Uma torcida do carai! Um time de bonecas!
![]()
Russo, Aldo, Hugo e Jorge Guerra; Amaral, Romeu, Kuki, Johnson, Saci e Mauro Fernandes (Gottardi, Paraíba, Nildo e Thomaz Anderson não aparecem na foto)
por Inácio França
Sobrou raça no cimento das arquibancadas. Sobrou paixão, amor, carinho e dedicação em cada um dos milhares de tricolores que lotaram o anel inferior do Arruda nesta noite. Nem sei qual foi público, acabo de chegar do estádio.
O que sobrou fora de campo, faltou dentro das quatro linhas. O empate humilhante não sufoca o orgulho de pertencer a uma torcida apaixonada, que carregou o mal-treinado time no colo até o momento do pênalti cobrado por Nildo, sujeito que não foge à responsabilidade.
Na noite de 9 de novembro de 2007, a torcida coral deu uma lição de moral no indivíduo que se diz treinador do Santa Cruz. A declaração de amor que se propagou em berros, cantos, murmúrios e orações só pode ser comparada, em dimensão, ao amadorismo do presidente do clube.
A partir de agora, algumas coisas estão bem claras: nenhum diretor poderá abrir a boca novamente para pedir apoio à torcida. Nenhum treinador poderá insultar os torcedores corais, como já fez o indivíduo que hoje ocupa indevidamente essa função. Quando isso acontecer, dobrem a língua e desapareçam do Santa Cruz.
Qualquer um dos torcedores que se arrastaram para fora do estádio após o jogo sabia: bola pro mato que o jogo é de campeonato. Ou como diria o presidente da Federação: “podem bater! Porrada!”
P.S - Aguardem fotos e um pouco mais de racionalidade.
*****
“Fizemos tudo até o último minuto”
por Júlio Bandeira
Não fizeram. A declaração de Carlinhos Paraíba após o empate contra a Ponte Preta é infeliz, burra e inconseqüente. Se os jogadores tivessem feito tudo, este momento estaria saindo para tomar uma cerveja em algum lugar da cidade. Não estaria aqui em frente ao computador, escutando rádio e desabafando. Mais. Não enviaria este texto para Inácio França. Possivelmente, estaríamos bebendo juntos.
A minha vontade agora era fazer a próxima preleção. Não utilizaria violência nem mesmo palavras agressivas. Queria apenas mostrar aos jogadores que o problema do Santa Cruz não é árbitro do Rio de Janeiro, salários nem tampouco adversários. Não é questão de azar e, olhe só!, nem de limitação. A questão é mais vergonhosa. É de falta de vontade mesmo, reflexo da falta de união do elenco. Não digo união no sentido de amizade. União no sentido de juntar forças, doar por um objetivo em comum.
Voltando ao assunto. Na preleção, não tentaria sensibilizar nenhum jogador da situação do Santa Cruz nem do sofrimento dos torcedores - que é real. Só pediria para ficarem calados. Que não pedissem mais o apoio da torcida nem enganassem os torcedores dizendo que “o Santa não vai cair”. Pediria não, ordenaria que deixassem o Santa Cruz “morrer” em silêncio. Não mudaria nada, mas pelo menos diminuiria a revolta.
Hino Oficial do Santa Cruz
Hino Oficial do Santa Cruz Futebol Clube
(Irmãos Valença)
Nos anais, nos calendários
Fiquem sempre por lembrança
Teus lauréis extraordinários
De bravura e de pujança
Nos esportes tua história
É orgulho a que faz jus
Este símbolo de glória
Que é teu nome Santa Cruz
Uma voz proclama e canta
É a voz das multidões
Santa Cruz, querido Santa!
Campeão dos campeões
Esta multidão tamanha
Gente pobre que te aclama
Lembra o ouro que se apanha
Nos cascalhos e na lama
Esse ouro é sangue, é vida
É delírio, raça, e amor
A bandeira tão querida
A bandeira tricolor







