Pra paraibacas, SANTA CRUZ neles!
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Galego, Igor e Vitor, e Alexandre:
são da Paraíba, mas não são paraibacas
Por Gerrá da Zabumba
Guarabira é uma cidade da Paraíba, que fica entre João Pessoa e Campina Grande, cerca de 100 quilômetros de distância. Odilândia é um distrito da cidade de Santa Rita, pertinho da capital paraibana.
Uma das coisas que essas cidades têm em comum: 4 crianças que são apaixonadas pelo Santa Cruz. O fenômeno Paraibaca é um fato. Assim como o Alagobaca, o Potiguabaca, e por aí vai. Dizem até que a torcida do clube de ginástica flamengo, lá pras bandas da Paraíba, é maior do que a do bostafogo paraibano.
Os recifenses Igor e Vitor, foram morar em Guarabira em setembro de 2006, ambos tinham 9 e 5 anos, respectivamente. O pai dos garotos, Ayrton Phillipinne Jr., conhecido na minha época de bancário por Junior Potó, foi assumir um trabalho lá em Guarabira. Depois de 8 meses morando lá, levou a família.
Alexandre e Alisson, nasceram em Pilar e foram morar em Odilândia. Em 2004, aos onze anos, Alexandre veio para o Recife com o objetivo de estudar, sob a responsabilidade do primo Gileno.
Alisson gosta de ser chamado de galego, quando alguém pergunta qual o nome dele, a resposta tá no ponta da língua:
-” É Alisson, mas pode me chamar de Galego ‘mermo’.”
Daqui por diante, quando eu escrever Galego, vocês já sabem quem é.
Um ano depois, Galego veio morar por aqui também, seguindo a trilha do irmão. Cuidadoso com a formação dos meninos paraibanos, o primo Gileno cuidou logo cedo de educar bem Galego e Alexandre. Uniforme do Santa Cruz, camisa da Sanfona Coral, lazer no Arrudão, carreata de 2005, jogos do Santa na telinha, foram alguns dos cuidados tomados.
Lá em Gurabira, a dupla Igor e Vitor bate de frente com os amiguinhos abilolados. Segundo Ayrton, o pai, Guarabira parece mais um subúrbio do Rio de Janeiro. É torcedor do flamerda, do Vascu e de outras porcarias.
- “Quando vou bater pelada, faço questão de ir com a camisa do Santa e os meninos com a camisa da Sanfona Coral. Somos os únicos que vão com camisa de um time do Nordeste”, disse Ayrton.
Lembro como se fosse hoje, Ayrton me fez uma visita de surpresa. Era final de tarde de um sábado. Chegou lá em casa com a tropa toda. Conversa vai, conversa vem, o Santa Cruz vira o tema principal. E aí, brinquei com os meninos:
-”Qual é o time de vocês?”, perguntei.
-”Santa Cruz, é claro”, os dois responderam em única voz.
Na hora, peguei duas camisas da sanfona e dei de presente. Igor e Vitor vestiram logo. Depois eu soube que eles só tiraram a camisa do couro no domingo. Fizeram questão de ir a um aniversário no sábado à noite, vestidos com o manto sagrado.
Conversando com Ayrton, perguntei se Igor e Vitor não eram influenciados pelos paraibinhabacas de Guarabira.
- “Que nada, quanto mais a turma tira onda com os pirralhos, a paixão pelo Santa aumenta.”
O prazer de Alexandre e Galego é entrar como mascotes. Alexandre já entrou tantas vezes que hoje toma conta de outros meninos que vão pela primeira vez. Já pegou autógrafo, já ganhou brinde, já tirou fotos, já bateu bola no tapete verde. O paraibano sabe os atalhos do gramado do Arruda.
Alexandre continua aqui em Recife. Estudando, treinando futebol de salão e freqüentando o Arrudão.
Galego teve que voltar para Odilândia. Está por lá encarando os conterrâneos paraibacas. Encarar é com ele mesmo, o Galego é brabo pra danado. É feito cobra venenosa, mexeu com ele, pode esperar o bote.
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Mais um torcedor coral
Furo de reportagem do Blog do Santinha: nasceu hoje de manhã o tricolor Daniel, filho do fotógrafo e colaborador do Blog do Santinha, Robson Sena e de sua esposa Mairma, trisupercampeã - com esse, a trilogia está completa, junto com Pedro e Maria Eduarda.
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Daniel chegou lamentando a possível saída de Marcelo Ramos
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Robson e Mairma vão levar mais
um mascote pro Arrudão










