Silêncio sem fim
Cláudio Machado, de Brasília
Acabou o jogo. Nem lembro como me despedi de Laércio e família, na porta do apartamento dele. Desci com Duda, meu irmão até o estacionamento onde ele me entregou um livro e segui para o meu carro e peguei o caminho de volta para casa. Não tinha vontade de correr para chegar logo em casa, nem queria ficar parado pensando no que havia acontecido. Perrusi é quem está certo, a vida não continua.
Foram 40 longos minutos em silêncio até em casa. Abrir a porta e todos já estavam dormindo. Tomei um banho e não tive ânimo para ligar o computador e compartilhar com os amigos do Blog do Santinha as horas de insônia.
Vamos ser realistas, apesar da tragédia, no empate de ontem saímos no lucro. Um futebolzinho medíocre daquele, temos mais é que ficar felizes. A Ponte Preta merecia ter ganho. Não lembro de nenhum chute à gol do Santa, nem cabeçada, só um coice de Nildo e tão fraquinho que Aranha pegou facilinho.
Queria perguntar para nosso presidente: “Você não está com vergonha?”
Queria perguntar para nosso técnico: “Por que você não fez nenhuma substituição nos minutos finais?”
Queria perguntar para mim mesmo: “Eu vou aguentar ir ao jogo contra o Brasiliense na próxima terça-feira?”
Com todas as limitações que tem, o melhor jogador do Santa em campo ontem foi Aldo. O cara saiu lá de trás para cruzar umas duas ou três bolas que levaram algum perigo. A jogada que gerou o pênalti foi dele também. No final do jogo, ao ser entrevistado, estava chorando e perguntando o que estava acontecendo? Isso é o que todos os tricolores também estão se perguntando.
O que incomoda é que ninguém tem coragem de responder e ficamos nesse silêncio sem fim.
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Imagens de mais um desastre tricolor
Não adiantou usar a camisa da sorte… Confira esta e outras imagens do empate com a macaca no álbum de fotos do Blog do Santinha.
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