, tivemos no mínimo três lances para matar a partida. Alguém disse (não sei quem foi) que a esperança é a única que morre, então nosso gol saiu. Não sei explicar o turbilhão de sentimentos que tive, foi de arrepiar! Parecia final de campeonato, abraços, choro, aperto de mão, beijos, tudo em um só momento, tudo em só minuto.
A coisa, por sinal, fez um péssimo segundo tempo e eu amei, é lógico! Ainda teve um gol deles anulado, e daí? Problema deles!
Uma das coisas que mais me emocionou nessa noite tão feliz foi ao término da partida a nossa torcida tão sofrida ,tão humilhada por tantos, cantar chorando e alegre:
És o querido do povo o terror do nordeste no gramado!
Tuas vitórias de hoje nos lembram vitórias do passado!
Clube Querido da multidão!
Tu és o super campeão!
Santa Cruz! Santa Cruz!
Junta mais essa vitóriaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Assim termino esse humilde relato de uma noite que jamais esquecerei.
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