Blog do Santinha

Crônicas, opiniões, desabafos e comemorações sobre o Santa Cruz Futebol Clube, o Santinha, e a torcida coral.
Arquivo de 3 de julho de 2007

Confissões de um torcedor contundido no começo da temporada

Por Samarone Lima, do Blog do Santinha.

Amigos corais, encontrei o amigo Márcio Markman nesta terça-feira, no Bairro do Recife. Estava mais magro, corado, barba bem feita, parecendo aqueles atores da Globo. Pensei timidamente - esse cara tem ido ao estádio, ver o Santinha jogar.

Quando me viu, estufou o peito e perguntou:

“Tu vai sábado?”

Então me veio aquela morgação espiritual. Eu, com a barba desgrenhada, o cabelo por ali, meio pálido, fiquei sem graça de informar que estou contundido neste começo de temporada. Dei uma boa tapeada, disse que sim, tentei dar um drible da vaca, mas não teve jeito.

Vai a confissão no mais querido dos Blogs: estou contundido para esta temporada, na região dos rins.

Desde que minha tia-avó entrou na hemodiálise, em dezembro, estou zig-zagueando entre o Cabo de Santo Agostinho e Recife, naquelas histórias de clínicas, consultas etc. Para não dizer que não falei dos espinhos, estive no terrível jogo contra a Cabense, o resultado nem vou lembrar.

Vão me perguntar pelos parentes, descendentes, agregados, mas antes de qualquer data vênia, informo que se trata da Dona Flocely, 80 anos, Santa Cruz de corpo e alma. Um tricolor de verdade não deixa sua tia-avó ao deus dará, por maior que seja a paixão clubística.

De lá pra cá, (desde dezembro, pombas), uma rara coincidência vem acontecendo: a escala da “diálise peritoneal” (é pela barriga) acontece geralmente quando a Komby Coral, com a turma do Poço, está em Vital, tomando umas para ir ao estádio.

Os últimos três jogos foram na base do radinho de pilha, na Clínica de Tratamento Renal (vulgo CTR), em Prazeres.

Resumindo, já conversei com meu amigo Inácio França, entrei com um pedido de licença não-remunerada do Blog. Motivo: contusão familiar, sem previsão de alta.

Se não me encontrarem nos jogos do Santa, não precisam me esculhambar. Se me encontrarem, é porque o tratamento que tia começou em casa, com uma máquina chamada “cicladora”, está dando certo.

Por precaução, Inácio tem mandado o juiz tomar no fiofó duas vezes, esculhamba o bandeirinha por ele e por mim, e me safo daquela conversa fiada de Chiló e João Valadares, de dizer que sou pé-frio.

Bebam e comemorem por mim, porque sábado estarei possivelmente em Natal, no Rio Grande do Norte, resolvendo umas coisas da contusão familiar.

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