Vitória com sabor de título
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Por Samarone Lima, do Blog do Santinha
Amigos corais, quem quer separar o futebol da vida, está cometendo um erro crasso. Eu sempre quis usar esta palavra aqui (crasso), e só hoje consegui. Pois bem. Há certas pequenas vitórias na vida que parecem a conquista de um título. Com o Santa Cruz é a mesma coisa. A vitória contra o Criciúma, na noite encantada da sexta-feira, teve todos os ingredientes de um título. O cenário, a paixão, o time, a temperatura, a Sanfona Coral. Ganhamos três pontos, mas só um idiota completo, preso a um sistema de pensamento vulgar, não percebe que ontem só faltou a taça, para comemorarmos um título.
Este velho cronista cansado de guerra ontem quase foi às lágrimas. O dia coral foi imenso. Começamos ao entardecer, no bucólico Poço da Panela, onde comemoramos os dois anos deste estimado Blog do Santinha. Conheci um punhado de gente que vem aqui e reencontrei velhos amigos. Francis, Edward, Anizio das Olindas, Dimas Lins, André Tricolor, Léo Antunes, Gerrá etc.
Seu Vital, o dono da venda/boteco, me chamou em um certo momento e comentou:
“É a melhor torcida do mundo!”
Senti a falta sentimental de velhos marmanjos, como Joãozinho Peruca, Saulo, Danilo, a turma do “Fezão Coral”, mas é assim mesmo, não adianta ficar choramingando.
Muita gente achava que certas coisas do Blog eram invenção minha e de Inácio França (que estava contundido e não compareceu ao evento etílico-futebolístico). Lá pelas tantas, vem uma kombi comida pela ferrugem, pilotada por um senhor de 1m60, 120 quilos, chamado Naná.
“Então a Kombi Coral existe mesmo?”, comentou o Francis.
A Kombi saiu entupida de gente. No Arrudão, aquele mar de gente. Como na vida, o futebol. As sensações são tudo. A sensação mais contundente, no plano espiritual, é ver aquela massa coral chegando. Estão todos ali. Ricos, pobres, remediados, doentes, criminosos, santos, demônios. Um torcedor do Santa Cruz você reconhece até quando ele anda, quando pede uma cerveja.
Entramos, claro, quando o time estava em campo. Bati o olhar na massa coral e pensei: hoje ninguém nos segura.
Poderíamos ter jogado contra o Manchester, Chelsea, Real Madri, que não tinha jeito. Ganharíamos de qualquer jeito. Até Deus, ocupadíssimo com os desmandos do mundo, estava com seu radinho de pilha, gritando “vai, Santinha”.
A cada gol do Santa, a convulsão social dos abraços. Todos os pernambucanos do mundo eram crianças às lágrimas. Superamos a fase primária da separação entre adultos e crianças. No Arruda, aquele imenso jardim da infância, eram 35 mil garotinhos pulando.
No intervalo do jogo, a Sanfona Coral fez um show que deveria ser a programação oficial do Mais Querido.
Depois, a invasão ao Empório Sertanejo. A certa altura, uma jovem vesga do espírito comentou comigo:
“Vocês ganharam algum título?”
“Você tem noção do tamanho de uma paixão?”, respondi.
Não sei como cheguei em casa, nem quando, nem por que.
Sei que estamos vivos no campeonato, e que a vitória contra o Criciúma de Regatas teve sabor de título.
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Notas do Editor Assistente Jr, Anizio Silva:
1) As imagens da farra de aniversário do blog já estão no Álbum de fotos do Blog do Santinha!!!
Como sou perfeccionista, e a maioria das fotos está muito escura, estou colocando aos pouquinhos (tirar foto digital de noite já é complicado, e biritado é pior ainda)
ATUALIZAÇÃO: Fiquei de saco cheio de tratar foto, tô enviando todas as imagens agora, depois eu melhoro.
2) Quem ficou com a faixa?
3) Afinal, quem comeu o bolo - Mariá, as barbies do Bar de Vital, ou foi Naná?
86 comentáriosBlog do Santinha: dois anos, dois gols de presente
Ainda hoje, no Blog do Santinha:
Dimas Lins: “Troquei o Santa pelo balé, mas tô feliz”
Inácio França: “Blog of Little Saint is a wonderful team”
Cláudio Machado: “Kuki foi a CPU do time”
Gerrá Lima: “Lá, laiálaiá, laiálaiá, laiálaiá, Santa!”
Anizio Silva: “A birita foi tão grande que nem vi o gol do cris-ciúma”
Chiló: “Desencalhei, agora tem sanfona todo jogo”
Samarone Lima: “De Juazeiro a Crato, de Crato ao Arruda, uma alegria só”
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