Desabafo de Arnildo Ananias de Oliveira
Sem querer me comportar como “espírito de porco”, peço humildemente licença a todos pra dizer que AINDA ACREDITO.
Dentre as contratações aparentemente sem sentido (um caminhão de velhos), não acho que foi um erro termos contratado o Kuki. Pode dar certo. Chegou ao Clube sem prestar juras de amor, sem beijar nosso escudo sagrado, dizendo-se mui grato ao seu ex-clube, bem diferente de uma pessoa que há pouco tempo era nosso ídolo e, ao transferir-se lá pras banda do mangue, até incitou a torcida do nosso rival a invadir nosso campo de jogo (quem não se lembra, “do jogo do cabaço”?). Futebol sabe-se que o mesmo ainda tem e sua idade é a mesma de Marcelo Ramos (quisera que nosso time tivesse 11 Marcelos Ramos).
Também há muita precipitação em relação ao técnico. Quanto ao seu caráter não me diz respeito, pois, como diria o finado João Saldanha, também não o quero pra casar com minha filha. Nunca pedi a saída de Muniz por acreditar que técnico bom é aquele que não atrapalha (inclusive votei no Fito Neves na enquete realizada), mas, já que isso foi feito, temos que esperar, pelo menos, mais umas duas ou três partidas pra se ter uma posição mais firme a respeito do mesmo.
Se a alegação é que não temos mais esse tempo, mais uma razão pra não se fazer mais uma mudança de comando técnico à essas alturas foi teríamos que esperar, novamente, mais 5 ou 6 rodadas. Afinal de contas, o Mauro Fernandes não tem currículo de perdedor.
Esperemos pra ver como se comporta o time com as presenças do Kuki e do Jonhnson, do Nildo na sua real função no time, bem como com uma zaga melhor estruturada e posicionada, além da entrada de volantes de verdade no time.
Quem é mais velho sabe da estrepitosa vaia que o Maracanã “presenteou” o Julinho (extrema direito do Palmeiras) a se atrever a tomar a posição de um tal de Mané Garrincha, ao adentrar o estádio na ponta-direita do selecionado Nacional. Pouco depois se ouviu um uníssono aplauso de todo o Maracanã ao mesmo em face de sua exuberante atuação (“A mão que afaga é a mesma que apedreja”).
Acho legítima toda essa manifestação de protesto da parte de pessoas reconhecidamente tricolores que fazem esse blog, entretanto, não vamos exacerbar pois é prudente que aguardemos mais um pouco.
Se o inferno realmentes e materializar saibam todos que o primeiro a se deprimir serei eu.
E, antes que alguém me taxe de fdp digo que não sou e que respeito é bom e eu gosto pois minha querida e insubstituível mãe faleceu recentemente. Também não tenho procuração pra defender Edinho nem quem quer que seja, pois meu único compromisso é com o futuro do nosso querido Santa Cruz Futebol Clube.
19 comentáriosDesabafo de Dimas Lins
Dimas Lins
Tivemos tanto desejo de que a atual gestão acertasse na condução do clube que esticamos a nossa paciência com o time para além da nossa imaginação. Em nome desse desejo, assistimos a uma das campanhas mais desastrosas do nosso clube no campeonato pernambucano e agora encaramos a real possibilidade de cairmos no abismo da Série C.
Neste curto e tenebroso percurso, assistimos a um departamento de futebol amador torna-se mais amador com sua incorporação pela presidência do clube. Vimos a teimosia de Edinho em manter Charles Muniz depois do campeonato pernambucano e, posteriormente, por um período muito além do razoável. Contratamos um técnico que, antes de estrear, conseguiu o feito de ser responsável pela derrota da equipe contra o gama, um fato raro no futebol. Mauro Fernandes, não satisfeito, acabou com as mínimas coisas na equipe que lembravam um time de futebol.
Como bem disse Ducaldo, somos um time em decomposição. Amanhã, ao invés de jogadores, bactérias vestirão nosso manto sagrado. Para completar, estamos contratando atletas que mais parecem talhados para a Série C, no ano que vem.
Nenhum tricolor, em sã consciência, imaginaria um desastre de proporções planetárias como o que está acontecendo em 2007. Parecemos um trem desgovernado rumo à terceira divisão. O pior de tudo é que a locomotiva parece não ter maquinista.
Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder o que não dá mais para ocultar: esta diretoria fracassou no futebol. A pergunta que não quer calar é: vão desistir ou consertar?
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