A impagável página de O GLOBO
Ontem, a equipe do Blog do Santinha passou o dia convivendo com duas dúvidas: será que o arquivo que circulava pela internet com a capa de O Globo era uma simples montagem ou a reprodução da capa do diário carioca? E, se a capa era verdadeira, deveríamos dedicar algum espaço à coisa, ou seria melhor simplesmente ignorar?
Esclarecida a primeira questão, a reação irritada (e enfezada, descontrolada, enlouquecida dos rubro-negros) resolveu nossa segunda dúvida: sim, vamos publicar a capa do Globo para deleite geral.
Aproveitamos a oportunidade para nos solidarizarmos com a equipe de Esportes do jornal do Rio de Janeiro. O Blog do Santinha e, acreditamos nós, toda torcida coral não enxergamos qualquer tipo de bairrismo ou preconceito por parte dos jornalistas cariocas. Pernambucanos que somos, não nos sentimos desrespeitados.
Desde os seus primórdios, o blog defende a causa do humor no futebol. Os frequentadores desse espaço virtual lembram quando, em meio à tragédia da campanha coral no Brasileirão 2006, rimos da nossa própria situação com a publicação de uma coletânea de piadinhas infames sobre o time tricolor. E as páginas esportivas Globo, como atesta Inácio França - ex-repórter daquele jornal - sempre estiveram repletas de ironia. Pena que os três jornais recifenses preferem copiar a sisudez e falta de graça dos diários paulistas.
Chamamos a atenção para um detalhe que revela o espírito e a inteligência do editor: o leão que ilustra táo bem a página é aquele do filme Madagascar, um leão abestalhado e meio viado, que se recusa a comer carne porque é vegetariano.
Também se faz necessário analisar - com isenção e equilíbrio - o argumento de alguns cartolas da Ilha da Retiro (no atual momento da coisa, esse nome é mais adequado do que o de Ilha da Fantasia), que demonstraram perplexidade com o fato do jornal ter feito uma gozação com um clube centenário. Ora, “a instituição centenária” está disputando a Série A em 2007, então é natural que sejam gozados em 2007. Mas eles podem ficar sossegados: ano que vem, ninguém mais vai lembrar deles.
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