Salada coral
Por Samarone Lima
Algumas coisas me ocorreram hoje, reforçando a máxima: santo de casa faz milagre.
Primeiro, encontrei o Márcio Markman na rua do Bom Jesus, o que indica que os santos corais estão todos articulados. Sempre que encontro o Márcio Markman, o Santa arrebenta. Ao meu lado, o amigo Ailton “Peste”, do Alto José do Pinho, mais tricolor que a soma das arquibancadas do Arruda. Markman, Peste e um cabeludo, então pensei logo: é a hora da arrancada.
Pouco depois, fui almoçar com Peste, e eis que chega o Geraldo de Fraga, também tricolor. O Recife é uma pátria de três cores, é o que descubro.
Depois, uma entrada sui-generis de um treinador no Santa. O sujeito, ao invés de ficar analisando o futebol e suas metamorfoses, pede para o presidente baixar o preço dos ingressos. Edinho, disfarçado de durão, é um sujeito sentimental…
Gerá, nosso zabumbeiro, exausto de esperar o sanfoneiro Chiló, resolve mudar de rumo e vira cronista. O Blog do Santinha começa a ter uma nova geração de autores. Inácio França e Samarone, idealizadores desta aventura internáutica, já podem pendurar as chuteiras.
Pedro, filho de Inácio, retorna de sua temporada em meio ás cobras e jacarés no centro-oeste, queima todos os equipamentos da casa, mas promete se redimir no sábado, em pleno Arruda.
Naná, o gordinho coral da Kombi, ficou oito dias sem beber, e isso prejudicou muito o time.
Encontro Oswaldo Titio. Ele olha com aquela cara de malandro, e completa:
“Os caras pensavam que a gente tinha morrido”.
Vamos que vamos. No mais tardar em duas rodadas, quero estar rindo à toa.
Hoje estou sem ritmo para crônicas. Perdão, amigos, é a questão da ênfase desordenada.
Tenho dito.
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