Arquivo de Outubro de 2007
Santa: falta garra, qualidade, coração
Por Roberto Souza, editor e apresentador do programa Redator Comunitário, da Rádio Universitária FM
A situação do Santa Cruz é grave, assemelha-se a 1998, alguém pode dizer, rememorando o 3×2 dramático contra o Volta Redonda. Naquela ocasião o gol do zagueiro Rau, no último suspiro, livrou o tricolor do rebaixamento.
É… Torcedor gosta de fazer comparações, admite recordar os traumas, desde que o final seja feliz. O quadro atual é pior, gravíssimo, por paradoxal que possa parecer quando o argumento é o número de jogos, de oportunidades de recuperação. São cinco jogos, é verdade. Mas, não há gana, garra, nem mesmo alma.
Um time desfigurado, elenco paupérrimo em qualidade, treinador fora de sintonia, escala mal o pouco que tem e não “vê” o jogo, só olha. O Ceará, uma das equipes menos criativas da Série B, abusou de perder gols contra o Santa, bolas dadas, perdidas, mal passadas pelo meio-campo carrapeta, aquele que gira, gira e nada produz, a não ser contra si mesmo. Um 3×0 que poderia ter sido o dobro, aí considerando as duas bolas na trave e o pênalti perdido. O Santa é, faz tempo, o clube que mais contrata jogadores de qualidade duvidosa e juntando a penca de atletas do Brasileiro Série A e da temporada 2007 deve o clube ter batido seu próprio recorde negativo.
Os jogadores, além de limitados tecnicamente, apresentam pouco fôlego, não dividem bola e quando o fazem… estaleiro.
Resta então o sopro da massa, empurrada pelo programa de Governo que libera 25 mil entradas a quem coleciona notas fiscais e se submete à via-crucis do sistema de entrega, uma afronta à dignidade humana. Vinte e cinco mil, trinta e cinco mil não bastam, como ficou provado nas três últimas partidas em casa. Os visitantes ficaram mais à vontade e só permitiram a conquista de um pontinho pela cobra coral.
Os que vêm por aí, Avaí, Ponte e Coritiba jogam mais e correm mais que o time de Mauro Fernandes que veste a camisa do Santa Cruz. Os jogos lá fora também são indigestos, Criciúma lutando para subir e Brasiliense penando para não cair. A massa pode ajudar, mas os Deuses do futebol bem que poderiam dar uma mãozinha para que outro gigante não fosse parar na terceirona.
54 comentáriosCarta aberta ao presidente
Por Agripino Fonsêca, Professor da UNIR (Universidade Federal de Rondônia), Porto Velho/RO (e que comenta aqui no blog com o apelido de Torcedor Coral Distante)
Excelentíssimo Senhor Presidente das Repúblicas Independentes do Arruda
M.D. Sr. Edson Nogueira
Aqui, quem vos fala, é um pernambucano que se encontra a 6.000 Km de distância dessa Terra de Bravos Guerreiros. Terra que o mesmo aprendeu a amar e a honrar, estando perto ou distante dela, há mais de 45 anos.E nestes 45 anos, aprendeu a amar e a honrar, também, pai e mãe, irmãos e irmãs, tios e tias, primos e primas, avôs e avós, enfim a família. Nessa família, e por intermédio dela, aprendi a amar e a honrar um clube de futebol.
Desde cedo, compreendi que o meu clube de futebol não era igual a tantos outros clubes de futebol que havia por aí. o meu clube de futebol possuía uma história de raça, de conquistas, de produção de craques. Desde cedo convivi com o meu clube de futebol servindo a seleção brasileira sub-17, sub-20, olímpica e profissional. Era muito natural para mim ouvir nas rádios que determinado atleta do meu clube de futebol estava servindo a seleção brasileira, nas mais diversas divisões. Tudo isso era muito interessante, mas, nada era mais interessante do que saber que nessa época havia, no meu clube de futebol, algo que hoje parece não existir mais: diálogo, zelo pelo clube, transparência administrativa, respeito pela torcida, amor e honra pelo meu clube de futebol.
Quando o meu clube de futebol subiu para a 1ª divisão do futebol brasileiro, eu chorei de alegria. Quando o meu clube de futebol foi rebaixado para a 2ª divisão do futebol brasileiro, eu chorei de tristeza. Quando Vossa Senhoria foi eleita pelo voto dos que amam o meu clube de futebol, eu chorei de alegria. Quando Vossa Senhoria começou a se distanciar, sem motivo, dos que amam o meu clube de futebol, eu chorei de tristeza.
