Da desilusão para ação

Por Josias de Paula Jr. (Geó)
O que tenho a escrever hoje é simples, preciso de poucas linhas. Em algumas declarações nas rádios, assim como em alguns comentários nos blogues, delineia-se um argumento: “vou deixar de pagar a mensalidade de sócio”. A atitude busca fundar-se no seguinte argumento: o presidente é um incompetente, não quer dividir as responsabilidades do poder, é autoritário e continuamente aplica mal as verbas do clube. Logo, deixemos de dar dinheiro a ele, deixemos ele só.
Ora, que a gestão de Edson Nogueira é a essência da desilusão não resta dúvidas. Da mesma forma é incontestável a inépcia na administração do futebol desse ano que se encerra. Tudo isso, amigos, é um tanto óbvio. A pergunta é: deixar de pagar a mensalidade, abandonar a condição de sócio é inteligente? A resposta é: não!
Apenas mudamos o Santa Cruz com uma participação consciente na vida do clube. Não podemos nos limitar a esbravejar, a escrever linhas e linhas contra quem quer que seja. A mudança e engrandecimento do Santa passa por ações concretas. Necessitamos de um quadro associativo forte, comprometido, ciente e engajado; será ele que acompanhará de perto as movimentações políticas das várias forças, articulará a alternativa melhor: aquela que se unirá em torno de um grupo arejado, democrático, sem outros interesses que não seja a grandeza do Tricolor; com visão moderna, dinâmica e profissional do futebol.
Chega de ficar de fora, vendo a banda passar. Chega de esperar por salvadores da pátria (não é incomum ouvir-se: “Ah! Bom seria outro James Thorpe!”). Inteligente é fazer o momento, ser partícipe no processo criador do clube. E a única forma de alcançar isso é associando-se, tornando-se apto para votar, ser votado, decidir o futuro nosso.
O prazo para a regularização daqueles que não estão em dia com as mensalidades está acabando. Falo do prazo regimental que garante participação plena no processo sucessório do ano que vem. Cuidemos já. Temos que nos mobilizar e fazermos o maior número possível de sócios. Depois articulá-los, a fim de nos transformarmos em força ativa concreta. As palavras são uma ótima arma de luta, mas não bastam. Daqui a cerca de um ano, precisaremos de eleitores. Associação em massa! Essa é a ordem.
Acabo fazendo referência a um poema de Paulo Leminski, poeta paranaense:
“en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
moches
poemas”.
Apenas acrescento: e votos!
Aviso: O expediente lá no Santa Cruz agora é no período da tarde.
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