Sonho, suor e cimento - continuação
Em 1965, as obras do estádio estavam apenas começando.
A construção do Arruda era maior obra de construção civil
em andamento no estado de Pernambuco.
Logo depois da remoção do material, o Arruda começou a ser erguido. Por conta da concepção do arquiteto Reginaldo Esteves, o sentido do campo mudou, com as barras colocadas na altura da rua das Moças e do canal. A mobilização popular, inspirada por Aristófanes de Andrade, foi intensa: todos os dias os tricolores levavam material de construção para o estádio. No quintal de uma casa de família da rua das Moças, foi instalado um refeitório improvisado com mesas e bancos de madeira, onde comiam os pedreiros. Até o alimento dos operários foi doado, bem como a mão-de-obra da cozinheira.
Em entrevista para o blog, concedida em janeiro desse ano, o Reginaldo Esteves afirmou que o Arruda e a praça do Marco Zero são os projetos dos quais ele mais sente orgulho.
O primeiro lance de arquibancadas estava quase
pronto em 1967. Nesta imagem, já é possível perceber o
campo na posição definitiva.
P.S. - As fotos pertencem ao acervo do Diário de Pernambuco e foram cedidas pelo tricolor, Joezil Barros, superintendente da empresa.
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