Sanfona véia do fole furado
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Sanfona Coral animando a torcida em 2005
Chegou o período junino, e o forró já corre solto pelo Nordeste afora. Sexta-feira a bola corre solta pelos gramados do José do Rego Maciel.
“Sim, mas e daí?”, perguntaria alguém. “O que tem a ver futebol e forró?”.
Jackson Pandeiro já dizia:
“esse jogo não pode ser um a um,
se o meu time perder tem zum-zum-zum,
é encarnado, branco e preto…”.
Luiz Gonzaga cantava:
“Vi dois siris jogando bola
lá no mar
vi dois siris bola jogar
lá no mar….”
Outro forró muito bonito, que tem como tema o futebol, é aquele que diz:
“A coisa gemeu /no ano do centenário”.
No mês de junho de 2005, o Arrudão virou o maior palco de forró do mundo. Embalados pelos hits da Sanfona Coral, o time do Santa Cruz subiu pra primeirona.
Aqui no Mundão do Arruda, a equipe do Santa não apenas jogava bem, botava os adversários para dançar. Quando Andrade ouvia a cantiga dizendo “bate, bate, bate cabeção, bate no lado direito…”, era gol na certa.
E nesse ritmo o Santa Cruz chegou lá, só não foi campeão porque do outro lado tinha uma barbie. Que por sinal foi nosso freguês durante a Série B, com direito a dançar forró até no La bonequeira. Naquele dia a Rosa e Silva também virou palco pra Sanfona Coral.
Por falar em barbie, lembro da paródia feita para Seu Cuqui, o doido lá dos aflitos:
“pode vim com o cu, qui eu como amor
que eu não vou tá nem aí, pras barbies
pode vim leão que domo
se você vier com o cuqui eu como”.
Alguém sabe por onde anda a lendária Sanfona Coral?
Os boatos e/ou verdades são os mais variados possíveis. Dizem que o sanfoneiro Chiló não tem mais sanfona. Já falaram também que Gerrá da Zabumba, depois que virou pai, ficou choco e quem domina agora é Malvina.
Os supersticiosos juram que o que tá faltando no time atual não é volante, atacante, zagueiro ou lateral, é a volta da Sanfona Coral. A gente também acredita, pois, um time que tem Piauí, Carlinhos Paraíba e Tarrafas, tem que ser movido a muito forró.
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