O meu clube de futebol me ensinou, nesses 45 anos de existência, que família é algo sagrado. Não se deve abandonar a família, principalmente, sem motivo. A família não é apenas o pai ou apenas a mãe. A família são todos os que, diariamente, comungam das mesmas idéias, dos mesmos sentimentos, dos memos amores, dos mesmos desejos. A família são todos aqueles que se preocupam com o futuro dos que amam essa família. E, por isso mesmo, reclamam, protestam, reivindicam, xingam. Mas também, aplaudem, colaboram, incentivam, se emocionam e se riem, afinal.
Acredito que Vossa Senhoria já compreendeu que o meu clube de futebol é, por extensão, a minha família: Santa Cruz Futebol Clube.
Nesse momento de tanta insegurança, intranquilidade, chateação por que passa a nossa família, a família coral, venho, mui humildemente, pedir a Vossa Senhoria que não jogue no lixo a nossa família.
Jogar no lixo a nossa família é continuar não querer dialogar, não querer ouvir seu clamor, que já dura mais de 20 anos e Vossa Senhoria sabe disso melhor do que qualquer um dos membros dessa família.
Errar é próprio do ser humano, mas permanecer no erro e não querer sair dele é suicídio. E, o que é pior, suicídio coletivo.
Peço humilde e encarecidamente que reveja suas posições sobre o futuro da nossa família. ouça quem, de fato, ama a nossa família. Não tenha medo de parecer frouxo, arrependido, ou algo assim. conte com quem sempre esteve do seu lado e ainda quer vê-lo um vencedor, juntamente com a nossa família: Santa Cruz Futebol Clube.
Acredito e sempre acreditarei no Santa Cruz Futebol Clube.
Saudações Corais.
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ONDE ASSISTIR O JOGO?
Não haverá telão coral nesta terça; portanto, sugerimos novamente a escolha de um barzinho para assistirmos ao jogo Santa Cruz x ceará exporting crube.
O amigo Chaves propõe 3 opções:
a) Brasão (ao lado do Arruda);
b) Portal da Picanha (antigo Bar Berrante, na rua José Maria);
c) Oitão Bar (Casa Forte).
DÊ SUA SUGESTÃO NOS COMENTÁRIOS!
228 comentáriosBota um torcedor aí, Edinho
Por José Neves Cabral (extraído do Blog Arquibancada)
Não tenho nada contra o técnico Mauro Fernandes, do Santa Cruz, embora, como parte da torcida, tenha condenado sua contratação pelo Santa Cruz.
Não vejo Mauro com o perfil adequado para fazer o trabalho que o momento tricolor exige, mas tudo bem, quem dirige o clube é o presidente, Édson Nogueira (Edinho), e é ele quem vai prestar contas à torcida daqui a um mês.
Feito o nariz de cera, vamos ao que interessa: por que Hugo improvisado na lateral esquerda? Logo Hugo?
O único zagueiro em perfeitas condições físicas e técnicas que o Santa Cruz possui? Sim, porque Aldo vive às voltas com as contusões. Josemar até agora não mostrou futebol suficiente para se manter no time titular, e Adriano também não consegue se firmar, menos pelo nível técnico, que é excelente, mas pelas contusões.
Então sobra Hugo, o jogador que a torcida praticamente escalou como titular na zaga.
E o futebol de Hugo mostrou quem estava com a razão.
A desculpa de dirigentes e técnicos diante da pressão da torcida é sempre a mesma. Acusam o torcedor de opinar movido pela emoção.
Sabem de uma coisa. Acho que a diretoria do Santa Cruz precisa contratar um técnico-torcedor do clube, como fez a diretoria da barbie com Roberto Fernandes.
A fórmula parece que é esta mesmo.
E eu já tenho o nome: João Valadares. Assistente: Samarone, com sua barba messiânica.
E Júlio Vila Nova, com todo o seu verniz, para fazer a preleção.
Notas da Redação do Blog: 1) Não confunda Zé Neves Cabral com certos homônimos… 2) Seguindo o manual de redação do blog, alteramos o nome do time alvirosa.
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Aviso de Utilidade Pública Coral: NÃO HAVERÁ TELÃO CORAL NESTE SÁBADO!
Vamos eleger um barzinho para assistir ao jogo do Santinha amanhã; dê sua sugestão nos comentários (nosso sistema de enquetes está em revisão).
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